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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Putin ordena seis militares a cruzar a Linha Vermelha Turquia Preparando-se para afundar navios de guerra da OTAN se necessário

Um relatório do Ministério da Defesa   que circula no Kremlin estabelece que o Presidente Putin ordenou forças militares da Federação para atravessar a "linha vermelha" presidente turco, Recep Erdogan, auxiliando os curdos sírios em derrotar autorizou ainda o naufrágio imediato do navios de guerra OTAN   entram apenas no Mar Negro  e devendo se aproximar dos limites territoriais do país.
De acordo com este relatório, "linha vermelha" do presidente Erdogan a respeito do povo curdo na Síria foi desenhado por ele em fevereiro deste ano, quando afirmou: "Nós nunca permitiremos o estabelecimento de um estado [curdo]  livre no norte da Síria e no nosso sul. Vamos continuar a nossa luta, a este respeito, não importa o que custar ".

O maior medo de Erdogan, o relatório explica, é o elo acima dos três majoritários cantões curdos do norte da Síria (Jazira, Kobano e Afrin) que eliminaria o território agora controlado por terroristas islâmicos armados por turcos desde que o seu cartel criminoso terrorista com $ 800.000.000 de lucro ganhou este ano sozinho no contrabando de petróleo ilegal via Estado Islâmico a ser canalizados através desta área para o porto de Ceyhan na província de Adana, no sul da Turquia.

Com as Forças Aeroespaciais e Exército da Federação Russa (SAA) e forças árabes sírias, mais as Unidades de Proteção Populares do Curdistão sírio  (YPG) esmagando o  "jogo" da Turquia na Síria, a fim de fechar a fronteira Turco-Síria longe de óleo do Estado Islâmico sendo contrabandeados através dela, este relatório continua, Erdogan realiza com a ameaça do "Exército turco  de que vai atacar" por sua derrubada de uma Federação Russa como estas forças aliadas se mudando com aeronaves bombardeiros  e como G. Murphy Donovan, um ex-oficial de inteligência dos EUA, escrevendo para o American Think, declarou igualmente sobre: ​​"Como os ataques aéreos da Rússia na Síria e ameaças a Turquia não é realmente muito mais um mistério. Os russos são conhecidos por terem alvos o petróleo Turco  com bombardeios de terroristas ao sul da fronteira - também parece efetivo ".

Analistas de inteligência militares russos neste relatório foram ainda mais incisivos nesta crise, observando que a prioridade da Turquia avante é permitir que a CIA - nas sombras - para executar armar um bando de invisíveis "rebeldes moderados" na Síria

Agora, a CIA está em uma missão de Deus, este relatório continua, freneticamente tentando impedir a sua "linha de ratos" de ser esmagado pelo Exército Árabe Sírio e definitivamente as YPG no chão e no ar com o apoio avançado da Rússia   numa aliança dos "4 - a Rússia, a Síria, o Irã, o Iraque, mais de Hezbollah - está tomando nenhum prisioneiro e  tentando reconquistar principais corredores que  Erdogan tem vindo a utilizar para contrabandear ilegalmente  através da ajuda de terroristas sírios e iraquianos do Estado islâmico.
a Turquia enfrenta a Rússia, a  3ª guerra Mundial paira cada vez mais perto de todos nós como muitos já estão alertando que o Ocidente não pode se dar ao luxo de ser baseado em princípios como as bases militares e aeródromos são muito mais preciosos do que qualquer prova de envolvimento da Turquia no Business-petro com o Estado Islâmico com a implantação pela Rússia seu sofisticado sistema de defesa aérea S-400 na Síria, e a presença de submarinos turcos perto do cruzador russo Moskva, esta crise agora colocado o mundo um passo de guerra em grande escala imprevisível.

Guerra Mundial  da mesma forma foi a emissão de um alerta sobre esta crise, este relatório assinala vem do  analista militar russo Pavel Felgenhauer, que recentemente afirmou que as chances de que o Presidente Putin desencadear uma guerra nuclear sobre a Turquia é agora "muito provável"
E para compreender plenamente o "pensamentos / mentalidade"  do presidente Putin sobre esta crise como o mundo está à beira de uma guerra, este relatório diz, basta ler as palavras que ele falou ontem, quando ao mencionar  o Presidente Erdogan disse: "Aparentemente Allah decidiu punir a facção dominante na Turquia, tendo a sua sanidade ".

