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sábado, 25 de abril de 2015

Cientistas modificam embrião humano pela primeira vez e causam polêmica

Pesquisadores chineses realizaram um feito inédito: eles conseguiram manipular os genomas de embriões humanos. É algo revolucionário, mas ainda bastante impreciso – e potencialmente perigoso.

Em um estudo publicado na revista Protein & Cell, cientistas da Universidade Sun Yat-sen (China) testaram uma técnica em embriões humanos para modificar o gene que causa uma doença fatal no sangue.

Técnica
A técnica, chamada CRISPR, procura genes que podem causar problemas como doenças hereditárias. Ela substitui o gene problemático no DNA por moléculas diferentes, para neutralizar a ameaça antes do nascimento.

A CRISPR foi desenvolvida em 2005, quando pesquisadores descobriram que bactérias usam isso para combater vírus: elas detectam certas partes do DNA viral e conseguem quebrá-lo, evitando infecções. O vídeo abaixo, do MIT, explica isso em mais detalhe:
De acordo com a Nature, essa técnica vem sendo usada em embriões de animais e em células humanas adultas. No entanto, este é o primeiro estudo publicado que lida com embriões humanos.



Embriões que não viram humanos
Os pesquisadores começaram com embriões humanos “não-viáveis”, coletados de clínicas de fertilização. Esses embriões não têm como virar pessoas: são óvulos fecundados in-vitro com o DNA de dois espermatozoides.

Esse conjunto anormal de genes permite formar apenas pequenos aglomerados de células, que não conseguem se dividir para virarem um ser humano. Os pesquisadores dizem que esse tipo de embrião é “um sistema modelo ideal” para realizar testes genéticos. (Se isso é ético, aí é outra coisa.)

Resultados
Os cientistas tentaram usar a CRISPR para editar um gene chamado HBB. Ele codifica uma proteína cujas mutações podem desencadear a talassemia beta, uma doença no sangue potencialmente fatal.

Só que, dos 86 embriões usados ​​no experimento, apenas 28 tiveram seu DNA editado com sucesso, e só 7 deles perderam o gene nocivo. E os embriões modificados corretamente eram, na verdade, uma mistura de células editadas e células não-editadas – ou seja, algumas ainda mantinham o gene que deveria ser removido.

Pior: em alguns casos, a técnica errava o alvo e atingia o DNA em outras partes – o que poderia causar novas doenças, em vez de evitá-las. A equipe encontrou um número surpreendente de mutações “fora do alvo” em outras partes do genoma, que podem ter sido causadas pela CRISPR.



Polêmica
Na melhor das hipóteses, a prática não está pronta; e na pior das hipóteses, ela é absolutamente controversa. O estudo foi rejeitado pelas conhecidas revistas Nature e Science por “objeções de natureza ética”.

“Se você quiser fazer isso em embriões normais, você precisa de uma técnica próxima a 100% de acerto”, disse à Nature News o pesquisador-chefe Junjiu Huang. “É por isso que nós paramos. Nós ainda achamos que a técnica está muito imatura.”

Ele não está sozinho. No mês passado, um grupo de grandes geneticistas – incluindo Jennifer Doudna, que liderou os primeiros estudos sobre a CRISPR – pediram na revista Science que a técnica não fosse testada em embriões humanos. Eles dizem:

No momento, os potenciais problemas de segurança e eficácia decorrentes da utilização dessa tecnologia devem ser cuidadosamente estudados e compreendidos antes de sancionar qualquer tentativa de engenharia humana, se isso ocorrer, para testes clínicos.

Opositores dizem que editar um embrião é perigoso: essas mudanças genéticas são hereditárias, ou seja, elas poderiam ter um efeito imprevisível nas gerações futuras. Além disso, genes saudáveis ​​podem inadvertidamente ser mudados.

E agora?
Junjiu Huang, do estudo polêmico, agora planeja descobrir como a CRISPR pode ser usada sem gerar tantas mutações indesejadas – desta vez, usando células adultas de humanos ou de animais, não embriões humanos.

Mas este não é o fim da engenharia humana em embriões. Como lembra a National Geographic, é o que aconteceu com a clonagem: no início, os embriões clonados muitas vezes não conseguiam se desenvolver, e os animais que nasciam muitas vezes acabamos com sérios problemas de saúde. Desde então, as técnicas foram refinadas e funcionam bem melhor no mundo da pecuária e de animais de estimação.

Cientistas também podem clonar pessoas, mas não fazem isso porque não é ético. E quanto a criar humanos geneticamente modificados? Teremos que tomar uma decisão: segundo a Nature, pelo menos quatro grupos na China já estão editando o DNA de embriões humanos para publicarem estudos no futuro. 

