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sábado, 19 de março de 2016

Dilma evoca até Lei de Segurança Nacional, que ela reclama ser da ditadura militar, contra juiz Moro

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Dilma Rousseff, Presidenta sem noção, cometeu ontem uma gravíssima gafe democrática. Sempre crítica oportunista da "dita-dura militar", aproveitando a entrega de casas populares para 1600 pessoas em terras baianas, Dilma teve o cinismo ideológico de evocar a Lei de Segurança Nacional contra o juiz Sérgio Moro: "A não ser que a Suprema Corte autorize, não sou passível de grampo. Se não, fere frontalmente a Lei de Segurança Nacional (LSN), que protege o Presidente".

A esquerda sempre criticou a LSN, pregando que ela estaria anulada pela Constituição de 1988. Ontem, Dilma ressuscitou oficialmente a LSN. E, pior ainda. citou-a para fazer uma ameaça escancarada a Moro. A mesma tática ofensiva já tinha sida usada pelo Advogado Geral da União, José Eduardo Cardozo: 
 "Por duas razões objetivas: a presidenta da República tem foro privilegiado e, além disso, pela nossa legislação a questão do sigilo telefônico de um chefe de Estado, um chefe de governo, é questão de segurança nacional”.

Novamente, sempre que convém, a petelândia age de forma contraditória e paradoxal. Se a máquina estatal é usada por eles para ferrar os adversários ou inimigos, tudo é legal e legítimo. Se ocorre o contrário, quando o petismo e seus dirigentes são alvos, eles reclamam da existência das tais "gestapos tupiniquins". Nesta segunda linha, Dilma foi verbalmente truculenta contra Moro. A presidenta advertiu que, em países democráticos, quem grampeia sem a ordem judicial da suprema corte, termina preso. Para um bom entendedor, meia ameaça basta:

"Quero falar do fato grave que aconteceu. A dona Marisa, mulher do presidente, estava doente e ele não ia voltar para a cerimônia de posse. Aí, liguei (para Lula) e disse: 'tô mandando aí no aeroporto para pegar sua assinatura para a gente usar se você não puder voltar para a cerimônia de posse amanhã. Pois bem. Essa conversa apareceu gravada, grampeada. E aí é um fato grave. E vou explicar para vocês. Esse grampo na Presidência da República, ou com qualquer um de vocês, não é algo lícito. É ilícito. E é previsto como crime na legislação. Não é por ser eu, Dilma, é por eu ser presidenta. O dia que deixar de ser, isso vale para mim. Mas presidente do Brasil, e de qualquer país democrático do mundo, tem garantias constitucionais. Ele não pode ser grampeado, a não ser com autorização expressa da Suprema Corte do país. E em muitos lugares do mundo quem grampear um presidente vai preso, se não tiver autorização judicial da Suprema Corte. Vou dar um exemplo. Se grampeiam o presidente da República os Estados Unidos, veja o que acontece com quem grampear. É por isso que eu vou tomar todas as providências cabíveis".

Dilma apelou até para um exemplo fora do contexto: "Outro dia deram como exemplo o presidente Nixon. O que ele fazia? Ele grampeava todo mundo que entrava na sala dele e todos os telefones eram... telefonemas que recebiam, ia para lá, pá, grampeava. E aí? Não ficou assim não. A Suprema Corte dos Estados Unidos mandou entregar todos os grampos e proibiu ele de grampear. Era o presidente grampeando. Ele não pode grampear porque deu na cabeça dele. O exemplo é o seguinte: nem presidente da República pode grampear sem autorização, o que dizer de outras hierarquias. Esse exemplo do presidente Nixon não é válido. É de forma incorreta".

Fala sério! Dilma reclama à toa e sem razão. Ela foi alvo da captação fortuita. O alvo da escuta, legalizada, era Lula. Os dois foram pegos em diálogos que envergonhariam mocinhas de um prostíbulo. Linguagem chula e criminosa. Os nazicomunopetralhas reclamam do mérito da divulgação. No entanto, não questionam o demérito do vergonhoso teor das conversas. A intenção clara de Lula era obstruir a atuação do judiciário.

