SEJA BEM VINDO - NÃO DEIXE DE CLICAR NOS ANÚNCIOS DESTE, VOCÊ ESTARA AJUDANDO A PERMANENCIA DO MESMO
NÃO DEIXE DE CLICAR NOS ANÚNCIOS DESTE, VOCÊ ESTARA AJUDANDO A PERMANENCIA DO MESMO. OBRIGADO

sábado, 11 de junho de 2016

João Vaccari decide quebrar o silêncio

Em março passado, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto teve uma conversa reveladora com um de seus companheiros de cárcere. A situação de abandono do superburocrata petista, sentenciado a mais de 24 anos de prisão e com pelo menos outras quatro condenações a caminho, fez o interlocutor perguntar se ele não considerava a hipótese de tentar um acordo de delação com a Justiça. Conhecido pelo temperamento fechado, que lhe rendeu o apelido de "Padre" nos tempos de militância sindical, Vaccari respondeu como se já tivesse pensado muito sobre o assunto: "Não posso delatar porque sou um fundador do partido. Se eu falar, entrego a alma do PT. E tem mais: o pessoal da CUT me mata assim que eu botar a cara na rua". Algo aconteceu nos últimos dois meses. Depois desse diálogo travado com um petista importante e testemunhado por outros presos, Vaccari não resistiu às próprias convicções e resolveu romper o pacto de silêncio. O caixa do PT, o homem que durante décadas atuou nas sombras, o dono de segredos devastadores, decidiu delatar.

EUA: Democratas, com Hilary, são hoje o Partido da Guerra



Com a escolha de Hillary Clinton como sua indicada presuntiva às eleições presidenciais, o Partido Democrata passou a ser um agressivo partido da guerra, depois de ter sido o que se poderia dizer um partido relutante da guerra. Praticamente sem debate, essa virada histórica fecha um ciclo, desde as atitudes antiguerra dos Democratas que começaram em 1968 e agora terminam, em 2016.

Desde a Guerra do Vietnã, os Democratas têm sido vistos como o mais pacífico dos dois grandes partidos nos EUA, com os Republicanos frequentemente atacando os candidatos Democratas por serem "soft" no que tivesse a ver com uso de força militar.

Mas a ex-secretária de Estado Clinton já deixou claro que mal pode esperar para usar força militar e fazer "mudança de regime" em países que se intrometam na trilha dos desejos dos EUA. Cedeu a estratégias dos neoconservadores favoráveis a intervenções violentas, especialmente no Oriente Médio, e adotou posição beligerante também contra a Rússia nuclear e, em menor extensão, também contra a China.


Em meio a celebrações por provavelmente vir a ser o primeiro grande partido norte-americano a indicar candidata mulher à presidência, os Democratas parecem pouco interessados em discutir que estão abandonando posição que já durava quase meio século como partido mais resistente ao uso de força militar. Clinton – notório falcão pró-guerra – não deu nunca qualquer sinal de algum interesse em, ou inclinação para, repensar suas atitudes pró-guerra.

Como senadora por New York, Clinton votou e apaixonadamente apoiou a Guerra do Iraque, e só conteve um pouco o furor belicista em 2006, quando ficou evidente que os eleitores Democratas já se posicionavam firmemente contra a guerra, e a posição belicista comprometia as chances dela para alcançar a indicação do Partido, que ela perdeu para Obama – que se opunha à guerra do Iraque.

Mas, para reduzir tensões com a ala clintonista do partido, Obama nomeou Hillary sua secretária de Estado – uma das primeiras e mais fatídicas decisões de sua presidência. E também manteve o secretário de Defesa de George W. Bush, Robert Gates, e membros neoconservadores do alto comando militar, como o general David Petraeus.

Essa "Equipe de Rivais" – batizada segundo o primeiro gabinete de Abraham Lincoln na Guerra Civil – criou e manteve um poderoso bloco de sentimento pró-guerra, que empurrou Obama na direção de soluções mais militaristas do que ele (talvez) preferisse, especialmente no caso da lamentável "avançada" contrainsurgentes no Afeganistão, em 2009, que pouco conseguiu além de mais 1.000 soldados norte-americanos mortos e muitos mais afegãos.

Clinton foi empenhada apoiadora daquela "avançada" – e Gates registrou em suas memórias que ela reconhecera que só se opusera à "avançada" na Guerra do Iraque em 2007 por razões políticas. Nos conselhos internos sobre a política externa de Obama, Clinton assumiu sempre as posições mais neoconservadoras, como defender um golpe em Honduras em 2009, que depôs presidente progressista e democraticamente eleito.

