SEJA BEM VINDO - NÃO DEIXE DE CLICAR NOS ANÚNCIOS DESTE, VOCÊ ESTARA AJUDANDO A PERMANENCIA DO MESMO
NÃO DEIXE DE CLICAR NOS ANÚNCIOS DESTE, VOCÊ ESTARA AJUDANDO A PERMANENCIA DO MESMO. OBRIGADO

Siga este Blog

quarta-feira, 18 de março de 2015

DITADURA: PRESIDENTE DO PT DEFENDE CORTAR ANÚNCIOS DE TVS QUE APOIARAM PROTESTOS

O PT defende todo tipo de censura. A publicidade que o governo faz, nas redes de TVs, é com recursos proveniente dos pagadores de impostos, quer sejam eleitores ou não de Dilma, portanto, não pode haver seleção de A ou B, para esses anúncios.

É a máquina do estado sendo estuprada em favor de um partido de bandidos...

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, defendeu, em reunião fechada com a bancada, que o governo deve restringir a veiculação de publicidade nos veículos de comunicação que "apoiaram" e "convocaram" as manifestações contra a presidente Dilma Rousseff no domingo, 15.

"Não se enganem. O monopólio da mídia não será quebrado apenas nas redes sociais. Isso é uma ilusão".

O dirigente disse, em seguida, que a "quebra" do monopólio deve ser feito por meio de "uma nova política de anúncios para os veículos da grande mídia".

Para ilustrar sua tese, ele citou um caso que o pegou de surpresa.

"A Record, que sempre teve uma simpatia maior por nós, no domingo começou em rede aberta a convocar a manifestação. Foi uma briga por audiência. Nesse caso não foi nem má-fé".

O presidente da sigla disse aos presentes que não adianta "minimizar" o que ocorreu no domingo, mas pontuou que o sucesso das manifestações se deve "exclusivamente" a convocação da "grande mídia". Segundo Falcão, as redes de TV "manipularam" os números de participantes.

Via: http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/falcao-defende-cortar-anuncios-de-tvs-que-apoiaram-protestos

Via: http://www.libertar.in/2015/03/ditadura-presidente-do-pt-defende.html

Forte terremoto sacode Chile, a 82 km de Talcahuano

Dados recebidos da Rede Sismográfica Global (Iris-GSN) mostram um violento terremoto de 6.2 pontos de magnitude ocorrido no Chile, 82 km a norte-noroeste de Talcahuano as 15h27 pelo horário de Brasília (18/03/2015). O poderoso tremor teve seu epicentro estimado a 10 km de profundidade, sob as coordenadas 36.09S e 73.62W. O mapa abaixo mostra a localização do epicentro.

Indústria Farmacêutica Expande Diagnósticos e Inventa Novas Doenças.

– Existe um número muito maior de pessoas saudáveis do que de pessoas doentes no mundo e é importante, para a indústria farmacêutica, fazer com que as pessoas que são totalmente saudáveis pensem que são doentes. Existem muitas maneiras de se fazer isso. Uma delas é mudar o padrão do que se caracteriza como doença. Outra é criar novas doenças.

Parece teoria conspiratória. Mas a declaração da médica e professora Adriane Fugh-Berman é baseada em anos de pesquisa a respeito das práticas da indústria farmacêutica e da facilidade com que ela manipula os médicos, usados não apenas para vender remédios, mas também para promover doenças. No momento, ela está pesquisando algo que descobriu faz pouco tempo. Representantes de fabricantes de material cirúrgico muitas vezes são vistos dentro de salas de operação “ajudando” os cirurgiões. “Que relacionamento é esse?”, quer saber a pesquisadora.
Adriane Fugh-Berman é formada pela escola de medicina da Universidade Georgetown com especialização em medicina familiar. Militou em uma organização voltada à saúde da mulher e ouviu muitas más respostas de médicos, há duas décadas, quando reclamava que não existiam estudos comprovando a necessidade de tratamentos hormonais para mulheres na menopausa. Existia, isso sim, risco — como mais tarde ficou comprovado. O tratamento hormonal aumentou em muito os casos de câncer de mama e a prática mudou. Antes disso, ela ouviu muitas críticas em conferências e seminários médicos.

