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As Digitais dos deuses – A Cidade dos deuses

A mensagem, em maioria esmagadora, de grande número de lendas centro-americanas é que a Quarta Era do mundo acabou muito mal. A um dilúvio catastrófico seguiu-se um longo período no qual a luz do sol desapareceu do céu e o ar se encheu de tenebrosa escuridão. Em seguida: 

“Os deuses reuniram-se em Teotihuacán [“o lugar dos deuses”] e perguntaram ansiosos uns aos outros quem devia ser o próximo Sol. Só o fogo sagrado [a representação material de Huehueteotl, o deus que, no início, criou a vida] poderia ser visto na escuridão, ainda presente em seguida ao caos recente. “Alguém vai ter que se sacrificar, lançar-se ao fogo”, exclamaram eles. “e só então haverá um Sol.”
Edição e imagens:  Thoth3126@protonmail.ch
Livro “AS DIGITAIS dos DEUSES”, uma resposta para o mistério das origens e do fim da civilização
Por Graham Hancock, livro “AS DIGITAIS DOS DEUSES”, Tradução de Ruy Jungmann, editora Record 2001.
CAPÍTULO 22 –  A Cidade dos Deuses
Seguiu-se um drama, no qual duas divindades (Nanahuatzin e Tecciztecatl) imolaram-se pelo bem comum. Um deles queimou rapidamente no centro do fogo sagrado; o outro deixou-se assar lentamente nas brasas ao lado da fogueira. “Os deuses esperaram durante longo tempo, até que, finalmente, o céu começou a ficar vermelho, como no amanhecer. No leste, apareceu a grande esfera do sol, sustentador de vida e incandescente…” E foi nesse momento de renascimento cósmico que Quetzalcoatl se manifestou. Sua missão tinha a ver com a humanidade da Quinta Era. Por isso mesmo, assumiu a forma de ser humano – de um homem branco barbudo, exatamente igual a Viracocha.
Nos Andes, a capital de Viracocha foi Tiahuanaco. Na América Central, a de Quetzalcoatl foi o suposto local de nascimento do Quinto Sol, Teotihuacán, a cidade dos deuses.
A Cidadela, o Templo e o Mapa do Céu
Teotihuacán, 50km a nordeste da Cidade do México
No espaço cercado, batido pelo vento da Cidadela, olhei para o norte, através da névoa da manhã, e para as Pirâmides do Sol e da Lua. Aninhados em terreno verde-acinzentado coberto de arbustos e emoldurados por distantes montanhas, esses dois grandes monumentos representavam seu papel em uma sinfonia de ruínas enfileiradas ao longo do eixo da denominada “Rua dos Mortos”. A Cidadela situa-se aproximadamente no centro dessa larga avenida, que corre em linha reta perfeita por mais de quatro quilômetros.
A Pirâmide da Lua ergue-se na extremidade norte e, a do Sol, mais ou menos a leste. No contexto de um sítio geométrico dessa natureza, uma orientação exata norte-sul ou leste-oeste poderia ter sido esperada. Por isso mesmo, era surpreendente que os arquitetos que haviam planejado Teotihuacán tivessem resolvido de caso pensado desviar a Rua dos Mortos a 15º 30′ a leste do norte. Há várias teorias sobre o motivo por que essa orientação excêntrica foi escolhida, embora nenhuma especialmente convincente. Números crescentes de estudiosos, contudo, começam a se perguntar se alinhamentos astronômicosnão poderiam estar envolvidos, nesse caso.
Um deles, por exemplo, sugeriu que a Rua dos Mortos poderia ter sido “construída para ficar de frente para o local onde se punham as Plêiades, na época de sua construção”. Outro, o professor Gerald Hawkins, aventou a hipótese de que o eixo “Sírius-Plêiades” poderia ter desempenhado também um papel na escolha da orientação. Stansbury Hagar (secretário do Departamento de Etnologia, do Brooklyn Institute of the Arts and Sciences), pensa que a rua poderia representar a Via Láctea. Na verdade, Hagar foi ainda mais longe, vendo uma representação de planetas e estrelas específicos em muitas das pirâmides, cômoros e outras estruturas, que pairavam como satélites fixos em torno do eixo da Rua dos Mortos. Sua tese completa diz que Teotihuacán foi projetada como uma espécie de “mapa do céu”: “Ela reproduz na terra um suposto plano celeste do céu-mundo onde residiam as divindades e o espírito dos mortos”.