Com impulso de Erdogan para criar um novo Império Otomano com terroristas do  Estado Islâmico "explodindo em seu próprio rosto", analistas de inteligência do Ministério da Defesa no presente relatório notam, retaliações em escalada do Presidente Putin contra a Turquia agora incluem cancelamento e hoje do projeto do gasoduto Corrente turca  juntamente com um desligamento total previsto de todas as fontes de energias como gás natural que sai da Federação a Turquia a estar dependente da Rússia por 70% de seu gás, e só ter deixado um suprimento de 14 dias, Erdogan, no entanto, arrogantemente respondeu: "Nós não temos vivido com gás natural por  todas as nossas vidas ... esta nação está acostumada a dificuldade. "

Para entender completamente o que é realmente o  "Behind the Curtain" em relação ao Oriente Médio, ISIS, Turquia, e a tentativa estratégica dos EUA para reduzir o controle da Rússia sobre a energia para a Europa, este relatório explica, deve-se começar voltando em 2009, quando Qatar propôs um plano de gasoduto ai líder sírio Assad para enviar seu gás natural para a Europa via Arábia Saudita, Síria e Jordânia.

Assad recusou e esta proposta e o que  foi a razão pela qual todos do governo Obama fustigaram a invadir a Síria. A razão para a recusa foi para proteger os interesses do aliado de longa data de Assad, a Rússia, que é o maior fornecedor de gás natural da Europa com base em todos os dados.

E apenas um ano após a proposta do Qatar,  outro plano de gasoduto que Assad iniciou negociações foi com o Irã, que levaria gás iraniano para a Europa através do Iraque e da Síria.

Rússia aprovou este projeto, uma vez que teria claramente mais controle sobre o fluxo de gás, em vez de ligação dos EUA -Qatar. Este acordo estaria estrategicamente a colocar o controle do fluxo de gás para a Europa nas mãos da Rússia.

Consequentemente, o gasoduto iraniano tornou-se uma prioridade para a Rússia, e desde o Qatar -Síria e Rússia estão trabalhando em conjunto para bloquear o oleoduto iraniano e criar o gasoduto alternativo, isso criou as sementes para a Guerra Mundial que todos nós estamos vendo agora no horizonte.

Então, claramente, Obama e seus aliados islâmicos têm como alvo a UE e a Rússia desde o início. Na verdade, houve uma reunião entre Obama e Putin nas Nações Unidas, onde Putin tentou entrar ao lado dos EUA contra a Síria e o Estado islâmico-Obama, mas Obama rejeitou a proposta.

Então, quando as forças russas entraram na Síria em 30 de setembro contra o Estado islâmico, este foi um evento ameaçador. Rússia não só estava apoiando o regime de Assad, que também estava apoiando o gasoduto iraniano.
Assim como umas batalhas em equipe unificada contra o presidente Putin elites turcas que operam nesta região de bandidos para roubar petro de seus vizinhos do Iraque e Síria, este relatório conclui sistemas de defesa aérea russos temidos agora estão sendo enviados para também, o assassinato e caos desencadeado pelo governo Obama contra todos os seus inimigos (Iraque, Líbia, Iêmen e agora Síria) para que ele possa controlar o mundo agora tem a Federação na miramas que, ao contrário dessas nações agora devastadas não sejam apenas capazes, mas agora está totalmente preparada para lutar para que a Rússia também se torna um deserto também.
WhatDoesItMean.Com

http://undhorizontenews2.blogspot.com.br/2015/12/no-caminho-da-escalada-das-tensoes.html

ESTARIA A TURQUIA TRAVANDO GUERRA COM A RÚSSIA TAMBÉM NA CRIMEIA, NO CÁUCASO E NA ÁSIA CENTRAL?

O que se verifica hoje é uma batalha pela dominância global, travada pelos grandes atores geopolíticos do Ocidente, e o que está em jogo aqui é o futuro do nosso planeta, afirmou à Sputnik um anônimo analista conhecido como “The Saker”. Quanto ao Daesh, ele é simplesmente uma arma, acrescentou.
F-16 turcos.