Quando embarcou no estudo e no programa de educação a respeito da relação dos médicos com a indústria farmacêutica, ela esperava uma reação ainda pior. Professora adjunta do Departamento de Farmacologia e Fisiologia da Georgetown, ela recebeu uma verba para estruturar o programa voltado para a educação dos médicos e para expor as práticas de marketing da indústria, os métodos que ela emprega para influenciar a prescrição de medicamentos. Tarefa espinhosa.

Filha de um casal ativo nos anos sessenta, nos protestos contra a guerra do Vietnã, a médica e professora Adriane Fugh-Berman abraçou a oportunidade e criou um blog bem sucedido, com informações e denúncias de gente que trabalhou na indústria farmacêutica e aprendeu as técnicas empregadas para conquistar e influenciar os médicos. Nos últimos dez anos, ela viu resultados do trabalho nos Estados Unidos. Mas alerta que a indústria farmacêutica vê o Brasil, a China e a Índia como os principais mercados para a expansão da venda de remédios.

Fugh-Berman escreveu vários artigos mostrando que a indústria seleciona profissionais ainda em formação, nos chamados Cursos de Educação Continuada (CME). Vendedores bem preparados identificam possíveis formadores de opinião nos centros médicos das universidades: médicos, enfermeiros e assistentes. Eles são paparicados.

Recebem presentes, atenção, são convidados para jantar. Depois de uma checagem, são escolhidos os que poderão falar em nome da indústria e servir aos propósitos mercadológicos. Enquanto falam o que a indústria quer ouvir e divulgam, no setor, a visão das empresas, continuam recebendo todos os privilégios. Assim, as farmacêuticas vão comprando acesso aos profissionais que podem prescrever e promover remédios.

Viomundo – Como, quando e por que você lançou o blog Pharmedout, da Universidade Georgetown, do qual é diretora?

AFB – Originalmente, fomos financiados com dinheiro de uma punição. A Warner Lambert, que era uma subsidiária da Pfizer, foi processada pelos 50 estados americanos mais o Distrito de Columbia por causa da propaganda de um composto que aqui nos EUA se chama Gabapentin.
É um remédio para convulsões, para epilepsia, que estava sendo vendido e promovido como sendo um remédio para depressão e bipolaridade, dor muscular, tudo…
Houve um acordo na justiça a respeito da propaganda ilegal desse remédio. [Nota do Viomundo: Em 2004, a Pfizer foi obrigada a pagar US$ 430 milhões pela propaganda fraudulenta do remédio, vendido com o nome de Neurontin].

Os procuradores estaduais decidiram usar parte do [dinheiro do] acordo para financiar esforços de educação de médicos e do público a respeito das propagandas da indústria farmacêutica. Acho que eles financiaram 26 centros médicos universitários para criar modelos educativos.
Nós recebemos financiamento por dois anos e tivemos melhores resultados do que os outros projetos e somos o único projeto que continua sobrevivendo. Ao menos dos que não existiam antes disso. Existem uns dois que já funcionavam antes.

Eu venho de um ativismo na área de saúde. Trabalhei com um grupo chamado Rede de Saúde da Mulher que não recebe dinheiro algum da indústria e já tinha experiência com essa história de tentar promover mudança social sem ter orçamento…
Produzimos vídeos com gente que trabalhou na indústria, escrevemos análises de artigos acadêmicos, divulgamos material educacional na internet e não recebemos mais dinheiro desde 2008.

Viomundo – Como estão sobrevivendo?

AFB – Estamos sobrevivendo de doações individuais e organizamos uma conferência todo ano. Pedimos algum dinheiro para a escola e cobramos uma taxa de inscrição, apesar de deixarmos todo o mundo que não tem dinheiro entrar de graça porque tem muitos estudantes e eles não pagam nada, por exemplo.

Levantamos um pouquinho de dinheiro com a conferência e algumas doações da escola. Por exemplo, a verba para estudar a relação entre cirurgiões e representantes dos fabricantes de material cirúrgico que ficam dentro da sala de operações ajudando os cirurgiões e ninguém sabe nada a respeito dessas relações e como começaram.

Ganhamos um dinheiro do departamento de filosofia da Georgetown para essa pesquisa. Mas a maior parte da nossa verba vem de contribuições individuais. Temos apenas um funcionário remunerado. Eu não ganho nada do projeto e temos voluntários. Quando o dinheiro acabou, em 2008, ninguém saiu. Todo mundo ficou no projeto. E continuaram fazendo trabalho voluntário nos últimos cinco anos.