Nas décadas de 1960 e 1970, as intuições de Hagar foram submetidas a testes de campo por Hugh Harleston Jr., engenheiro americano residente no México, que realizou um levantamento matemático exaustivo em Teotihuacán. Em outubro de 1974, no Congresso Internacional de Americanistas, Harleston divulgou seus resultados. O trabalho, rico em idéias ousadas e inovadoras, contém algumas informações muito curiosas sobre a Cidadela e sobre o Templo de Quetzalcoatl, localizado na extremidade leste dessa grande paliçada quadrada. O templo é considerado pelos estudiosos como um dos monumentos arqueológicos mais bem preservados da América Central. Isso aconteceu porque a estrutura original, pré-histórica, foi parcialmente sepultada sob outro cômoro muito posterior, situado imediatamente à frente, na direção oeste.
Escavações realizadas nesse cômoro revelaram a elegante pirâmide em seis níveis que eu tinha nesse momento diante dos olhos, com 22m de altura e uma área de base de 7,615 m². Exibindo ainda vestígios da pintura original multicolorida que a revestira na antiguidade, o templo, nesse momento à vista, constituía um espetáculo belo e estranho. O motivo escultural predominante é uma série de imensas cabeças de serpente, projetando-se em três dimensões dos blocos laterais e revestindo os lados da maciça escadaria central. As mandíbulas alongadas desses répteis estranhamente humanóides eram ricamente providas de presas e no lábio superior podia-se ver uma espécie de bigode, tipo guidom de bicicleta.
O pescoço de todas as serpentes era orlado por um refinado conjunto de penas – o símbolo inconfundível de Quetzalcoatl. O que as investigações de Harleston demonstraram foi que uma relação matemática complexa parecia existir entre as principais estruturas alinhadas ao longo da Rua dos Mortos (e, na verdade. além dela). A relação sugeria algo de extraordinário, isto é, que Teotihuacán poderia ter sido originalmente projetada como um modelo, em escala precisa, do sistema solar. De qualquer modo, se a linha central do Templo de Quetzalcoatl fosse aceita como denotando a posição do sol, marcadores dela, partindo na direção norte e ao longo do eixo da Rua dos Mortos, pareceriam indicar as distâncias orbitais corretas dos planetas interiores, do cinturão de asteróides, de Júpiter, de Saturno (representado pela denominada Pirâmide do “Sol”), de Urano (pela Pirâmide da “Lua”) e Netuno e Plutão por cômoros ainda não escavados, situados a alguns quilômetros mais ao norte.
Se essas correlações foram mais do que coincidências, então, no mínimo, elas indicavam a presença em Teotihuacán de uma astronomia de observação avançada, que só foi ultrapassada pela ciência moderna em data relativamente recente. A existência de Urano permaneceu desconhecida de nossos próprios astrônomos até 1787Netuno até 1846 e Plutão até 1930. Até mesmo a estimativa mais conservadora da antiguidade de Teotihuacán, em contraste, sugere que os principais elementos do plano urbano (incluindo a Cidadela, a Rua dos Mortos e as Pirâmides do Sol e da Lua) devem datar, de pelo menos, do tempo de Cristo. Nenhuma civilização conhecida dessa época, no Velho ou no Novo Mundo, teria supostamente qualquer conhecimento dos planetas exteriores – quanto mais informações exatas a respeito das distâncias orbitais que eles mantinham entre si e em relação ao sol.
Pirâmide do Sol em Teotihuacan
Egito e México – Meras Coincidências?
