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quinta-feira, 2 de agosto de 2018

“Rejuvenescimento vaginal” a laser pode causar queimaduras e dores crônicas


Por , em 1.08.2018

O órgão que administra tratamentos médicos nos EUA, o Food and Drug Administration, emitiu um alerta na última segunda-feira (30) sobre o uso de equipamentos laser endovaginal com o objetivo de “rejuvenescimento vaginal”.
Clínicas do mundo todo, inclusive no Brasil, têm oferecido este procedimento com promessas de melhorar a incontinência urinária, performance sexual ou combater efeitos da menopausa precoce, como a atrofia ou ressecamento vaginal. O uso do equipamento, porém, pode causar queimaduras, cicatrizes e dores crônicas.
Os equipamentos de laser endovaginal são seguros e aprovados para usos específicos da ginecologia, como a eliminação de pré-câncer cervical ou remoção de verrugas genitais. Mas não há estudos e comprovação científica de que o laser realmente ajude nos outros casos, e não há garantias de que o tratamento não seja perigoso para a saúde.
A agência ainda não testou o uso do equipamento para tratar a incontinência urinária ou para melhorar o sexo, mas aponta vários casos recentes descritos na literatura médica de pacientes que passaram por problemas quando o tecido da vagina foi destruído. Há também uma grande preocupação em relação a mulheres que procuram o laser endovaginal para ajudar na menopausa precoce causada por tratamento de câncer.
Enquanto o interesse na saúde feminina deve ser incentivado, todo tratamento deve ser oferecido sem exageros de publicidade, já que não há evidências de que esse tipo de “rejuvenescimento” seja eficaz.
Há várias formas seguras e comprovadas de lidar com problemas como enfraquecimento do assoalho pélvico ou falta de lubrificação vaginal. Exercícios para o assoalho pélvico são simples e rápidos, e podem ser feitos em qualquer lugar. Já o ressecamento vaginal pode ser combatido com lubrificantes vaginais, e caso isso não funcione, médicos podem receitar creme vaginal com estrogênio. 

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