Durante a Conferência das Alterações Climáticas em Paris (COP21), o presidente russo Vladmir Putin revelou que Moscow tem provas confirmando que o bombardeiro russo Su-24 foi derrubado pela Turquia a fim de proteger as entregas de petróleo do Daesh (Estado Islâmico), acrescentando que o petróleo dos campos ocupados pelo Daesh tem sido transferido para a Turquia numa escala industrial.

Mas será possível que a Turquia esteja vendendo petróleo roubado sem o conhecimento de Washington? Estarão os responsáveis turcos pelo petróleo contrabandeado atuando sozinhos ou serão apoiados por alguns atores influentes do mercado petrolífero?
“As agências de inteligência dos EUA sofrem de muitas fraquezas, mas a de serem incapazes de rastrear movimentos de dinheiro não é uma delas”, afirma The Saker numa entrevista exclusiva à Sputnik.

“Além disso, tanto os EUA como Israel têm uma vasta rede de agentes na Turquia. Portanto considero extremamente improvável que algum organismo na Turquia fosse capaz de movimentar grandes quantias de dinheiro sem que os EUA estivessem plenamente conscientes disso. Considere também que o Daesh é um objetivo de alta prioridade para agências de inteligência dos EUA e que suas imensas capacidades de coleta de dados estão também centradas no lado Daesh da equação”, enfatizou.

“Finalmente”, acrescentou The Saker, “a venda ilegal de petróleo é um elemento menor numa batalha muito mais importante entre os EUA e a aliança Rússia-Irã-Síria e, portanto, os EUA nunca permitiriam que isso interferisse com os seus objetivos maiores”.
O analista sublinhou que a corrupção desde há muito tem sido parte integral do sistema “imperial” dos Estados Unidos.

“Sendo a corrupção uma característica chave do Império, é normal para o estado profundo dos EUA permitir que os seus fantoches locais envolvam-se numa lucrativa especulação com a guerra, mas desde que isto não interfira com a estratégia global norte-americana”, enfatizou.
Especialistas chamam a atenção para o fato de que a derrubada do Su-24 poderia ter sido um “ato de vingança” do presidente turco Erdogan, dado o fato de que a sua família confirmadamente tem estado envolvida no negócio de contrabando do petróleo do Daesh. Na sua recente entrevista à Rádio Sputnik, o analista do Oriente Médio Stanislav Tarasov observou que “a família de Erdogan está diretamente envolvida no incidente” e sugeriu que “em breve poderíamos ficar sabendo que o próprio presidente Erdogan está diretamente ligado ao Estado Islâmico”.
Mas foi a derrubada do bombardeiro Su-24 pelo caça F-16 turco uma operação “lobo solitário” ou um ação planejada antecipadamente, coordenada pela OTAN e por Washington? Se assim for, que objetivo a OTAN/Washington tinha em mente?

“A derrubada do SU-24 foi definitivamente uma grande e cuidadosamente planejada operação de emboscada que envolveu um grande número de F-16 turcos [sendo] constantemente mantidos no ar em posições de alerta. A noção de que os americanos não sabiam acerca disso tudo é ridícula”, pormenorizou The Saker.

“Isto foi sem dúvida um ato de guerra dos EUA e da OTAN, mas executado de uma tal maneira que proporcionasse aos culpados reais algum grau de negabilidade plausível. A esperança era que a Rússia super-reagisse e disparasse uma confrontação direta cuja culpa pudesse ser atribuída a ela própria. É preciso ter em mente que a força russa na Síria é muito pequena e que é vulnerável. Mesmo com mais de 60 aviões de combate e os S-400s, a força russa é muito mais pequena do que a força aérea turca, a qual tem bem mais de 200 F-16s. Os EUA estão agora utilizando essa vulnerabilidade para provocar a Rússia”, afirmou o analista à Sputnik.
The Saker observou que os próprios turcos têm violado o espaço aéreo sírio, e especialmente, o grego centenas de vezes “e não apenas por 17 segundos”. No rastro do incidente, Ancara sugeriu que a alegada intrusão do SU-24 russo no espaço aéreo turco havia durado apenas 17 segundos.