Após completar estudos das pirâmides e avenidas de Teotihuacán, concluiu Stansbury Hagar: “Não compreendemos ainda a importância, o refinamento, ou a distribuição geral, em toda a América antiga, do culto astronômico, do qual o plano celeste era um aspecto e do qual Teotihuacán foi um dos principais centros.” Mas teria sido simplesmente um “culto” astronômico? Ou foi alguma coisa que se aproximasse mais daquilo que poderíamos chamar de ciência? E, fosse culto ou ciência, seria realístico supor que tivera “distribuição geral” apenas nas Américas, quando existem tantos indícios ligando-a a outras regiões do mundo antigo?
Árqueo-astrônomos, por exemplo, usando os programas de computador mais modernos de mapeamento estelar, demonstraram recentemente que as três mundialmente famosas pirâmides do Egito, no platô de Gizé, formam um diagrama terrestre exato das três estrelas (Mintaka, Alnilam e Alnitak) do cinturão de estrelas da constelação de Órion. Mas esse não foi o limite do mapa celeste criado pelos sacerdotes do antigo Egito nas areias da margem oeste do Nilo. Incluído na visão geral, conforme veremos nas Partes VI e VII deste livro, havia um acidente geográfico natural – o rio Nilo – que estava exatamente onde devia ter estado, se tivesse sido criado para representar a Via Láctea.
A incorporação de um “plano celeste” em sítios arqueológicos de grande importância no Egito e no México não excluía, de maneira alguma, funções religiosas. Pelo contrário, o que mais quer que tenha sido sua finalidade, é certo que os monumentos de Teotihuacán, como os do platô de Gizé, desempenharam importantes papéis religiosos na vida das comunidades a que serviam. As tradições centro-americanas, compiladas pelo padre Bernardino de Sahagun no século XVI, davam expressão eloqüente à crença geral que Teotihuacán preenchera pelo menos uma função religiosa específica e importante nos tempos antigos. De acordo com essas lendas, a Cidade dos Deuses era assim conhecida porque “os Senhores lá enterrados, não pereceram após sua morte, mas se transformaram em deuses…”.
Em outras palavras, Teotihuacán era “o local onde homens se transformavam em deuses”. E era ainda conhecida como “o lugar daqueles que palmilhavam a estrada dos deuses” e “o lugar onde deuses eram criados”. Seria uma coincidência, especulei, que esta parecesse ter sido a finalidade das três pirâmides de Gizé? Os hieróglifos arcaicos dos Textos das Pirâmides, o conjunto coerente mais antigo de escrita existente no mundo, pouco espaço deixa para dúvida de que o objetivo final dos rituais realizados no interior dessas estruturas colossais era produzir a transfiguração do falecido faraó – “escancarar as portas do firmamento e abrir uma estrada”, de modo que ele pudesse “ascender para a companhia dos deuses”.
A idéia de pirâmides como meios destinados (presumivelmente, em algum sentido metafísico) a “transformar homens em deuses” era, em minha opinião, excessivamente estranha e peculiar para ter surgido independentemente no antigo Egito e no antigo México. O mesmo acontecia com a ideia de usar a planta arquitetônica dos sítios sagrados para incorporar um plano celeste. Além disso, havia outras estranhas semelhanças que mereciam ser investigadas. Da mesma forma que em Gizé, três pirâmides principais haviam sido construídas em Teotihuacán: a Pirâmide Templo de Quetzalcoatl, a Pirâmide do Sol e a Pirâmide da Lua. Como em Gizé, o plano do sítio não era simétrico, como se poderia ter esperado, e envolvia duas estruturas em alinhamento direto entre si, enquanto que a terceira parecia ter sido deliberadamente deslocada para um lado.
Por último, em Gizé, os topos da Grande Pirâmide e da Pirâmide de Quéfren estão no mesmo nível, mesmo que a primeira seja uma estrutura mais alta do que a segunda. De igual maneira, em Teotihuacán, os topos das pirâmides do Sol e da Lua estão no mesmo nível, mesmo que a primeira seja mais alta. A razão era a mesma em ambos os casos: a Grande Pirâmide havia sido construída em terreno mais baixo do que a Pirâmide de Quéfren e, a Pirâmide do Sol, em terreno mais baixo do que a Pirâmide da Lua. Poderia tudo isso ser coincidência? Não seria mais lógico concluir que houve uma ligação entre o México e o Egito nos tempos antigos? Pelas razões que descrevi nos Capítulos 18 e 19, eu duvidava que tivesse havido um elo direto, causal – de qualquer modo, nos tempos históricos.
