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sábado, 11 de junho de 2016

EUA: Democratas, com Hilary, são hoje o Partido da Guerra



Com a escolha de Hillary Clinton como sua indicada presuntiva às eleições presidenciais, o Partido Democrata passou a ser um agressivo partido da guerra, depois de ter sido o que se poderia dizer um partido relutante da guerra. Praticamente sem debate, essa virada histórica fecha um ciclo, desde as atitudes antiguerra dos Democratas que começaram em 1968 e agora terminam, em 2016.

Desde a Guerra do Vietnã, os Democratas têm sido vistos como o mais pacífico dos dois grandes partidos nos EUA, com os Republicanos frequentemente atacando os candidatos Democratas por serem "soft" no que tivesse a ver com uso de força militar.

Mas a ex-secretária de Estado Clinton já deixou claro que mal pode esperar para usar força militar e fazer "mudança de regime" em países que se intrometam na trilha dos desejos dos EUA. Cedeu a estratégias dos neoconservadores favoráveis a intervenções violentas, especialmente no Oriente Médio, e adotou posição beligerante também contra a Rússia nuclear e, em menor extensão, também contra a China.


Em meio a celebrações por provavelmente vir a ser o primeiro grande partido norte-americano a indicar candidata mulher à presidência, os Democratas parecem pouco interessados em discutir que estão abandonando posição que já durava quase meio século como partido mais resistente ao uso de força militar. Clinton – notório falcão pró-guerra – não deu nunca qualquer sinal de algum interesse em, ou inclinação para, repensar suas atitudes pró-guerra.

Como senadora por New York, Clinton votou e apaixonadamente apoiou a Guerra do Iraque, e só conteve um pouco o furor belicista em 2006, quando ficou evidente que os eleitores Democratas já se posicionavam firmemente contra a guerra, e a posição belicista comprometia as chances dela para alcançar a indicação do Partido, que ela perdeu para Obama – que se opunha à guerra do Iraque.

Mas, para reduzir tensões com a ala clintonista do partido, Obama nomeou Hillary sua secretária de Estado – uma das primeiras e mais fatídicas decisões de sua presidência. E também manteve o secretário de Defesa de George W. Bush, Robert Gates, e membros neoconservadores do alto comando militar, como o general David Petraeus.

Essa "Equipe de Rivais" – batizada segundo o primeiro gabinete de Abraham Lincoln na Guerra Civil – criou e manteve um poderoso bloco de sentimento pró-guerra, que empurrou Obama na direção de soluções mais militaristas do que ele (talvez) preferisse, especialmente no caso da lamentável "avançada" contrainsurgentes no Afeganistão, em 2009, que pouco conseguiu além de mais 1.000 soldados norte-americanos mortos e muitos mais afegãos.

Clinton foi empenhada apoiadora daquela "avançada" – e Gates registrou em suas memórias que ela reconhecera que só se opusera à "avançada" na Guerra do Iraque em 2007 por razões políticas. Nos conselhos internos sobre a política externa de Obama, Clinton assumiu sempre as posições mais neoconservadoras, como defender um golpe em Honduras em 2009, que depôs presidente progressista e democraticamente eleito.

Clinton também sabotou todos os esforços iniciais a favor de acordo pelo qual o Irã entregaria grande parte de seu urânio enriquecido, incluindo a iniciativa organizada em 2010, a pedido de Obama, pelos líderes do Brasil e Turquia. Clinton fez naufragar esse acordo e escalou as tensões com o Irã, seguindo o que mais interessava à direita israelense do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, um dos favoritos de Hillary Clinton.

Lenha na fogueira da Guerra na Líbia

Em 2011, Clinton conseguiu convencer Obama a ir à guerra contra a Líbia para fazer mais uma "mudança de regime", embora mascarando toda a operação sob o objetivo mais modesto de estabelecer apenas uma "zona aérea de exclusão" para "proteger civis".