FONTE: http://gizmodo.uol.com.br/
Via: http://ufos-wilson.blogspot.com.br/2015/04/cientistas-modificam-embriao-humano.html

A ÁFRICA E A TRAVESSIA DA MORTE

(Do Blog) - A "Primavera" Árabe, fomentada pelos EUA e pela União Europeia, com suas intervenções no Oriente Médio e no Norte da África, continua pródiga em produzir cadáveres, em fecunda safra, trágica e macabra. 
Morre-se nas mãos do Exército Islâmico, que começou a ser armado para tirar do poder inimigos de Washington, como Kaddafi e Bashar Al Assad. Morre-se nas cidades destruídas da Síria, da Líbia e do Iraque. Morre-se no deserto, ou à beira mar, na fuga do inferno que se estendeu por países onde até poucos anos crianças iam para a escola e seus pais, para o trabalho, todas as manhãs. 

Morre-se, também,  no Mar Mediterrâneo, quando naufragam embarcações frágeis e superlotadas a caminho de um destino incerto em um continente, a Europa, que odeia e rejeita os refugiados de seus próprios erros, alguns tão velhos quanto a política de colonização que adotou em um continente que ocupou, roubou e violentou, de todas as maneiras, por séculos a fio. 

Para não escrever a mesma coisa, desta vez sobre os mortos de Catânia, reproduzo texto do final de 2013, sobre os mortos de Lampedusa, que pereceram em um dos mesmos inumeráveis naufrágios, nas mesmas circustâncias, nas mesmas geladas profundezas, em que recebem, agora, os corpos daqueles que, empurrados pelo desespero, a fome  e a violência, os seguiram para a morte, fazendo uma trágica travessia que, na maioria das vezes, não leva a lugar nenhum: 
"Berço de antigas civilizações, o Mar Mediterrâneo abriu suas águas, por dezenas de séculos, para receber, em ventre frio e escuro, os corpos de milhares de seres humanos.

Mar de vida, morte e sonho, Ulisses, na voz de Homero, singrou suas águas. E tampando os ouvidos, para não escutar o canto das sereias, aportou em imaginárias ilhas, fugindo de Cíclope e Calipso, para enfrentar, a remo e vela, os ventos de Poseidon em fúria.

Por Troia, Cartago, nas Guerras Púnicas ou do Peloponeso, mil frotas cavalgaram suas ondas, pejadas de armas e guerreiros. E, no seu leito descansam, se não os tiver roído o tempo, comerciantes fenícios e venezianos, guerreiros atenienses e espartanos, os pálios e as espadas de legionários romanos, escudos e capacetes cartagineses, navegantes persas, cavaleiros cruzados, califas e sultões.

Os mortos do Mediterrâneo descansam sobre seu destino.

Suas mortes podem não ter sido justas, mas, obedeciam ao fado das guerras e do comércio, à trajetória do dardo ou da flecha que subitamente atinge o combatente, ao torpedo disparado pelo submarino, à asa, perfurada por tiros de artilharia, de um bombardeio que mergulha no mar a caminho da África do Norte, ao sabre que os olhos vêem na mão do inimigo e à dor do imediato corte.

De certa forma, elas obedeciam a uma lógica.

Mas não há lógica ou utilidade nas mortes que estão ocorrendo nestes dias, dos meninos e meninas que se afogam, em frente à costa italiana, na tentativa de chegar a solo europeu, depois de atravessar o Mediterrâneo.

Há anos, centenas de pessoas têm morrido dessa forma. No dia 3 de outubro, um naufrágio na ilha italiana de Lampedusa deixou ao menos 339 mortos – quando cerca de 500 imigrantes vindos da Eritreia e da Somália tentavam chegar à Itália. Oito dias depois, uma embarcação com 250 imigrantes africanos virou na mesma região e 50 pessoas morreram.

Que crime cometeram esses meninos e meninas? Nos seus barcos eles não levavam o ouro da Fenicia, nem lanças e escudos, nem mesmo comida, nem seda ou veludo, a não ser a sua roupa, seus pais e suas mães, sua pobre e corajosa esperança de quem foge da guerra e da miséria.

Mas, mesmo assim, a Europa os teme. A Europa teme a cor de sua pele, o idioma em que exprimem suas idéias e suas emoções, os deuses para quem oram, seus hábitos e sua cultura, sua indigência, sua humanidade, sua fome.

Se, antes, lutavam entre si, os europeus hoje, estão unidos e coesos, no combate a um inimigo comum: o imigrante.

O imigrante de qualquer lugar do mundo, mas, principalmente, o imigrante da África Negra e do Oriente Médio.

Barcos de países mediterrâneos, como os da Grécia, Espanha e Itália, patrulham as costas do sul do continente. Quando apanhados em alto mar, em embarcações frágeis e improvisadas, por sua conta e risco, mais náufragos que navegantes, os imigrantes são devolvidos aos países de origem.