Teotihuacan, vista aérea
Mais uma vez, contudo, como no caso do calendário Maia e dos velhos mapas da Antártida, não seria bom manter a mente aberta para a possibilidade de estarmos lidando com um legado; que as pirâmides do Egito e as ruínas de Teotihuacán pudessem expressar a tecnologia, o conhecimento geográfico, a astronomia baseada na observação (e, talvez, também na religião) de uma civilização esquecida, que havia outrora, como alega o Popul Vuh, “examinado os
quatro cantos, os quatro pontos do arco do céu e a face redonda da terra”? Há acordo geral entre os especialistas sobre a antiguidade das pirâmides de Gizé, que eles pensam ter cerca de 4.500 anos (uma grande piada dos “acadêmicos eruditos”).
Mas nenhuma “unanimidade semelhante” existe no tocante a Teotihuacán. Nem a Rua dos Mortos, nem o Templo de Quetzalcoatl, nem as pirâmides do Sol e da Lua foram jamais definitivamente datadas. A maioria dos estudiosos acredita que a cidade floresceu entre os anos 100 a.C. e 600 d.C., embora outros argumentem convincentemente que elas deviam ter surgido muito mais cedo, entre os anos 1500 e 1000 a.C. Mas há ainda outros que tentam, baseados principalmente em fundamentos geológicos, empurrar a data da fundação para o ano 4000 a.C., antes da erupção do Xitli, um vulcão próximo. Em meio a toda incerteza sobre a idade de Teotihuacán, não fiquei surpreso ao descobrir que ninguém fazia a mais vaga idéia da identidade dos que tinham realmente construído a maior e mais notável metrópole que jamais existiu no Novo Mundo pré-colombiano.
Tudo que se podia dizer com certeza era o seguinte: quando os astecas, em sua marcha para obter o poder imperial, descobriram acidentalmente, no século XII d.C., a misteriosa cidade, seus edifícios e avenidas colossais já eram velhos além do que se podia imaginar e tão densamente cobertos por vegetação que pareciam mais aspectos naturais do que obra do homem. Ligados a eles, porém, havia um fio de lenda local, transmitido de uma geração a outra, que dizia que as estruturas haviam sido construídas por gigantes e que tinham por finalidade transformar homens em deuses.
Indícios de uma Sabedoria Esquecida
Deixando para trás o Templo de Quetzalcoatl, voltei a cruzar a Cidadela, tomando a direção oeste. Não havia evidência arqueológica de que esse enorme espaço fechado tivesse algum dia servido como cidadela – ou, por falar nisso, servido a qualquer tipo de função militar ou defensiva. Tal como tantas coisas mais a respeito de Teotihuacán, as obras tinham sido planejadas com laborioso cuidado e executadas com um esforço enorme, embora a cultura moderna não tenha conseguido identificar sua verdadeira finalidade. Nem mesmo os astecas, os responsáveis pelos nomes de Pirâmides do Sol e da Lua (nomes que “pegaram”, embora ninguém tenha a menor idéia do nome pelo qual os construtores as haviam designado), conseguiram inventar um nome para a Cidadela.
Coube aos espanhóis fazer isso – uma vaidade compreensível, já que o pátio central de 14ha da La Ciudadela era cercado por um aterro maciço de mais de 7 m de altura e 45m de comprimento de cada lado. O passeio levou-me nesse momento à extremidade oeste do pátio. Subi um abrupto lance de degraus, cheguei ao alto do aterro e virei-me para o sul e a Rua dos Mortos. Mais uma vez, tive de lembrar a mim mesmo que isto não era, quase com certeza, o que os teotihuacanos (quem quer que tivessem sido) chamaram de a imensa e impressionante avenida. O nome espanhol, Calle de los Muertos, era de origem asteca, e baseado aparentemente na especulação de que os numerosos cômoros de cada lado da rua eram sepulturas (o que, descobriu-se mais tarde, não eram). Já consideramos a possibilidade de que o Caminho dos Mortos possa ter servido como uma contrapartida terrestre da Via Láctea.