Clinton também sabotou todos os esforços iniciais a favor de acordo pelo qual o Irã entregaria grande parte de seu urânio enriquecido, incluindo a iniciativa organizada em 2010, a pedido de Obama, pelos líderes do Brasil e Turquia. Clinton fez naufragar esse acordo e escalou as tensões com o Irã, seguindo o que mais interessava à direita israelense do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, um dos favoritos de Hillary Clinton.

Lenha na fogueira da Guerra na Líbia

Em 2011, Clinton conseguiu convencer Obama a ir à guerra contra a Líbia para fazer mais uma "mudança de regime", embora mascarando toda a operação sob o objetivo mais modesto de estabelecer apenas uma "zona aérea de exclusão" para "proteger civis".

O líder líbio Muammar Gaddafi já dissera que estava combatendo contra jihadistas e terroristas que estavam construindo bases e fortalezas em torno de Benghazi, mas Clinton e seu Departamento de Estado insistiram em acusá-lo de estar atacando civis e (numa das mentiras mais doentias jamais inventadas para gerar mais e mais guerra) de distribuir Viagra aos seus soldados, para que estuprassem mais e mais mulheres.

Apesar da resistência de Rússia e China, o Conselho de Segurança da ONU caiu na esparrela da 'proteção aos civis'. Rússia e China optaram por abster-se na votação – o que deu à Clinton sua tão desejada "zona aérea de exclusão". Mas, tão logo a obteve, o governo Obama e vários aliados europeus mostraram o plano que realmente tinham já em andamento: destruir o exército líbio e preparar o caminho para a derrubada violenta de Gaddafi.

Privadamente, os mais altos assessores de Clinton viram a "mudança de regime" na Líbia como uma chance para estabelecer o que chamavam de "Doutrina Clinton" – sobre usar o "smart power" com planos para que Clinton subisse ao centro do palco e reivindicasse para ela os méritos, depois de Gaddafi ser derrubado. O plano não deu certo, porque o presidente Obama rapidamente assumiu a ribalta depois do colapso do governo Gaddafi.

Mas Clinton logo receberia sua segunda chance para reivindicar as glórias por mais esse assassinato, quando jihadistas rebeldes capturaram Gaddafi dia 20/10/2011, o torturaram e o mataram. Ao saber da morte de Gaddafi, Clinton deixou-se ver numa entrevista a uma rede de TV em que declarou, "viemos, vimos, ele morreu" – e gargalhou gostosamente.

O bom-humor da Clinton teve vida curta. A Líbia rapidamente mergulhou no caos, com extremistas islamistas ascendendo ao controle de grandes áreas do país. Dia 11/9/2012,jihadistas atacaram o consulado dos EUA em Benghazi e mataram o embaixador Christopher Stevens e três outros funcionários norte-americanos. E o mundo entendeu que, sim, Gaddafi sempre conhecera perfeitamente bem a natureza de seus inimigos.

Sem se intimidar pela desgraça em que mergulhara a Líbia, Clinton fez planos semelhantes para a Síria, onde novamente ela marchou em coluna cerrada com os neoconservadores e respectivos apêndices de "intervencionistas liberais", em apoio a mais uma "mudança de regime" pela violência, para derrubar a dinastia Assad, um dos principais objetivos de neoconservadores e israelenses desde a década dos 1990s.

Hillary pressionou Obama a favor da escalada no embarque de armas e treinamento para rebeldes antigoverno ditos "moderados", mas que, de fato, colaboravam em íntima associação com forças islamistas radicais, inclusive com a Frente Al-Nusra (a Al Qaeda na Síria) e com outros jihadistas ainda mais extremistas (os quais, adiante, viriam a ser o chamado "Estado Islâmico").

Mais uma vez, os planos de guerra da Clinton vieram travestidos em linguagem humanitária, como a necessidade de criar uma "zona segura" dentro da Síria para salvar civis. Mas os planos dela exigiriam que os EUA cometessem crime grave, de invadir militarmente país soberano, destruir a Força Aérea local e grande parte das forças armadas sírias, para só assim criar condições para mais uma "mudança de regime".

No caso da Síria contudo, Obama resistiu contra a pressão de Hillary e outros falcões da guerra ativos dentro do próprio governo dele. O presidente aprovou alguma ajuda clandestina aos rebeldes e permitiu que Arábia Saudita, Turquia e os estados do Golfo fizessem ainda mais, mas não admitiu uma grande invasão de forças dos EUA – para grave desapontamento da Clinton.