“O próprio fato de que eles realmente utilizaram essa desculpa dos ’17 segundos’ é em si mesmo uma clara provocação, destinada a humilhar a Rússia e disparar uma super-reação. Graças a Deus, Putin e o Kremlin não morderam essa isca”, sublinhou The Saker.
Bastante curiosamente, o incidente no espaço aéreo sírio foi precedido por um ato de sabotagem na Ucrânia: em 20 de Novembro sabotadores não identificados explodiram na Ucrânia a principal linha de transporte de eletricidade para a Crimeia; ativistas tártaros da Crimeia impediram o acesso à linha derrubada. Dados os laços estreitos entre Ancara e os tártaros da Crimeia (o primeiro-ministro turco Ahmet Davutoglu é confirmadamente, ele próprio, descendente de tártaros da Crimeia), levanta-se a questão de saber se as duas ações estiveram de alguma forma conectadas.

“Não tenho informação que mostrem quaisquer ligações, mas o que é claro é que a Turquia está travando a sua própria mini-guerra de influência contra a Rússia, não só na Crimeia mas também no Cáucaso e na Ásia Central”, disse The Saker à Sputnik ao comentar a questão.
“O ‘estado profundo’ turco parece ser dominado por uma ideologia imperial revanchista tão lunática e perigosa quando a ideologia wahabista do Daesh e companhia. Erdogan aparentemente quer restabelecer alguma espécie de Grande Império Otomano versão 2 e, para ele, a Rússia é o maior obstáculo. Eis porque a Turquia é tão preciosa para os EUA – ela é dirigida por maníacos iludidos tão perigosos quanto os nazistas em Kiev ou as fantasias wahabistas do Daesh. É com isto que a Rússia está hoje confrontada – uma guerra do Império Anglo-Sionista travada por meio de vários poderes regionais cheios de ódio os quais são utilizados pelos EUA para desestabilizar a Rússia e seus aliados”, sublinhou o analista.
Notavelmente, em 2001, o então modesto acadêmico Dr. Ahmet Davutoglu publicou um livro intitulado “Profundidade estratégica” (“Strategic Depth”). Nele, Davutoglu sugeriu que a Turquia possuía uma “profundidade estratégica” devido à sua posição histórica e geográfica. Aquele que viria a ser primeiro-ministro turco argumentava que a Turquia deveria simultaneamente exercer sua influência no Oriente Médio, na região balcânica, no Cáucaso e na Ásia Central, bem como nas zonas dos Mares Cáspio, Mediterrâneo e Negro. Segundo Davutoglu, a Turquia deveria restabelecer seu papel como ator global, não apenas como uma potência regional. Em certo sentido, Davotoglu encarava o colapso da União Soviética como uma oportunidade histórica para a Turquia expandir sua influência na região do Cáucaso e na Ásia Central.

E aqui entra o Daesh…

Considerado o fato de que o Estado Islâmico foi criado e alimentado por um certo número de estados e doadores privados, quais os atores geopolíticos que resistem às tentativas da Rússia para erradicar o terrorismo na região e preservar a soberania da Síria? Estará a Rússia a confrontar-se com um bando de terroristas alimentados por xeques sauditas e qataris ou com algumas bem organizadas organizações multinacionais?
“Quanto ao Daesh, ele é simplesmente uma ‘arma’ utilizada pelo Império [Estados Unidos] para destruir seus oponentes. Não existe tal coisa como ‘terrorismo’ por conta própria, ele é sempre uma arma utilizada por um ou vários estados atores”, explicou The Saker.

“Os xeques que mencionou são apenas peões nas mãos do ‘estado profundo’ que dirige o Império Anglo-Sionista e eles próprios têm apenas uma influência local. Portanto, os sauditas ou os qataris são grandes atores na Síria, mas já ao nível de Oriente Médio eles são muito menos poderosos do que, digamos, os turcos ou os israelenses. E se bem que possam atuar como ‘doares privados’ desta ou daquelas facção do Daesh/al-Qaes, podem fazê-lo desde que os americanos o tolerem. Alguém poderia dizer que os xeques locais são fantoches influentes ou mesmo poderosos, mas fundamentalmente eles ainda permanecem fantoches”, afirmou aquele analista militar a Sputnik.