De interesse nesse particular foi o trabalho de outro americano, Alfred E. Schlemmer, que – tal como Hugh Harleston Jr. – era engenheiro. O campo de estudo de Schlemmer era a previsão tecnológica, com referência específica à previsão de terremotos, sobre a qual apresentou um trabalho na XI Convenção Nacional de Engenheiros Químicos (realizada na Cidade do México, em outubro de 1971). O argumento de Schlemmer era que a Rua dos Mortos talvez jamais tivesse sido uma rua. Em vez disso, poderia ter sido construída originariamente como uma série de poços refletores interligados, cheios de água, que descia através da Pirâmide da Lua, situada na extremidade norte, por intermédio de uma série de eclusas que terminavam na Cidadela, ao sul. Andando na direção norte para chegar à ainda distante Pirâmide da Lua, achei que essa teoria tinha vários pontos em seu favor.
Para começar, a “rua” era bloqueada a intervalos regulares por altos muros divisórios, aos pés dos quais os restos de eclusas bem-feitas podiam ser vistos claramente. Além do mais, o tipo do terreno teria facilitado um fluxo hidráulico norte-sul, uma vez que a base da Pirâmide da Lua se situava em um terreno aproximadamente 33m mais alto do que a área em frente à Cidadela. As seções separadas poderiam ter sido facilmente enchidas com água e, na verdade, ter servido como poços refletores, criando um espetáculo muito mais dramático do que os oferecidos pelo Taj Mahal ou os famosos Jardins Shalimar. Finalmente, o Projeto de Mapeamento de Teotihuacán (financiado pela Fundação Nacional de Ciências, de Washington, D.C., e dirigido pelo professor Rene Millon, da Universidade de Rochester) havia demonstrado conclusivamente que a antiga cidade possuíra “numerosos canais e sistemas de distribuição de água cuidadosamente construídos, artificialmente dirigidos para segmentos retos de um rio, que formava uma rede dentro de Teotihuacán e seguia na direção do lago Texcoco, neste momento situado a 16km de distância, embora, talvez, no passado, mais perto”.
Era grande a discussão sobre o fim para o qual fora construído esse enorme sistema hidráulico. O argumento de Schlemmer era que a rede especial que descobrira tinha sido construída para servir a uma finalidade pragmática, como “monitor sísmico a longo prazo” – como “parte de uma ciência antiga, ora desconhecida”. Observou ele que terremotos que ocorrem em locais remotos “podem fazer com que ondas se formem em uma superfície líquida até no outro lado do planeta”, e sugeriu que os poços refletores cuidadosamente graduados e espaçados da Rua dos Mortos poderiam ter sido construídos “para permitir aos teotihuacános interpretar, à vista das ondas ali formadas, a localização e a força de terremotos em todo o globo, o que lhes permitiria prever uma ocorrência desse tipo em sua própria área”.
Não havia, claro, prova da teoria de Schlemmer. Não obstante, quando me lembrei da obsessão com terremotos e inundações, visível em toda a mitologia mexicana, e da preocupação, igualmente obsessiva, com a previsão de acontecimentos futuros, evidente no calendário maia, senti-me menos inclinado a ignorar as conclusões aparentemente forçadas do engenheiro americano. Se Schlemmer tinha razão, se os antigos teotihuacanos haviam realmente compreendido os princípios da vibração ressonante e os pusera em prática na previsão de terremotos, a implicação era que dispuseram de uma ciência avançada. E se indivíduos como Hagar e Harleston estivessem certos – se, por exemplo, um modelo em escala do sistema solar havia sido também introduzido na geometria básica de Teotihuacán -, tudo isso sugeria que a cidade era criação de uma civilização cientificamente evoluída e ainda não identificada.
Continuei a andar na direção norte ao longo da Rua dos Mortos e virei para o leste e para a Pirâmide do Sol. Antes de chegar a esse grande monumento, contudo, parei para examinar o pátio arruinado, cujo principal aspecto era um antigo “templo”, que escondia um enigmático mistério sob seu chão de rocha.
Mais informações, leitura adicional:
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