Caminhos que se bifurcam

Hillary finalmente deixou o governo Obama no início do segundo mandato, em 2013, para alguns por vontade dela, para outros porque Obama afinal decidira andar na direção de negociações sérias com o Irã sobre o programa nuclear, e pressionar realmente Israel para que chegasse a um acordo de paz, eternamente adiado, com os palestinos. E o secretário de Estado John Kerry parecia disposto a fazer o trabalho politicamente mais arriscado, que Hillary absolutamente nunca faria.

Muitos, na esquerda norte-americana ridicularizam Obama chamando-o de "Obomber" e criticam ferozmente que ele tenha aceitado, hipocritamente, o Prêmio Nobel em 2009. E não há dúvidas de que Obama consumiu seus dois mandatos em guerras intermináveis, e bombardeou pelo menos sete países por decisão pessoal sua. Mas a verdade é que, de modo geral, o presidente sempre esteve no grupo menos belicista de sua própria equipe, advogando uma aplicação "realista" (de fato, "contida") do poderio dos EUA. Hillary é o contrário disso: sempre esteve entre os elementos mais belicistas do mais alto escalão do governo.

Um momento de teste radical para Obama aconteceu em agosto de 2013, depois de um ataque com gás sarín nos arredores de Damasco, Síria, que matou centenas de sírios e que o Departamento de Estado e a mídia-empresa norte-americana dominante imediatamente atribuíram às forças do presidente Bashar al-Assad da Síria.

Houve pressão quase generalizada dentro da Washington oficial para implantar a "linha vermelha" de Obama contra Assad por 'ter usado' armas químicas. Nesse momento intenso pró-guerra, assumia-se em geral que Obama ordenaria violento ataque retaliatório contra o exército sírio. Mas a inteligência norte-americana e figuras chaves nas forças armadas dos EUA farejaram alguma coisa, alguma provocação feita por extremistas islamistas, para arrastar os EUA para a guerra síria ao lado deles.

No último instante, e com pesado custo político para si mesmo, Obama ouviu as dúvidas e suspeitas de seus assessores da inteligência, e cancelou o ataque, enviou a questão ao Congresso dos EUA e, na sequência aceitou um acordo negociado pelos russos, pelo qual Assad entregou todas as armas químicas, mesmo sem jamais admitir qualquer responsabilidade no ataque com gás sarín.

Com o tempo, todo o caso construído contra Assad entraria em colapso. Só foi encontrado um foguete que teria transportado o gás sarín, mas tinha alcance limitado, e a posição de disparo foi determinada em territórios controlados por rebeldes. Os 'saberes' convencionais dentro da Washington convencional não mudaram. Até hoje especialistas e políticos criticam Obama por não ter imposto e feito valer sua "linha vermelha".

Mas ninguém tem dúvidas sobre o que Hillary Clinton teria feito. Ela sempre promoveu e pregou que os EUA tivessem papel militar muito mais agressivo na Síria, desde o início dos tumultos naquele país, em 2011. Assim como jamais se incomodou com usar propaganda e simulação para conseguir sua tão desejada "mudança de regime" na Líbia, com certeza teria feito o mesmo também na Síria, recolhendo o pretexto do ataque com gás sarín – "que matou criancinhas inocentes" – para destruir também o exército sírio, por mais que já não houvesse qualquer dúvida de que os rebeldes haviam sido os reais culpados pelo ataque.

Eterna ânsia doentia por mais e mais guerras 

De fato, durante a campanha de 2016 – nos poucos momentos em que se aproximou de questões de política externa – a Clinton declarou que, como presidenta, teria ordenado que os militares dos EUA invadissem a Síria. "Sim. Ainda apoio uma zona aérea de exclusão" – disse ela no debate do dia 14 de abril. Também quer uma "zona segura" que exige que os EUA ocupem militarmente áreas do território da Síria.

Mas já ninguém acredita hoje que alguma invasão da Síria ordenada por Hillary pararia numa "zona segura". Como na Líbia, tão logo o camelo metesse o nariz na tenda, em pouco tempo o bicho já estaria inteiro lá dentro, sem espaço para mais ninguém.

Talvez o mais apavorante seja o que Clinton, numa eventual presidência, fará contra Irã e Ucrânia, dois países onde o comportamento beligerante dos EUA pode fazer eclodir guerras muito maiores.