Entretanto, ele afirma que isto é apenas o topo do iceberg; a situação em geral é muito mais grave.
“O que se está hoje a verificar é uma guerra mundial. Por um lado, o chamado “Ocidente” (o Império dos EUA) e por outro o que chamo a “Resistência”, isto é, a Rússia, China, os BRICS, os países do Acordo de Cooperação de Shangai, a América Latina, etc. O que está em causa aqui é o futuro do nosso planeta: ou ele será dominado por um único Poder Hegemônico mundial ou será organizado como um mundo multi-polar. Os acontecimentos no Oriente Médio são apenas uma “frente” nesta guerra à escala mundial, e a guerra na Síria apenas uma “batalha” na “frente” do Oriente Médio”, concluiu The Saker.

Autora: Ekaterina Blinova
Traduzido para publicação em dinamicaglobal.wordpress.com

Fonte: Sputnik News

http://noticia-final.blogspot.com.br/2015/12/estaria-turquia-travando-guerra-com.html

PETRÓLEO E PODER ECONÔMICO DO ESTADO ISLÂMICO – A RELAÇÃO OBSCURA ENTRE TERRORISMO E O SISTEMA FINANCEIRO INTERNACIONAL

O chamado Estado Islâmico [EI] controla um 

território calculado em 210 mil quilômetros

 quadrados envolvendo parte da Síria e do 

Iraque. O domínio desta vasta região 

possibilitou o acesso e exploração econômica 

de campos petrolíferos, mineração, agricultura, 

estações de rádio e televisão.

Os militantes do Estado Islâmico não convertem-se em operários, agricultores, funcionários públicos no momento da ocupação destas áreas preferindo estabelecer um sistema de tributação e no caso do petróleo aplicam a regra máxima do liberalismo garantindo à iniciativa privada a sua produção e comercialização.

As informações referentes ao volume de recursos a disposição do EI apresentam variações e os cálculos mais pessimistas mostravam, em dezembro de 2014, a existência de dois trilhões de dólares em ativos e um rendimento diário de três milhões de dólares somente com o contrabando de petróleo.

Naturalmente a movimentação destes valores financeiros necessita do apoio do sistema bancário internacional possibilitando, inclusive, o saque em caixas eletrônicos dos salários para os terroristas do grupo espalhados por diferentes pontos do planeta ou compra de armamentos e veículos, de luxo ou combate, da Toyota e outras marcas incluindo estadunidenses.

Como fonte de recursos financeiros o EI também atua em: tráfico de pessoas, venda de antiguidades, sequestro. Também recebem doações dos príncipes árabes e alguns pesquisadores ainda detectam a presença destes terroristas no mercado das drogas.

O poder econômico do EI fundamenta-se, principalmente, no controle de áreas produtoras de petróleo e nestas encontramos, inclusive, a existência e funcionamento de refinarias.

Apesar dos anunciados bombardeios às refinarias o EI revela a sua capacidade de sobrevivência ao importar as chamadas refinarias modulares ou mini refinarias que construídas em blocos e ligadas por tubos possuem a condição de transferência ou de rápido reparo das partes danificadas.

Para meditação: As fábricas destes modelos de refinarias encontram-se, em sua maior parte, nos Estados Unidos e na China. O pacote de venda inclui desde o estudo do tipo de petróleo a ser refinado a eventual manutenção.

Apesar de denominadas também de mini refinarias trata-se de uma estrutura de tamanho considerável percorrendo um longo caminho da fábrica até o seu comprador e não devemos esquecer que o negócio com os fabricantes dificilmente foi fechado em dinheiro vivo.

O Estado Islâmico e o petróleo roubado da Síria


Em fevereiro de 2015 o insuspeito The Washington Institute for Near East Policy informava que “o contrabando de petróleo bruto e derivados é fundamental a manutenção do Estado Islâmico”.

A este respeito torna-se necessário entender a importância do petróleo para economia da Síria. Sobre o tema o Congressional Research Service dos Estados Unidos em abril de 2015 comunicava aos senadores e deputados dos Estados Unidos que o petróleo até 2011, antes da guerra civil, representava para a Síria 25% de suas receitas e 45% de suas exportações.
Além do conflito armado, completava o informe oficial, as sansões dos Estados Unidos contra o governo Bashar al-Assad, contribuíram para a queda e impedimentos legais para a comercialização do petróleo sírio.