O líder líbio Muammar Gaddafi já dissera que estava combatendo contra jihadistas e terroristas que estavam construindo bases e fortalezas em torno de Benghazi, mas Clinton e seu Departamento de Estado insistiram em acusá-lo de estar atacando civis e (numa das mentiras mais doentias jamais inventadas para gerar mais e mais guerra) de distribuir Viagra aos seus soldados, para que estuprassem mais e mais mulheres.

Apesar da resistência de Rússia e China, o Conselho de Segurança da ONU caiu na esparrela da 'proteção aos civis'. Rússia e China optaram por abster-se na votação – o que deu à Clinton sua tão desejada "zona aérea de exclusão". Mas, tão logo a obteve, o governo Obama e vários aliados europeus mostraram o plano que realmente tinham já em andamento: destruir o exército líbio e preparar o caminho para a derrubada violenta de Gaddafi.

Privadamente, os mais altos assessores de Clinton viram a "mudança de regime" na Líbia como uma chance para estabelecer o que chamavam de "Doutrina Clinton" – sobre usar o "smart power" com planos para que Clinton subisse ao centro do palco e reivindicasse para ela os méritos, depois de Gaddafi ser derrubado. O plano não deu certo, porque o presidente Obama rapidamente assumiu a ribalta depois do colapso do governo Gaddafi.

Mas Clinton logo receberia sua segunda chance para reivindicar as glórias por mais esse assassinato, quando jihadistas rebeldes capturaram Gaddafi dia 20/10/2011, o torturaram e o mataram. Ao saber da morte de Gaddafi, Clinton deixou-se ver numa entrevista a uma rede de TV em que declarou, "viemos, vimos, ele morreu" – e gargalhou gostosamente.

O bom-humor da Clinton teve vida curta. A Líbia rapidamente mergulhou no caos, com extremistas islamistas ascendendo ao controle de grandes áreas do país. Dia 11/9/2012,jihadistas atacaram o consulado dos EUA em Benghazi e mataram o embaixador Christopher Stevens e três outros funcionários norte-americanos. E o mundo entendeu que, sim, Gaddafi sempre conhecera perfeitamente bem a natureza de seus inimigos.

Sem se intimidar pela desgraça em que mergulhara a Líbia, Clinton fez planos semelhantes para a Síria, onde novamente ela marchou em coluna cerrada com os neoconservadores e respectivos apêndices de "intervencionistas liberais", em apoio a mais uma "mudança de regime" pela violência, para derrubar a dinastia Assad, um dos principais objetivos de neoconservadores e israelenses desde a década dos 1990s.

Hillary pressionou Obama a favor da escalada no embarque de armas e treinamento para rebeldes antigoverno ditos "moderados", mas que, de fato, colaboravam em íntima associação com forças islamistas radicais, inclusive com a Frente Al-Nusra (a Al Qaeda na Síria) e com outros jihadistas ainda mais extremistas (os quais, adiante, viriam a ser o chamado "Estado Islâmico").

Mais uma vez, os planos de guerra da Clinton vieram travestidos em linguagem humanitária, como a necessidade de criar uma "zona segura" dentro da Síria para salvar civis. Mas os planos dela exigiriam que os EUA cometessem crime grave, de invadir militarmente país soberano, destruir a Força Aérea local e grande parte das forças armadas sírias, para só assim criar condições para mais uma "mudança de regime".

No caso da Síria contudo, Obama resistiu contra a pressão de Hillary e outros falcões da guerra ativos dentro do próprio governo dele. O presidente aprovou alguma ajuda clandestina aos rebeldes e permitiu que Arábia Saudita, Turquia e os estados do Golfo fizessem ainda mais, mas não admitiu uma grande invasão de forças dos EUA – para grave desapontamento da Clinton.

Caminhos que se bifurcam

Hillary finalmente deixou o governo Obama no início do segundo mandato, em 2013, para alguns por vontade dela, para outros porque Obama afinal decidira andar na direção de negociações sérias com o Irã sobre o programa nuclear, e pressionar realmente Israel para que chegasse a um acordo de paz, eternamente adiado, com os palestinos. E o secretário de Estado John Kerry parecia disposto a fazer o trabalho politicamente mais arriscado, que Hillary absolutamente nunca faria.