Por exemplo, a presidenta Hillary Clinton pressionará de tal modo os iranianos – como Netanyahu deseja que ela faça –, que os iranianos talvez acabem por denunciar o acordo nuclear, o que daria à Clinton o pretexto que ela procura para bomba-bomba-bomba-bombardear o Irã.

E se, na Ucrânia, Clinton escalar o apoio dos EUA ao governo golpista ucraniano anti-russos, estimulando aquelas forças para que ataquem os rebeldes russos étnicos no leste da Ucrânia e "libertem" o povo da Crimeia, "oprimido" pela "agressão russa" (mesmo que esse próprio povo tenha decidido, por 96% dos votos, separar-se do estado ucraniano falido e reintegrar-se à Federação Russa)?

Um possível governo Clinton esperará que os russos se encolham e aceitem esses massacres? Ou será que empurrará as tensões para mais um degrau acima, tentando demonstrar que pode ser muito durona contra o presidente Vladimir Putin da Rússia – o mesmo que Hillary comparou a Hitler? Será que comprará o mais recente delírio dos neoconservadores, de que os EUA devem forçar uma "mudança de regime" em Moscou? Ou Hillary será suficientemente esperta para ver o quanto pode ser perigosa essa 'instabilização'?

Claro, deve-se esperar sempre que as ações de Hillary sempre venham fantasiadas com as lágrimas de crocodilo da guerra "humanitária", aquelas guerras que os EUA iniciam para "salvar criancinhas" ou para impedir o inimigo de "estuprar meninas indefesas". A verdade dessas alegações emocionais ficará para ser decifrada por historiadores do futuro, depois dessas neoguerras. Mas até lá, uma presidenta Clinton teria todas as guerras com que tanto sonha.

Com a experiência que tenho, depois de cobrir Washington durante quase 40 anos, sempre me surpreendo com o quanto podem ser 'nuançadas' as preocupações com proteger direitos humanos. Quando civis "amigos" estão morrendo, nos dizem que temos uma "responsabilidade de proteger"; mas quando são soldados norte-americanos que massacram civis de país ou movimento adversário, as notícias das atrocidades são desqualificadas como "propaganda inimiga" ou são completamente ignoradas. Nesse quesito, Hillary Clinton é uma das mais cínicas agentes de propaganda.

Trocar de lugar 

Mas o grande quadro para os Democratas é que já estão embarcados em extraordinária virada histórica, compreendam ou não o que se passou: os Democratas substituíram os Republicanos norte-americanos como o partido que promove guerra de agressão, embora evidentemente muitos Republicanos sempre tenham dançado pelo tambor neoconservador, como Clinton e os "liberais intervencionistas". E Donald Trump, apesar de seus muitos defeitos, abraçou ponto de vista relativamente pacífico, especialmente na relação entre EUA e Oriente Médio, e EUA e Rússia.

Ao mesmo tempo em que muitos Democratas se parabenizam por estarem em posição de vir a ser o primeiro partido a indicar candidata mulher à presidência dos EUA, eles talvez sejam obrigados a decidir se tal prioridade histórica justifica meter na Casa Branca um furioso falcão belicista, mas mulher. 

De certo modo, é questão já antiga para os democratas decidirem quais as políticas mais importantes, se as políticas 'de identidade' ou as políticas antiguerra.

Pelo menos desde 1968, e aquela caótica convenção Democrata em Chicago, o partido vinha fazendo avançar, às vezes alternadamente, essas duas agendas, pressionando na direção de mais direitos e mais abrangentes para todos, e buscando refrear os impulsos militaristas na nação.

Nos anos 1970s, os Democratas rejeitaram amplamente a Guerra do Vietnã, enquanto os Republicanos sacudiam bandeiras e declaravam que posições antiguerra seriam equivalentes a traição. Nos anos 1980s e início dos 1990s, Ronald Reagan e George H.W. Bush voltaram a fazer das guerras atividades mais 'leves' – Grenada, Afeganistão, Panamá e Golfo Persa, todos esses conflitos de custo relativamente mais baixo e conclusão vitoriosa.

À altura dos 1990s, Bill Clinton (ao lado de Hillary Clinton) viu o militarismo como mais uma questão a ser 'triangulada'. Com a extinção da União Soviética, o segundo governo Clinton viu uma oportunidade para brincadeiras de menino/menina, de baixo custo e mais violentas – com duro e prolongado embargo e ataques aéreos periódicos contra o Iraque (ações que causaram a morte de, na contagem da ONU, meio milhão de crianças); atacou a Sérvia até submetê-la, na questão do Kosovo; e expandiu a OTAN rumo leste, na direção das fronteiras da Rússia.