Viomundo – Num dos seus artigos você diz que a indústria farmacêutica promove doenças e não apenas a venda de remédios. Você pode explicar e dar exemplos do que está falando?

AFB – Existe um número maior de pessoas saudáveis do que de pessoas doentes no mundo e é importante para a indústria fazer com que as pessoas que são totalmente saudáveis pensem que são doentes. Existem muitas maneiras de se fazer isso.

Uma delas é mudar o padrão do que caracteriza uma doença. Essa é uma área muito vasta e interessante. O padrão para diagnóstico de pressão alta e diabetes e colesterol alto caiu ao longo dos anos.

Viomundo – Para incluir mais gente nessas categorias de doentes?

AFB – Exatamente. Quando eu estava na escola de medicina, uma pressão de 12 por 8 era considerada perfeita. Era o alvo. E agora é considerada pré-hipertensão.
Viomundo – Como aconteceu essa mudança?

AFB – Existem comitês que fazem as recomendações para essas mudanças e eles estão cheios de gente que recebe dinheiro das grandes empresas farmacêuticas.

Por exemplo, o Programa Nacional de Educação sobre o Colesterol é supostamente independente e assessora o governo a respeito da maneira de administrar o colesterol.

O comitê que decidiu reduzir as metas tinha uma única pessoa com menos de três conflitos de interesse com os fabricantes de remédios de colesterol. Não sei nem se era zero, mas menos de três!
Obviamente, qualquer pessoa tomando decisões a respeito de remédios para um hospital ou um país não deve ter nenhum conflito de interesse com nenhum fabricante de remédios.
Outra forma de fazer com que pessoas saudáveis pensem que são doentes é expandir a categoria da doença ou até mesmo criar doenças.

Por exemplo, restless leg syndrome (síndrome da perna que não para). É uma doença real, neurológica, raríssima.

Mas foi redefinida de forma que se você está agitado durante a noite, pode ser diagnosticado com essa doença.

Outro exemplo é a doença da ansiedade social. É bom notar que a psiquiatria é a profissão mais suscetível a diagnósticos questionáveis porque todos os diagnósticos são subjetivos.
Dependem muito da cultura e não existe nenhuma prova, nenhum exame para comprovar a existência da doença. Por isso é um alvo.

Uma das categorias que talvez tenha sido criada é essa doença da ansiedade social que antes chamávamos de vergonha.

Outra que foi criada é osteopenia, ou baixa massa óssea, que agora é considerada precursora da osteoporose e a osteoporose é apenas um fator de risco. Não é uma doença, é uma indicação de risco para quedas e fratura de ossos.

Então a osteoporose é um fator de risco para um fator de risco de uma doença. E a osteopenia é um fator de risco para um fator de risco para um fator de risco.

Viomundo – E eu aposto que existe um remédio para isso…

AFB – Claro. E os remédios mais usados podem aumentar o risco de fraturas se forem tomados por mais de cinco anos!

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) também seria um exemplo de algo que provavelmente existe, mas agora qualquer criança que não se comporta na sala de aula é diagnosticada com TDAH e medicada.

Outra coisa que foi inventada é TDAH em adultos. Antes só existia em crianças. Agora também existe em adultos e assim podem continuar tomando remédios o resto da vida.

Existe também um esforço para classificar o vício em nicotina como uma doença porque as empresas que vendem produtos para ajudar a parar de fumar… as empresas de seguro de saúde só cobrem os gastos com esses produtos por dois meses porque eles devem te ajudar a parar de fumar. Depois de dois meses você parou de fumar e pronto.

Mas existe um movimento das empresas que fabricam esses produtos para classificar esse vício como uma doença para que os seguros cubram o custo do uso desses produtos pelo resto da vida.
Assim, eles tentam provar para os fumantes que eles não podem parar e que é melhor substituir o cigarro por um desses produtos. Talvez seja melhor mesmo usar um substituto da nicotina do que fumar, mas quem está tomando essa decisão são as empresas farmacêuticas que usam formadores de opinião na comunidade médica. E essas decisões não são baseadas em Ciência.
São tomadas apenas porque empresas biomédicas poderosas garantem que as opiniões que são favoráveis a elas calem as opiniões contrárias.

