Siga este Blog

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Recursos para desastres são cortados quase pela metade em 2015

Cerca de 1.384 municípios já foram reconhecidos pela Defesa Civil por estarem em situação de calamidade pública ou de emergência. Apesar do elevado número e das constantes chuvas, como as que atingiram o Rio Grande do Sul recentemente, por exemplo, os recursos destinados para prevenção e resposta a desastres cairam quase pela metade em 2015.

Começou a CENSURA na INTERNET, Acre taxa blogs e sites

O ataque do governo sobre a liberdade de expressão existente nas redes sociais começou pelo Estado do Acre. Visando monitorar e eliminar quem posta informações nas redes sociais governo do Acre passa a exigir registro civil de blogs. Seja bem vindo ao país do Marco Civil da Internet, a censura chegou.

Sem ajuste, crise se agravará

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Hélio Duque
A incerteza é matriz do atual momento da vida brasileira, onde o desemprego e a recessão invade o cotidiano. Sem uma política fiscal que controle com espartana disciplina os gastos públicos não essenciais, a desorganização patrimonial, em todos os níveis, com a perda de renda será consequência natural. O enfrentamento dessa realidade adversa só aponta um único caminho: ajuste fiscal. Postergá-lo significa aprofundamento da crise econômica e social. Sem o equilíbrio das contas públicas as perdas para a economia serão crescentes com o empobrecimento atingindo níveis alarmantes. Não fica adstrito ao Estado, mas espalha-se como um vírus no orçamento familiar e empresarial.
Resta indagar: o que ocorreu com o Brasil? A resposta é objetiva, os equívocos e erros recorrentes nos últimos anos executado pelo governo nocautearam as contas públicas. Sua origem pode ser localizada na expansão fiscal irresponsável, com elevação dos gastos estatais e corte seletivo de imposto, além da contenção dos preços administrados, a exemplo da energia elétrica, da gasolina e do diesel, para favorecer um projeto de poder. O acumulo dessas distorções não puderam mais se sustentar a partir da reeleição da Dilma Rousseff. Aflorou com rigor o cenário que estamos a vivenciar: recessão econômica, taxa de juros elevada e crise social tendente a se agravar.
O inadiável ajuste da economia pela disciplina fiscal não tem consenso no condomínio do poder. O ministro da Fazenda ao propor o ajuste fiscal é bombardeado pelo presidente do PT e pelo ex-presidente Lula da Silva. Eles enxergam no ajuste uma opção de direita. Infelizmente, no Brasil, o primarismo ideológico tem terreno fértil. Equilibrar contas públicas não tem nada de direita ou de esquerda, é o elementar dever moral de se pagar o que deve. Ideológico é elevar o nível incontrolável a atuação do Estado na economia. É expandir a rede de créditos estatais com alocações preferenciais aos amigos do poder, através os bancos públicos. Em tempo: os investimentos sociais para atacar as desigualdades não são os responsáveis pelo desastre.
O ajuste fiscal significa recolocar, no médio e longo prazo, a economia brasileira em ritmo de crescimento. Sabendo que a recessão de 2015 se repetirá em 2016, influenciando negativamente a retomada do crescimento nos anos de 2017 e 2018. Somente assim haverá perspectiva de, no médio prazo, ocorrer relativa estabilidade da dívida bruta em relação ao Produto Interno Bruto. Sem ele o aprofundamento da crise, com o encolhimento da economia brasileira, atingirá nível desesperador.
Os números que seguem demonstram o que está “ruim” pode se tornar “péssimo”. O IBGE, através a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), divulgada em agosto, demonstra que 8,6 milhões de brasileiros estão desempregados. Com o indicativo de aumento até o final do ano, elevando o padrão de endividamento das famílias. A perda dos empregos formais, com carteira assinada, se aproxima dos 2 milhões, o que levou o Coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, economista Cimar Azeredo afirmar: “Isso significa perder plano de saúde, FGTS, garantia de seguro-desemprego. Tudo isso se traduz em perda de estabilidade”.
Pelo lado empresarial, a realidade não é diferente. A recuperação judicial vem frequentando o cotidiano de médias e grandes empresas. A Serasa Experian, através o economista-chefe Luiz Rabi, constata: “O quadro de recessão na economia afeta diretamente o ritmo de negócios e a geração de caixa das empresas”.
Aponta que do total das 7,9 milhões de empresas em operação no Brasil, perto de 4 milhões estão na condição de inadimplência. A quase totalidade é de micro empresas, grandes geradoras de emprego na área de serviços. Já no plano individual, a Serasa constata que 57 milhões de indivíduos estão endividados, principalmente em bancos, varejo e contas de consumo. Nesse segmento de consumidores, o valor do endividamento seria de R$ 246 bilhões.
Sem o ajuste da economia essa realidade se agravará, aumentando o desespero e a incerteza do futuro para os brasileiros.
 
Helio Duque é doutor em Ciências, área econômica, pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). Foi Deputado Federal (1978-1991). É autor de vários livros sobre a economia brasileira.
 
NÃO DEIXE DE CLICAR NOS ANÚNCIOS DESTE, VOCÊ ESTARA AJUDANDO A PERMANENCIA DO MESMO. OBRIGADO