Muitos, na esquerda norte-americana ridicularizam Obama chamando-o de "Obomber" e criticam ferozmente que ele tenha aceitado, hipocritamente, o Prêmio Nobel em 2009. E não há dúvidas de que Obama consumiu seus dois mandatos em guerras intermináveis, e bombardeou pelo menos sete países por decisão pessoal sua. Mas a verdade é que, de modo geral, o presidente sempre esteve no grupo menos belicista de sua própria equipe, advogando uma aplicação "realista" (de fato, "contida") do poderio dos EUA. Hillary é o contrário disso: sempre esteve entre os elementos mais belicistas do mais alto escalão do governo.

Um momento de teste radical para Obama aconteceu em agosto de 2013, depois de um ataque com gás sarín nos arredores de Damasco, Síria, que matou centenas de sírios e que o Departamento de Estado e a mídia-empresa norte-americana dominante imediatamente atribuíram às forças do presidente Bashar al-Assad da Síria.

Houve pressão quase generalizada dentro da Washington oficial para implantar a "linha vermelha" de Obama contra Assad por 'ter usado' armas químicas. Nesse momento intenso pró-guerra, assumia-se em geral que Obama ordenaria violento ataque retaliatório contra o exército sírio. Mas a inteligência norte-americana e figuras chaves nas forças armadas dos EUA farejaram alguma coisa, alguma provocação feita por extremistas islamistas, para arrastar os EUA para a guerra síria ao lado deles.

No último instante, e com pesado custo político para si mesmo, Obama ouviu as dúvidas e suspeitas de seus assessores da inteligência, e cancelou o ataque, enviou a questão ao Congresso dos EUA e, na sequência aceitou um acordo negociado pelos russos, pelo qual Assad entregou todas as armas químicas, mesmo sem jamais admitir qualquer responsabilidade no ataque com gás sarín.

Com o tempo, todo o caso construído contra Assad entraria em colapso. Só foi encontrado um foguete que teria transportado o gás sarín, mas tinha alcance limitado, e a posição de disparo foi determinada em territórios controlados por rebeldes. Os 'saberes' convencionais dentro da Washington convencional não mudaram. Até hoje especialistas e políticos criticam Obama por não ter imposto e feito valer sua "linha vermelha".

Mas ninguém tem dúvidas sobre o que Hillary Clinton teria feito. Ela sempre promoveu e pregou que os EUA tivessem papel militar muito mais agressivo na Síria, desde o início dos tumultos naquele país, em 2011. Assim como jamais se incomodou com usar propaganda e simulação para conseguir sua tão desejada "mudança de regime" na Líbia, com certeza teria feito o mesmo também na Síria, recolhendo o pretexto do ataque com gás sarín – "que matou criancinhas inocentes" – para destruir também o exército sírio, por mais que já não houvesse qualquer dúvida de que os rebeldes haviam sido os reais culpados pelo ataque.

Eterna ânsia doentia por mais e mais guerras 

De fato, durante a campanha de 2016 – nos poucos momentos em que se aproximou de questões de política externa – a Clinton declarou que, como presidenta, teria ordenado que os militares dos EUA invadissem a Síria. "Sim. Ainda apoio uma zona aérea de exclusão" – disse ela no debate do dia 14 de abril. Também quer uma "zona segura" que exige que os EUA ocupem militarmente áreas do território da Síria.

Mas já ninguém acredita hoje que alguma invasão da Síria ordenada por Hillary pararia numa "zona segura". Como na Líbia, tão logo o camelo metesse o nariz na tenda, em pouco tempo o bicho já estaria inteiro lá dentro, sem espaço para mais ninguém.

Talvez o mais apavorante seja o que Clinton, numa eventual presidência, fará contra Irã e Ucrânia, dois países onde o comportamento beligerante dos EUA pode fazer eclodir guerras muito maiores.