Mas Bill Clinton piscou ante as ideias mais extremistas dos neoconservadores, como as do Projeto para um Novo Século Norte-americano, que trabalhava a favor de uma "mudança de regime" implantada à força militar no Iraque. Esse 'projeto' teria de esperar por George W. Bush depois dos ataques de 11/9. Como senadora por New York, Hillary Clinton cuidou de garantir para si um lugar a bordo da guerra contra o Iraque, quando se associou a Israel nos bombardeios contra o Líbano e contra os palestinos em Gaza.

Hillary Clinton já estava levando a 'triangulação' a ângulos ainda mais agudos, quando apoiou praticamente toda e qualquer posição do governo de Netanyahu em Israel e alinhou-se aos neoconservadores que iam cimentando o próprio controle sobre oestablishment da política externa de Washington. 

O único e rápido flerte de Hillary com alguma posição antiguerra aconteceu em 2006, quando seus conselheiros políticos a informaram de que o apoio que ela insistia em dar à Guerra do Iraque de Bush poria fim a quaisquer aspirações que ela tivesse à indicação dos Democratas como candidata presidencial.

Mas imediatamente depois, como secretária de Estado de Obama, de 2009 a 2013, Hillary novamente rufaria suas penas de falcão belicista. E hoje, tão logo sentiu que tinha assegurada a indicação como candidata dos Democratas em 2016 (depois do sucesso na primárias do sul) Hillary outra vez pivoteou-se de volta a posições de linha mais dura, de apoio irrestrito a Israel e de defesa cega e surda da guerra dela contra a Líbia – que ela ainda não admite que tenha sido completo fracasso.

Neoconservadores mais espertalhões já se alinham para garantir apoio à candidata dos Democratas, sobretudo depois da tomada hostil, por Donald Trump, do controle sobre o Partido Republicano; e do desdém que Trump nunca se cansa de demonstrar pelas estratégias belicistas dos neoconservadores que, para ele, não passam de ações para semear o caos pelo planeta. Como o New York Times noticiou, Clinton é "a nave na qual muitos intervencionistas estão depositando suas esperanças". 

Robert Kagan, cofundador do Projeto para o Novo Século Norte-americano, endossou a indicação de Clinton. Disse que "sinto-me seguro com ela na política exterior. Se ela promover a política que pensamos que promoverá, será política que pode ser chamada de neoconservadora, mas é claro que seus apoiadores não usarão essa palavra. A política de Hillary receberá algum outro nome qualquer" [sobre isso ver Consortiumnews.com, "Yes, Hillary Clinton Is a Neocon" (Sim, Hillary Clinton é neoconservadora")].

Por tudo isso, ao escolher Clinton, os Democratas deram volta completa, 360 graus, e retornaram aos dias de antes 1968 e da Guerra do Vietnã. Depois de meio século de contribuir para política externa mais pacífica – e, de algum modo, para gastos menores na compra de armas – que os Republicanos, os Democratas são hoje o mais violento partido norte-americano pró-guerra.

Robert Parry, Consortium News

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

blogdoalok

Via: http://noticia-final.blogspot.com.br/2016/06/eua-democratas-com-hilary-sao-hoje-o.html

CNJ pede desarquivamento da reclamação contra desembargadora Lúcia Maria Miguel da Silva Lima


10 coisas estranhas encontradas vivendo dentro de seres humanos


 

Todo mundo já ouviu lendas urbanas sobre pessoas que foram nadar em rios ou lagos e descobriram semanas mais tarde que tinham engolido um ovo e agora tinham uma cobra totalmente crescida ou algo do tipo vivendo dentro do seu corpo. Claro, essas histórias são ridículas. A maioria dos animais seria completamente incapaz de viver dentro de um corpo humano. Mas, por mais improvável que pareça, existem exceções a esta regra, algumas um pouco mais chocantes do que você pode imaginar.

10. Vagem no pulmão

No verão de 2010, Ron Svedan, um homem de 75 anos, estava com enfisema durante vários meses, tossindo muito e sentia muito menos energia do que o habitual. Embora muitas pessoas possam simplesmente assumir que este tipo de coisa é inevitável para um homem de 75 anos de idade, Svedan estava preocupado que tivesse um tumor em seu pulmão. Em um dia particularmente ruim, ele foi levado ao hospital e radiografado depois que sua esposa chamou os serviços de emergência. Os raios-X revelaram um crescimento em seu pulmão esquerdo, que também havia entrado em colapso. Levou uma agonia de 10 dias para os resultados de Ron voltarem do laboratório, mas, quando isso aconteceu, eles mostraram que o homem não tinha câncer.