Antes, a imigração era, principalmente, econômica.

Agora, a ela se somam as guerras e os deslocamentos forçados. São milhões de pessoas, tentando fugir de um continente devastado por conflitos hipocritamente iniciados por iniciativa e incentivo da própria Europa e dos Estados Unidos.

O Brasil está fazendo sua parte, abrindo nosso território para a chegada de centenas de refugiados sírios, como já o fizemos com milhares de haitianos e clandestinos  escapados da África Negra que chegam a nossos portos de navio.

A Itália lançou uma operação militar “humanitária”, para acelerar o recolhimento de imigrantes que estiverem navegando em situação de risco junto às suas costas, mas irá manter sua rigorosíssima lei de veto à imigração, feita para proibir e limitar a chegada de estrangeiros.

Como a mulher, amarga e estéril, que odeia  crianças, a Europa envelhece fechada em seus males e crises, consumida pela decadência e a maldição de ter cada vez menos filhos.

Mas prefere que o futuro morra, junto com uma criança árabe, no meio do mar, a aceitar a seiva que poderia renovar seu destino.

Sepultados pela água e o sal do Mediterrâneo, recolhidos, assepticamente, nas praias italianas, ou enterrados, junto com seus pais, em cemitérios improvisados da Sicília – ao imigrante, vivo ou morto, só se toca com luvas de borracha - a meio caminho entre a miséria e o terror e um impossível futuro a eles arrebatado pela morte - os fantasmas dos meninos e meninas de Lampedusa poderiam assombrar, com sua lembrança, a consciência européia.

Se a Europa tivesse consciência."

Gílson Sampaio / Mauro Santayana

Via: 

Dilma quer usar FGTS dos trabalhadores brasileiros para socorrer o BNDES

Publicado por  em 25 abril
Dilma quer usar FGTS dos trabalhadores brasileiros para socorrer o BNDES
Depois de restringir R$  bilhões dos trabalhadores.Leia mais (Contradizendo seu discurso de campanha, Dilma quer cortar R$ 18 bilhões em benefícios trabalhistasagora Dilma quer usar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço para injetar dinheiro no BNDES, o banco do amigo dos petistas, o mesmo que tem enviado bilhões para países ditatoriais fazerem suntuosas construções com dinheiro do brasileiro.

As informações são de João Villaverde, do Estadão.
O governo Dilma Rousseff pretende estruturar uma operação bilionária e polêmica. Nada menos do que R$ 10 bilhões do fundo criado com uma fatia de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) devem ser aportados no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A operação tem sido conduzida pessoalmente pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que também pertence ao conselho de administração do BNDES, e pelo presidente do banco de fomento, Luciano Coutinho. Ambos, Levy e Coutinho, têm buscado integrantes do comitê de investimento do Fundo de Investimento do FGTS (FI-FGTS) nos últimos dias para defender o aporte de dinheiro do fundo ao banco.
O dinheiro do FGTS, arrecadado compulsoriamente dos trabalhadores com carteira assinada, seria usado para socorrer o banco que fez empréstimos duvidosos e por isso hoje passa por dificuldade. Somente as empresas envolvidas na Lava Jato obtiveram do banco estatal R$ 3,1 bilhões de reais entre 2003 e junho de 2014. O banco também emprestou mais de R$ 8 bilhões para o grupo JBS/Friboi e por isso está sendo alvo de auditorias do TCU.
Veja também:

Obras das Olimpíadas do Rio ficam R$ 500 milhões mais caras e já somam R$ 24,6 bilhões

Publicado por Revolta Brasil em 25 abril
Obras das Olimpíadas do Rio ficam R$ 500 milhões mais caras e já somam R$ 24,6 bilhões
Esse é o orçamento oficial, mas jornais dizem que o valor real é ainda muito superior ao divulgado.
De 2014 para 2015 o orçamento para as obras das Olimpíadas do Rio subiram de R$ 24,1 para R$ 24,6 bilhões (dados oficiais)
Segundo o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, o aumento se deve a inclusão nos últimos meses do valor de obras já previstas, mas que cuja concessão não tinha sido outorgada.
“A gente buscou alternativas que evitassem elefantes brancos. Vamos fazer coisas muito bonitas, muito arrumadas, mas que não serão homenagens ao desperdício de dinheiro público”, argumentou o prefeito do Rio.
Por incrível que possa parecer, Paes disse que o aumento no orçamento não chega a ser “significativo”, e se insere na política de aproveitamento de estruturas já existentes, reforma de instalações que não se adequam às necessidades olímpicas e de construção apenas do que suponha melhora na qualidade de vida dos habitantes da cidade.
R$ 500 milhões de dinheiro público, ou seja, que sai do bolso de cada brasileiro, para financiar essa farra, não é significativo? 
Com informações EFE
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