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quarta-feira, 25 de julho de 2018

Cientistas encontram água num lago gigantesco em MARTE que poderia abrigar vida.

A Agência Espacial Italiana divulgou nesta quarta-feira (25 de julho) uma das mais importantes descobertas sobre Marte nos últimos anos: pesquisadores detectaram a presença de abundante quantidade de água líquida localizada abaixo de uma camada de gelo no polo sul do planeta vermelho. Até então, os astrônomos nunca haviam encontrado um habitat semelhante em Marte. De acordo com especialistas, esse seria o primeiro local onde microrganismos como os que existem na Terra poderiam sobreviver.
Edição e imagens:  Thoth3126@protonmail.ch
A Divulgação continua: Cientistas encontram lago gigantesco em MARTE que poderia abrigar vida em lagos subglaciais como os que existem na Terra.
Cientistas encontram lago gigantesco em Marte que poderia abrigar vida. Essa é a “primeira vez” que pesquisadores encontram água em grande quantidade no planeta vermelho: o vasto reservatório está localizado próximo ao polo sul de Marte  A característica do local seria semelhante a dos lagos subglaciais que existem na Terra, o que dá esperanças aos cientistas de investigarem a “possibilidade” da existência de vida.
ILUSTRAÇÃO DO TRABALHO DA SONDA QUE DETECTOU ÁGUA EM MARTE (FOTO: DIVULGAÇÃO/ESA)
Até então, os astrônomos nunca encontraram um habitat semelhante em Marte. De acordo com especialistas, esse seria o primeiro local onde microrganismos como os que existem na Terra poderiam sobreviver. Ao investigarem uma região de Marte conhecida como Planum Australe, os cientistas localizaram uma reserva de água líquida com 20 quilômetros de extensão, localizada a 1,5 quilômetro da superfície. Ainda não foi possível verificar a profundidade do lago, mas ele teria mais de 10 centímetros de profundidade.
A descoberta foi possível graças ao radar MARSIS, que está a bordo da sonda Mars Express — lançada em 2003 pela Agência Espacial Europa (ESA) e pela Agência Espacial Italiana. O instrumento é capaz de enviar ondas eletromagnéticas para abaixo da superfície marciana, recebendo informações sobre a densidade de determinada região: ao analisarem os dados recebidos na região de Planum Australe, os cientistas notaram que os pulsos eram semelhantes aos que existem nas porções de água que ficam abaixo das camadas de gelo da Antártida ou da Groenlândia, aqui na Terra.
Agora, os pesquisadores dedicarão seu trabalho a conhecer as características do lago e investigar se essa ocorrência é única ou há outras porções de água líquida ao longo do subsolo marciano. Em relação à possibilidade da formação de vida extraterrestre, os especialistas afirmam que é necessário realizar análises mais cuidadosas da região.
Inicialmente, sabe-se que há uma composição química especial para a água manter-se líquida (como a concentração de elementos como magnésio, cálcio e sódio).
Há cerca de 4  bilhões de anos, Marte tinha um campo magnético forte, como o da Terra, que o protegia da radiação emitida pelo Sol. Além disso, acredita-se que água corria livremente por Marte. Estas duas condições já são um passo gigantesco para que um planeta seja habitável.
REGISTRO DA SONDA DETECTANDO A PRESENÇA DE ÁGUA (FOTO: DIVULGAÇÃO/ESA)
Gradualmente, a atmosfera de Marte foi sendo afetada por fortes e agressivos ventos solares, não suportados pelo campo magnético que protegia o planeta. O resultado do processo, que durou bilhões de anos,  tornou o planeta um deserto gelado e inabitável.
Com a descoberta, no entanto, a perspectiva dos cientistas podem mudar em relação à disponibilidade de elementos que possam abrigar possíveis formas de vida.
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