Longe de um tumor, o crescimento dentro dele era na verdade uma vagem de ervilha pequena. Os médicos especulam que a ervilha tenha sido acidentalmente inalada e o pulmão provou ser uma atmosfera ideal – quente e úmida – para que ela viesse a brotar. A planta foi removida cirurgicamente, e Ron ficou bem. Ele não sentiu remorsos em relação às ervilhas por esta experiência – comeu algumas delas em sua primeira refeição após a cirurgia.

9. Peixe no pulmão

Anil Barela é um menino de Madhya Pradesh, na Índia. Um dia no ano passado, quando ele tinha 12 anos, começou a ter dificuldade para respirar depois de ter brincado em um rio com alguns amigos. Assim, ele procurou atendimento médico, e uma cirurgia relativamente curta e simples resolveu seu problema de respiração. A fonte de seus problemas acabou por ser um peixe de 9 cm que estava vivendo em seu pulmão. Aparentemente, a “brincadeira” no rio era engolir peixes vivos, um passatempo popular entre as crianças locais.

Anil tinha decidido colocar o peixe na boca e inalá-lo, em vez de simplesmente engolir a coisa como uma criança normal. A sucção puxou o peixe diretamente para seu pulmão. Ele ficou bem após a cirurgia, e o peixe ainda estava vivo quando os cirurgiões o encontraram no corpo do menino, embora tenha morrido pouco depois.

8. Larvas

Aaron Dallas era apenas um turista comum em uma viagem a Belize, no verão de 2007. As férias correram bem, em geral, aparentemente passando sem incidentes. “Aparentemente” porque, ao voltar para os EUA, Aaron notou várias protuberâncias em seu couro cabeludo. Os médicos inicialmente culparam picadas de insetos ou a herpes zóster – uma reativação do vírus da varicela -, até que eles notaram que as protuberâncias estavam em movimento. A causa? Cinco larvas estavam vivendo em seu couro cabeludo. Se ele tocava as protuberâncias, podia literalmente senti-las em movimento, mas, até os médicos identificarem os parasitas, pensavam que era apenas sangue correndo ao redor da cabeça do infeliz paciente. Mais terrível ainda, Dallas podia até mesmo ouvir as larvas dentro de sua cabeça. No fim, elas foram removidas, e agora todos nós podemos descansar tranquilamente sabendo que isso provavelmente nunca acontecerá novamente.

Exceto para Rochelle Harris, de 27 anos que, ao voltar para a Inglaterra vinda do Peru, começou a sofrer de dores de cabeça, dor no rosto e descargas sonoras causadas por um número de vermes em seu ouvido. Rochelle teve que passar horas ouvindo as larvas se deslocando ao redor de sua cabeça, enquanto os médicos tentavam em vão afogá-las com azeite de oliva. No final, oito larvas vivas foram removidas cirurgicamente da pobre mulher.

7. Enguia no intestino

Em 2010, um chef de 59 anos de idade não identificado foi a um hospital em Sichuan, na China, depois de sentir dores no abdômen, sangramento anal grave e outros problemas desagradáveis. Seus médicos, intrigados, optaram por realizar uma cirurgia exploratória, provavelmente à espera de encontrar algo como um tumor ou um órgão danificado. O que eles descobriram foi que o intestino delgado do homem estava danificado – pela enguia que eles encontraram vivendo lá dentro. No início, parecia que a enguia de alguma forma havia feito o seu caminho até o corpo do homem através de uma refeição que ele tinha comido no dia anterior, mas a causa real logo veio à tona: ele tinha saído para beber com os amigos e desmaiou. Então, eles decidiram fazer uma brincadeira inocente e não pensaram em nada melhor do que inserir uma enguia viva em seu ânus. O homem faleceu 10 dias depois.

Outro homem na China decidiu tentar fazer isso por si mesmo, depois de supostamente ter visto tal prática na pornografia. Ele foi admitido em um hospital e passou por uma cirurgia, onde uma enguia de 50 centímetros foi removida de seu corpo depois de ter mastigado o cólon do homem. Este indivíduo sobreviveu para enfrentar acusações de crueldade animal.

Um terceiro homem na China teve uma enguia nadando em sua bexiga (através da pior rota imaginável) durante um tratamento de spa que envolvia enguias comendo a pele morta para trazer as camadas mais saudáveis para a superfície da pele. Este homem viu – e provavelmente sentiu – a enguia de 15 centímetros em seu caminho, mas o animal revelou-se muito escorregadio para agarrar e teve que ser removido mais tarde.