Por exemplo, a presidenta Hillary Clinton pressionará de tal modo os iranianos – como Netanyahu deseja que ela faça –, que os iranianos talvez acabem por denunciar o acordo nuclear, o que daria à Clinton o pretexto que ela procura para bomba-bomba-bomba-bombardear o Irã.

E se, na Ucrânia, Clinton escalar o apoio dos EUA ao governo golpista ucraniano anti-russos, estimulando aquelas forças para que ataquem os rebeldes russos étnicos no leste da Ucrânia e "libertem" o povo da Crimeia, "oprimido" pela "agressão russa" (mesmo que esse próprio povo tenha decidido, por 96% dos votos, separar-se do estado ucraniano falido e reintegrar-se à Federação Russa)?

Um possível governo Clinton esperará que os russos se encolham e aceitem esses massacres? Ou será que empurrará as tensões para mais um degrau acima, tentando demonstrar que pode ser muito durona contra o presidente Vladimir Putin da Rússia – o mesmo que Hillary comparou a Hitler? Será que comprará o mais recente delírio dos neoconservadores, de que os EUA devem forçar uma "mudança de regime" em Moscou? Ou Hillary será suficientemente esperta para ver o quanto pode ser perigosa essa 'instabilização'?

Claro, deve-se esperar sempre que as ações de Hillary sempre venham fantasiadas com as lágrimas de crocodilo da guerra "humanitária", aquelas guerras que os EUA iniciam para "salvar criancinhas" ou para impedir o inimigo de "estuprar meninas indefesas". A verdade dessas alegações emocionais ficará para ser decifrada por historiadores do futuro, depois dessas neoguerras. Mas até lá, uma presidenta Clinton teria todas as guerras com que tanto sonha.

Com a experiência que tenho, depois de cobrir Washington durante quase 40 anos, sempre me surpreendo com o quanto podem ser 'nuançadas' as preocupações com proteger direitos humanos. Quando civis "amigos" estão morrendo, nos dizem que temos uma "responsabilidade de proteger"; mas quando são soldados norte-americanos que massacram civis de país ou movimento adversário, as notícias das atrocidades são desqualificadas como "propaganda inimiga" ou são completamente ignoradas. Nesse quesito, Hillary Clinton é uma das mais cínicas agentes de propaganda.

Trocar de lugar 

Mas o grande quadro para os Democratas é que já estão embarcados em extraordinária virada histórica, compreendam ou não o que se passou: os Democratas substituíram os Republicanos norte-americanos como o partido que promove guerra de agressão, embora evidentemente muitos Republicanos sempre tenham dançado pelo tambor neoconservador, como Clinton e os "liberais intervencionistas". E Donald Trump, apesar de seus muitos defeitos, abraçou ponto de vista relativamente pacífico, especialmente na relação entre EUA e Oriente Médio, e EUA e Rússia.

Ao mesmo tempo em que muitos Democratas se parabenizam por estarem em posição de vir a ser o primeiro partido a indicar candidata mulher à presidência dos EUA, eles talvez sejam obrigados a decidir se tal prioridade histórica justifica meter na Casa Branca um furioso falcão belicista, mas mulher. 

De certo modo, é questão já antiga para os democratas decidirem quais as políticas mais importantes, se as políticas 'de identidade' ou as políticas antiguerra.

Pelo menos desde 1968, e aquela caótica convenção Democrata em Chicago, o partido vinha fazendo avançar, às vezes alternadamente, essas duas agendas, pressionando na direção de mais direitos e mais abrangentes para todos, e buscando refrear os impulsos militaristas na nação.

Nos anos 1970s, os Democratas rejeitaram amplamente a Guerra do Vietnã, enquanto os Republicanos sacudiam bandeiras e declaravam que posições antiguerra seriam equivalentes a traição. Nos anos 1980s e início dos 1990s, Ronald Reagan e George H.W. Bush voltaram a fazer das guerras atividades mais 'leves' – Grenada, Afeganistão, Panamá e Golfo Persa, todos esses conflitos de custo relativamente mais baixo e conclusão vitoriosa.