Assim não fica difícil concluir que o espaço comercial torna-se, inclusive em função do bloqueio comercial da Síria, aberto aos contrabandistas prontos para atender a qualquer interessado.
Retornando ao informe do Congresso dos Estados Unidos o controle das áreas produtoras de petróleo na Síria encontram-se controladas pelo EI enquanto as instalações de exportação continuam em poder do governo.

Ao que sabemos este fato não impediu o contrabando de petróleo por parte do EI considerando o conteúdo do citado informe do Congresso dos Estados Unidos: “O petróleo [controlado pelo EI] é enviado por caminhões à fronteira com a Turquia e vendido a corretores de petróleo”.

Neste sentido o informe do The Washington Institute for Near East Policy completa: “O contrabando de petróleo bruto e derivados é fundamental para a manutenção do Estado Islâmico (…) gerando entre dois e três milhões de dólares ao dia”.

As sanções econômicas na origem das redes de contrabando
A culpa é do Saddam

Os Estados Unidos apresentam de forma rotineira a punição comercial aos governantes que não atendem de forma satisfatória as suas determinações. A vitimas deste ato autoritário e imperialista constituem, via de regra, de países produtores de petróleo com limitado poder de defesa militar.

Não raramente segue-se ao bloqueio a formação de um “exército rebelde” que da noite para o dia apresenta-se bem armado dominando vastas áreas com potencial ou produtoras de petróleo.

Os casos mais recentes encontraremos na Líbia e Síria. No passado, não muito distante, O Iraque passou por um roteiro semelhante com consequências cruéis para a população civil.
Ao privar um país da comercialização de sua principal fonte de riqueza a consequência imediata foi a fome. Este fato escandalizou o mundo obrigando a criação pela ONU, como forma de “humanizar” o bloqueio dos Estados Unidos, o programa “petróleo por alimentos” permitindo o escambo do mineral por produtos alimentícios.

O resultado paralelo do bloqueio ao Iraque foi a criação de uma rede de contrabando base do atual modelo existente na fronteira com a Turquia conforme revela o anteriormente citado informe do The Washington Institute for Near East Policy: “A atual rede de contrabando de petróleo utilizada pelo Estado Islâmico é antiga e foi iniciada por Saddam Houssein em função do embargo comercial”.

O Estado Islâmico, um inimigo dos Estados Unidos?

Desde julho de 2014 os Estados Unidos, detentor de um poderoso complexo de guerra, combatem diretamente o EI apresentando resultados pífios no campo militar e econômico.

A este respeito David S. Cohen, ex subsecretário para o terrorismo e inteligência financeira dos Estados Unidos, revelava em outubro de 2014: “Do mesmo modo como acontece com o resto da campanha [militar] contra o Estado Islâmico, nossos esforços para combater o seu financiamento vai levar tempo. Nós não temos nenhuma bala de prata, nenhuma arma secreta para esvaziar os cofres do Estado Islâmico da noite para o dia.”

Vejamos: O Estado mais poderoso do mundo do ponto de vista militar e inteligência que consegue espionar os dirigentes de países como a Alemanha, segundo um membro de seu governo, não possui informações suficientes para barrar no campo militar e econômico um grupo de terroristas constituído, em sua base, por adolescentes?

O EI não brotou de um poço de petróleo no Iraque em 2014 o grupo terrorista articula-se com outras forças desde 2004 existindo grande dificuldade para uma pessoa normal acreditar no desconhecimento dos Estados Unidos dos objetivos e atividades de seus membros.

A este respeito o professor Gunter Meyer – diretor do Centro de Pesquisa para o Mundo Árabe da Universidade de Mainz – apresenta uma interessante afirmativa publicada em junho de 2014 no site do Deutsche Welle: “A fonte inicial do financiamento do Estado Islâmico tem origem nos países do Golfo [Pérsico] principalmente a Arábia Saudita, Qatar, Kuwait e os Emirados Árabes Unidos”.