6. Peixe na bexiga

Um menino de 14 anos na Índia foi para o hospital depois de sentir dor e dificuldade de ir ao banheiro, apesar de não ter histórico de problemas urológicos. Vários testes foram executados, e os médicos acabaram por ser capazes de identificar a fonte de sua angústia: havia um pequeno peixe vivendo dentro da bexiga do menino. Eles tentaram algumas maneiras diferentes de tirar o peixe para fora, e, eventualmente, tiveram que usar um ureteroscópio (que é exatamente tão terrível quanto parece, senhores).

Mas o que realmente faz esta história valer a pena é a desculpa do menino sobre a forma como o peixe acabou por lá: ele estava no meio da limpeza do seu tanque de peixes, quando precisou ir ao banheiro. Naturalmente, ele manteve o peixe em sua mão enquanto se aliviava, e, em seguida, o peixe escorregou da sua mão e pulou no primeiro lugar que viu pela frente – como peixes geralmente fazem. Como se toda a experiência não fosse bastante embaraçosa, o calvário do rapaz, uma vez que é algo tão único, é agora utilizado como um estudo de caso.

5. Árvore no pulmão

Artyom Sidorkin, morador da Rússia, começou a sentir dores no peito e tosse com sangue em 2009. Naturalmente, estes tipos de sintomas seriam o suficiente para assustar qualquer um, então ele visitou o seu médico para verificar o que estava acontecendo, e foi feito um raio-X para ver se ele tinha câncer. Os testes pareciam mostrar que ele tinha, então ele foi encaminhado para uma operação em seu pulmão.

Negligência ou confusão entre o pessoal médico pode resultar na remoção desnecessária de partes do corpo, por isso, Sidorkin deveria ser grato que seu médico decidiu dar uma olhada mais de perto no corpo estranho antes de cortar a maioria de um dos pulmões do paciente fora. Ele percebeu que a massa detectada pelo raio-X não era um tumor, mas na verdade o brotamento de um abeto, árvores nativas de florestas temperadas da Europa, Ásia e América do Norte. Tinha apenas cinco centímetros de altura, mas estava tocando alguns de seus capilares, o que explicava a dor extrema que ele estava sentindo. A planta foi removida de seu corpo, e ele teve uma recuperação completa.

4. Verme no olho

John Matthews estava tendo alguns problemas com a visão no olho esquerdo. Ela estava cada vez mais difusa, e havia duas manchas escuras constantemente à vista. Ele descrevia a sensação como olhar através de uma lente suja de lama. Naturalmente preocupado que estivesse perdendo a visão, John visitou o médico. Na primeira olhada, o Dr. James Folk não conseguiu encontrar o problema, mas depois de examinar o olho de John de perto, ele percebeu que havia um verme microscópico vivendo ali.

Não se sabe muito sobre o verme, uma vez que houve apenas 15 casos conhecidos como este, mas o que se sabe não é muito agradável. O verme é ingerido de alguma forma, e, em seguida, começa a fazer o seu caminho a partir do estômago através do corpo da pessoa, até o olho ou cérebro. Caso ele vá para o olho, sobrevive se alimentando na retina da pessoa. Apesar da visão ter ficado desfocada, Matthews podia ver o verme nadando ao redor de seu olho. Folk conseguiu matar o verme usando um laser, e John está fazendo exercícios para restaurar a visão, embora seja improvável que a recupere totalmente.

3. Aranha no ouvido

Em 8 de agosto de 2012, uma mulher chinesa foi até o Hospital Central de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço de Changsha, reclamando que seu ouvido estava coçando. Em vez de ignorar a mulher, o Dr. Liu Sheng olhou dentro do ouvido dela e fez provavelmente a mais emocionante descoberta de sua carreira: a senhora Lee tinha uma aranha em seu canal auditivo. E não uma daquelas aranhas minúsculas e indescritíveis. A intrusa tinha quatro olhos, estava coberta de cabelo, e tinha farpas que os médicos temiam que iriam ser enfiadas no ouvido da mulher caso o bicho fosse perturbado. Eles estimaram que a aranha se arrastou para dentro do corpo de Lee buscando abrigo enquanto ela dormia, cinco dias antes. Para colocá-la para fora, eles encheram o ouvido com solução salina, o que levou com sucesso a aranha para longe.