À altura dos 1990s, Bill Clinton (ao lado de Hillary Clinton) viu o militarismo como mais uma questão a ser 'triangulada'. Com a extinção da União Soviética, o segundo governo Clinton viu uma oportunidade para brincadeiras de menino/menina, de baixo custo e mais violentas – com duro e prolongado embargo e ataques aéreos periódicos contra o Iraque (ações que causaram a morte de, na contagem da ONU, meio milhão de crianças); atacou a Sérvia até submetê-la, na questão do Kosovo; e expandiu a OTAN rumo leste, na direção das fronteiras da Rússia.

Mas Bill Clinton piscou ante as ideias mais extremistas dos neoconservadores, como as do Projeto para um Novo Século Norte-americano, que trabalhava a favor de uma "mudança de regime" implantada à força militar no Iraque. Esse 'projeto' teria de esperar por George W. Bush depois dos ataques de 11/9. Como senadora por New York, Hillary Clinton cuidou de garantir para si um lugar a bordo da guerra contra o Iraque, quando se associou a Israel nos bombardeios contra o Líbano e contra os palestinos em Gaza.

Hillary Clinton já estava levando a 'triangulação' a ângulos ainda mais agudos, quando apoiou praticamente toda e qualquer posição do governo de Netanyahu em Israel e alinhou-se aos neoconservadores que iam cimentando o próprio controle sobre oestablishment da política externa de Washington. 

O único e rápido flerte de Hillary com alguma posição antiguerra aconteceu em 2006, quando seus conselheiros políticos a informaram de que o apoio que ela insistia em dar à Guerra do Iraque de Bush poria fim a quaisquer aspirações que ela tivesse à indicação dos Democratas como candidata presidencial.

Mas imediatamente depois, como secretária de Estado de Obama, de 2009 a 2013, Hillary novamente rufaria suas penas de falcão belicista. E hoje, tão logo sentiu que tinha assegurada a indicação como candidata dos Democratas em 2016 (depois do sucesso na primárias do sul) Hillary outra vez pivoteou-se de volta a posições de linha mais dura, de apoio irrestrito a Israel e de defesa cega e surda da guerra dela contra a Líbia – que ela ainda não admite que tenha sido completo fracasso.

Neoconservadores mais espertalhões já se alinham para garantir apoio à candidata dos Democratas, sobretudo depois da tomada hostil, por Donald Trump, do controle sobre o Partido Republicano; e do desdém que Trump nunca se cansa de demonstrar pelas estratégias belicistas dos neoconservadores que, para ele, não passam de ações para semear o caos pelo planeta. Como o New York Times noticiou, Clinton é "a nave na qual muitos intervencionistas estão depositando suas esperanças". 

Robert Kagan, cofundador do Projeto para o Novo Século Norte-americano, endossou a indicação de Clinton. Disse que "sinto-me seguro com ela na política exterior. Se ela promover a política que pensamos que promoverá, será política que pode ser chamada de neoconservadora, mas é claro que seus apoiadores não usarão essa palavra. A política de Hillary receberá algum outro nome qualquer" [sobre isso ver Consortiumnews.com, "Yes, Hillary Clinton Is a Neocon" (Sim, Hillary Clinton é neoconservadora")].

Por tudo isso, ao escolher Clinton, os Democratas deram volta completa, 360 graus, e retornaram aos dias de antes 1968 e da Guerra do Vietnã. Depois de meio século de contribuir para política externa mais pacífica – e, de algum modo, para gastos menores na compra de armas – que os Republicanos, os Democratas são hoje o mais violento partido norte-americano pró-guerra.

Robert Parry, Consortium News

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

blogdoalok

Via: http://noticia-final.blogspot.com.br/2016/06/eua-democratas-com-hilary-sao-hoje-o.html
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