A ordem da petelândia é guerra total ao juiz Sérgio Moro. Na avenida Paulista, os manifestantes messiânicos ou profissionais (não importa) exibiram ontem um boneco do magistrado chamando-o de "Judas Iscariotis". A intenção da meliante militância era queimá-lo. Porém, faltou coragem para tanta barbárie antidemocrática.

Lula, que se diz "a única pessoa que pode incendiar o País, mas que não quer fazer como Nero", vem pra cima dos inimigos do que chama de "República de Curitiba". Moro é o alvo preferencial. Da mesma forma que Gilmar Mendes, que ontem concedeu a liminar impedindo a nomeação e posse de Lula. Restará a ele recorrer ao plenário do STF, para voltar a ser Presidentro de direito, embora sempre seja de fato, mantendo Dilma como refém.

Agora, ninguém duvida que ela será derrubada jurídica e politicamente. O impeachment, dentro de 40 a 60 dias, parece bem provável. Da mesma forma como é alta a possibilidade de nulidade da chapa reeleitoral Dilma-Temer. Assim, cresce a chance de uma nova eleição presidencial, ainda este ano. Três candidatos já estão na pista, com maiores chances: Ronaldo Caiado, Jair Bolsonaro e Marina Silva.

O golpe de Lula derrubou Dilma da bicicleta do Planalto. Se a Jararaca efetivamente perder a Casa Covil, pode ter certeza de que acabará na... (rima). Isto se Lula não for traído, antes, pela saúde. Ontem Lula foi visitar Marisa Letícia no Hospital Sírio e Libanês. Aproveitou para dar um pulinho no oitavo andar, onde fica o setor de oncologia. Câncer tem risco potencializado em momentos de alta tensão como os vividos por ele agora.

Lula, Roberto Marinho e Mercadante


No facebook do jornalista Antonio Oséas, uma imagem que a petelândia adora esquecer:

"PETISTAS TÊM PÉSSIMA MEMÓRIA (efeito colateral da falta de caráter?).
Esquecem que tanto Lula quanto Dilma, logo após eleitos, correram para dar entrevistas, não a nenhum blog, mas a Rede Globo. E não esqueço: em 1992, para sacanear Brizola, Lula pediu uma entrevista a Roberto Marinho. Acompanhado de Mercadante levou um chá de cadeira de três horas na rua Irineu Marinho, mas ganhou uma página na edição de domingo para criticar os CIEPs e tentar alavancar a candidatura a prefeita de Benedita da Silva. Roberto Marinho, que era tudo, menos bobo, abriu espaço e registrou o encontro em foto publicada na primeira página...

OAB pró-impeachment


A Ordem dos Advogados do Brasil aprovou ontem posição favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Foi aprovado parecer da OAB reconhecendo a prática de crimes de responsabilidade da presidente.

A entidade foi autora do pedido de impeachment que levou ao afastamento do presidente Fernando Collor em 1992.

Quatro crimes de responsabilidade

O conselheiro Erick Venâncio, do Acre, relator da propostA, apontou quatro atos que se configurariam como crimes de responsabilidade:

As pedaladas fiscais, as isenções fiscais concedidas para a organização da Copa do Mundo, a tentativa de atrapalhar as investigações denunciada pelo senador Delcídio Amaral e a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o ministério da Casa Civil como forma de mudar o foro em que ele é investigado.

No parecer, Venâncio foi bem claro:

"A instituição Presidência da República foi utilizada para atender a princípios outros que não os da República. Não estamos a condenar ninguém. Nós não temos competência constitucional para julgar. Quem julgará é a Câmara dos Deputados e o Senado".

Contradição...

O presidente da seccional do Rio de Janeiro da OAB, Felipe de Santa Cruz, fez críticas ao juiz Sérgio Moro e ao que chamou de “ditadura dos homens togados”.

"Não quero a ditadura dos homens togados, tenho nojo dela também. Podemos estar dando de comer ao monstro que vai engolir a cidadania brasileira dentro de alguns anos".

Apesar do discurso veemente contra o impeachment, a bancada do Rio de Janeiro encaminhou voto a favor da abertura do processo.

Quem não muda dança!



Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!


O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 19 de Março de 2016.
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