2. Tênia no cérebro

Rosemary Alvarez tinha apenas 37 anos quando um exame de ressonância magnética mostrou um sério tumor em seu cérebro. Alvarez havia se internado em um hospital em Phoenix, nos EUA, depois de sentir alguns sintomas muito preocupantes, tais como problemas de equilíbrio, deglutição e dormência. Não havia alternativa a não ser tentar uma operação arriscada. Foi neste ponto que o médico fez uma descoberta que, sem dúvida, ficaria com ele para o resto de seus dias.

A boa notícia era que Rosemary não tinha um tumor. A não tão boa notícia era que ela tinha uma tênia viva em seu cérebro. Embora terrível, isto era melhor do que ter um tumor. A tênia era mais fácil de remover e significava que ela não teria que se preocupar com o câncer.

Mas ainda havia a questão de como o verme chegou lá, e a resposta é muito nojenta. Em algum ponto, Rosemary deve ter comido alimentos contaminados pelas fezes de uma pessoa que tinha a tênia do porco. Se isso não fará com que você lave suas mãos, nada mais vai.

1. Filhotinhos de lula

No ano passado, uma mulher na Coreia do Sul (que não foi nomeada por razões que se tornarão óbvias) estava comendo lulas, especificamente, Todarodes pacificus. Ela estava comendo a criatura parcialmente cozida, sentiu uma sensação de ardor e cuspiu. Ainda assim, continuou a sentir o que ela descreveu como uma “sensação de corpo estranho” em sua gengiva, bochecha e língua. Acontece que, enquanto ela estava comendo, o saco de esperma da lula explodiu e ela foi “inseminada” (pelo menos tanto quanto a boca de uma mulher pode ser inseminada por uma lula). Quando ela foi examinada por médicos, eles removeram “12 pequenos organismos parecidos com insetos brancos” de sua boca. E casos como este não são tão raros como deveriam ser. Embora tenha havido poucos relatos similares no Japão, mesmo apenas um incidente como esse acontecendo dentro do nosso corpo já é bizarro e nojento o suficiente. 

[Listverse]

 Via: http://hypescience.com/10-coisas-dentro-corpo-humano/

 

 

Celia, a menina que deu nome à doença que atingiu apenas 6 pessoas no mundo

Quando Celia nasceu, em fevereiro de 2014, parecia um bebê normal.
Mas a menina espanhola era, na verdade, portadora de um gene mutante que, pouco a pouco, destruiria seus neurônios.
Seu caso foi um mistério durante muito tempo, e a doença que lhe acometia só foi descoberta depois de sua morte.
Os médicos batizaram o mal de "encefalopatia de Celia", uma enfermidade que até agora só foi detectada em seis pessoas no mundo, todas na região de Murcia, no sudeste da Espanha ─ a mesma da criança.
E apenas um dos pacientes diagnosticados com a doença ainda está vivo: uma menina de oito anos de idade.

Um brado contra a roubalheira - Reinaldo Azevedo


Homem constrói rádio chamado ''espírito de Tesla'' adivinha o que acontece quando ele é ligado? Assustador...

Mrfixitrick mostra uma série de sete experimentos com seu assustador Rádio ''Tesla Espírito'', um circuito de rádio não-motorizado construído com cristal.

null
Ele mostra habilidades, tais como: Detectar relâmpagos, comunicar com voz misteriosas, interagir com todas as formas de luz, criar música e efeitos sonoros, ler uma tela de computador, atuar como um microfone, e detectar de pulsos de RF. 

O Rádio assustador é conectado diretamente ao som do computador iMac no Hijack software Pro e fornece o ganho e efeitos sonoros em tempo real baseado em antenas de rádio.

O Tesla Espírito ganhou recentemente o prêmio mensal chamado ''Gadget Anormal by Design News'',  da melhor revista de notícias de engenharia do mundo.

 
Veja também: Nikola Tesla afirmou: ''Existe vida em outros planetas'' e ''Comunicação com outros planetas poderia beneficiar a terra''


Siga este Blog

Postagem em destaque

Agora é real, NIBIRU está chegando, e já é visto a olho nu.

Olá amigos, desculpem a ausência. Estou muito mais ativo no meu mural Facebook, e também no nosso grupo do Facebook também, mas vamos lá...

NÃO DEIXE DE CLICAR NOS ANÚNCIOS DESTE, VOCÊ ESTARA AJUDANDO A PERMANENCIA DO MESMO. OBRIGADO

POSTAGENS MAIS VISITADAS

Disso Você Sabia ? no Facebook