E continua o professor Meyer ao explicar o apoio destes aliados de primeira hora dos Estados Unidos ao EI: “A motivação deste apoio é a luta contra o regime do presidente Bashar al Assad na Síria”.

Quanto a convivência ou conivência entre os Estados Unidos e EI o professor Meyer apresenta uma constatação demolidora: “Durante a conquista de Mosul [Iraque] os membros do Estado Islâmico ostentavam grande quantidade de armas e veículos estadunidenses”.
O controle de áreas produtoras de petróleo no Iraque desde 2013 possibilitou ao EI a produção de pelo menos 10 mil barris ao dia.

Armas e acesso facilitado ao sistema financeiro internacional constituem poderosos insumos ao fortalecimento do Estado Islâmico. A origem apresenta-se de forma cristalina.

O sistema financeiro internacional e terrorismo.

Enquanto o governo dos Estados Unidos revela a sua “surpresa” e “perplexidade” diante do poderio econômico e militar do EI um grupo de antigos combatentes feridos no Iraque após um ataque terrorista resolve processar os bancos Credit Suisse AG, HSBC, Standard Chatered, Royal Bank of Scotaland e Barclays PLC.

Estes veteranos de guerra e familiares dos militares mortos exigem, desde novembro de 2014, uma indenização de 150 milhões de dólares dos bancos, que segundo eles, possibilitaram a movimentação dos recursos financeiros do grupo terrorista responsável pelo atentado.

Observe: Uma associação de ex-combatentes conseguiu rastrear o movimento financeiro de um grupo terrorista envolvendo, pelo menos, cinco bancos internacionais. Enquanto isso o governo do país que controla um gigantesco sistema de espionagem afirma não possuir uma “bala de prata” para colocar fim no poder econômico do IE.

Talvez a arma secreta sonhada pelo antigo subsecretário David S. Cohen não seja tão secreta assim.

O The Financial Action Task Force (FATF), entidade intergovernamental responsável pelo combate a lavagem internacional de capitais financeiros, apresentou em seu relatório de fevereiro de 2015 um roteiro básico da movimentação financeira do EI.

Apesar de resaltar que “uma parcela significativa dos dados relacionados a este assunto é de natureza sensível tornando-se por isso restritos ao conhecimento público” o relatório da FATF confirma o petróleo como principal fonte de recursos do IE e revela a existência de um sistema bancário próprio deste grupo associado aos órgãos financeiros internacionais e foram detectados depósitos em numerário excessivos em contas nos Estados Unidos transferidos em seguida para áreas próximas daquelas controladas pelo EI.

Como forma de facilitar esta integração financeira somente no território iraquiano controlado pelo EI, principalmente em Mosul, existem 90 sucursais de bancos internacionais que continuam operando inclusive com serviço de caixas eletrônicos cuja estrutura parece imune aos bombardeios.

O EI quando o assunto é respeito a propriedade privada dos bancos atua de forma curiosa segundo o relatório do FAFT “o dinheiro existente em bancos estatais passa a ser propriedade do Estado Islâmico” enquanto aqueles encontrados nos bancos privados são religiosamente respeitados aplicando-se ao correntista “uma tributação no momento do saque”.

Com relação ao banco estatal do Iraque, continua o relatório do FAFT: “Estima-se que o Estado Islâmico passou a controlar meio bilhão de dólares de bancos estatais no Iraque”. O documento não apresenta com clareza como este recurso seria utilizado em transações internacionais considerando a necessidade de sua conversão em moeda estadunidense cuja abundancia na região do Golfo Pérsico é bastante conhecida. A resposta para a forma de conversão dos dinares em dólares talvez encontremos a partir da liberação da “parte sensível” do relatório.

O escritório de advocacia Duhaime especializado em análise para grandes empresas, governos e corporações a respeito de atividades financeiras dos grupos terroristas é responsável pela elaboração de um documento muito acessado por interessados em compreender a movimentação dos recursos financeiros do EI.

Neste documento intitulado White Paper on Islamic State, lançado em maio de 2015, estranha-se que “Até a data do lançamento deste documento os setores públicos ou privados pouco realizaram para detectar ou prevenir o financiamento do Estado Islâmico” e completa com relação a movimentação dos recursos decorrentes da principal fonte de renda do EI: “Não é possível um comércio de petróleo sem o envolvimento e apoio de instituições financeiras de forma voluntária ou não”.

Vejam que a autora é delicada e oferece o beneficio da dúvida ao sistema financeiro internacional que é conhecido e reconhecido, desde a renascença, pela inocência e bondade de seus dirigentes.

Continuando: O documento ora em análise informa que o Banco Mosul continua operando, com gestores do EI, realizando normalmente suas operações de pagamento e transferências e portanto, ligado ao sistema financeiro mundial.

O mesmo, o funcionamento dos bancos, ocorre na região da Síria controlada pelo Estado Islâmico observando-se, reafirma-se, a manutenção dos caixas eletrônicos.

Turquia a sede econômica do Estado Islâmico?

Neste ponto resgatamos o Sr. David S. Cohen, ex subsecretário para o terrorismo e inteligência financeira dos Estados Unidos que revela em documento citado anteriormente neste texto: “Quem em última análise está comprando esse petróleo [comercializado pelo Estado Islâmico]? De acordo com nossas informações, desde o mês passado [setembro de 2014] o Estado Islâmico vende a baixo preço a uma variedade de intermediários incluindo alguns da Turquia (…) parece também que parte do petróleo foi vendido a curdos no Iraque e depois revendidos a Turquia.”.

As informações até aqui apresentadas em sua maioria originadas de instituições oficiais dos Estados Unidos revelam que a Turquia – um importante aliado dos Estados Unidos – apresenta um papel fundamental na comercialização da principal fonte financeira do Estado Islâmico.
Neste ponto o anteriormente citado White Paper on Islamic State aprofunda a questão revelando que: “Segundo informações da imprensa turca o Estado Islâmico possui um consulado em Ancara – de forma ostensiva – que emite vistos oficiais e administra grandes residências e automóveis blindados para seus líderes.”

Prossegue o documento afirmando que o uso do sistema bancário, neste caso, é facilitado através da criação de empresas na Turquia e utilização do sistema bancário internacional a partir deste país.

E oferecendo o beneficio da dúvida completa: “Empresas de serviços financeiros dos Estados Unidos também fornecem serviços aos membros do Estado Islâmico no Iraque, na Síria e também na Turquia e no Líbano sem dúvida de forma inconsciente”.

No território de um outro aliado dos Estados Unidos o beneficio da dúvida perde força e informa a autora em análise: “No Katar os terroristas do Estado Islâmico tornam-se clientes preferenciais ou VIPs e através dos bancos locais aplicam em qualquer parte do mundo incluindo em fundos internacionais”

O sistema financeiro internacional condena a humanidade às trevas.

A associação do poder econômico gerado a partir da exploração petrolífera aos totalmente desregulamentados bancos internacionais revela a crueldade de um sistema cujo único objetivo encontra-se no lucro.

Esta tenebrosa associação não ocorre apenas entre o EI e bancos revela-se de forma cristalina inclusive entre os detentores do oligopólio do petróleo cujo papel no modelo de sustentação econômica do EI necessita de uma análise cuidadosa.

Afinal quem garante o fornecimento de equipamentos de exploração, treinamento de mão de obra para o funcionamento dos campos petrolíferos controlados pelo EI?

Devemos ainda considerar que a queda na produção de petróleo no Iraque e a venda, através da Turquia, de petróleo contrabandeado a preços inferiores aos praticados no mercado, contribuem efetivamente para a manutenção da política deliberada que prejudica as economias de países como Venezuela, Rússia e Irã.

Esta prática também favorece a reserva de grandes quantidades de petróleo em áreas de fácil exploração enquanto os Estados Unidos utilizam-se do petróleo derivado do xisto reservando para o futuro o petróleo fruto destas regiões em conflito.

O capital mata para garantir a sua reprodução enquanto isso os detentores do monopólio da informação enganam os trabalhadores apresentando a farsa do noticiário no qual homens bons combatem homens maus. Na realidade associam-se de forma subterrânea aos assassinos.
Autor: Wladmir Coelho
Fonte: Pravda.ru

Dinâmica Global

http://noticia-final.blogspot.com.br/2015/12/petroleo-e-poder-economico-do-estado.html
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