Metade das pessoas que consegue eliminar o cigarro com sucesso simplesmente param de fumar. E a indústria farmacêutica odeia isso. Quer fazer com que as pessoas acreditem que necessitam da ajuda dela. E que não podem parar sozinhas ou talvez não possam nunca parar.
É um recado horrível não somente para os consumidores, mas para os profissionais de saúde dizer: “Seus pacientes não conseguem parar de fumar”. Porque isso é o que você tenta primeiro. Se isso não funcionar, então usa um substituto. Mas alguns desses produtos também têm efeitos adversos.

Viomundo – Você diria que no fim do dia o dinheiro é a causa de todos esses problemas? A ganância?

AFB – Acho que o mais importante é separar a indústria farmacêutica da educação, da regulamentação e das decisões a respeito de que remédios e tratamentos devem ser cobertos.
Não se pode permitir que a indústria se envolva com a educação, que influencie a regulamentação e participe dos comités que decidem que remédios são cobertos.

Eles podem apresentar argumentos e, se tiverem informações, podem apresentar para o comité. Mas as pessoas que participam desses comités não podem ter conflitos de interesse.

E uma das armadilhas é o seguinte conceito: “Eu não tenho conflito de interesses com essas empresas em particular”. Se estou avaliando um remédio, talvez eu tenha uma relação com a empresa B, mas estamos avaliando um produto da empresa A. Então não é um conflito de interesse.

Isso é uma tremenda armadilha por vários motivos. Um deles é que promover um remédio é muito mais do que divulgar os benefícios daquela droga. Pode ser também divulgar informações negativas a respeito de outros remédios. Divulgar informações negativas a respeito de dietas e exercícios. E não está mencionando o remédio da empresa com a qual tem relações.

O que muita gente não sabe e é muito importante é que a promoção de um remédio às vezes começa dez anos antes dele chegar ao mercado. Essa droga pode nem ter sido testada em humanos ainda, mas a empresa já está tentando plantar a semente na cabeça dos médicos de que a doença é um grande problema, que não é brincadeira.

“TDAH destrói vidas. Síndrome da ansiedade social destrói vidas. É uma epidemia trágica. Muito mais séria e abrangente do que você pensa”.

Isso começa anos antes. Pessoas são pagas para falar sobre isso. Quando a droga chega ao mercado você diz “graças a Deus surgiu um remédio para essa doença incurável da qual ouço falar há anos!”.

Viomundo – Por que a população em geral e os médicos, em particular, caem nessa armadilha tão facilmente e com tanta frequência?

AFB – Olha, é mais difícil enganar a população do que os médicos. É muito fácil enganar os médicos. Por vários motivos. Ao menos nos EUA, os médicos, em geral, vêm das classes mais altas da sociedade. Nunca venderam nada. Não têm vendedores na família. Não têm familiaridade com técnica de vendas.

Às vezes conversamos com estudantes que têm vendedores na família e eles identificam claramente as técnicas de vendas. Os médicos não reconhecem. Não apenas vêm das classes mais altas, mas também são ingênuos.

Aparentemente, nos Estados Unidos, e não sei se isso se aplica também ao Brasil, os médicos são mais suscetíveis a golpes financeiros. Eles são inteligentes. São muito bons nas provas de múltipla escolha. Mas não têm esperteza. São crédulos. Para mim foi muito interessante descobrir isso.

Viomundo – Isso não é apenas uma maneira de desculpá-los facilmente? Eles não deveriam ter mais responsabilidade sobre o que estão fazendo?

AFB – Mas eles não são expostos… Ok, nós fazemos uma apresentação chamada “Porque o almoço é importante” e trabalhamos nela com muito cuidado. Usamos psicologia social para ajudar os médicos a perceber esses truques. Uma das coisas que fizemos na apresentação foi, numa das primeiras vezes que a testamos, espalhei pessoas na plateia para anotar os comentários que os médicos faziam. Pegamos os comentários mais comuns e transformamos em slides. Depois usamos esses slides com outras plateias e teve um efeito impressionante.

Um deles, por exemplo, dizia: “Você está errado, os representantes das indústrias farmacêuticas são meus amigos!” ou “eu sou muito inteligente para ser comprado por uma fatia de pizza e você está sugerindo isso!”

Pusemos esses comentários nos slides e depois explicamos porque estavam errados. Os médicos ficaram chocados. Realmente chocados! Porque mostramos o que estavam pensando. Foi muito eficaz.

As pessoas saíram das nossas apresentações jurando que jamais receberiam um representante da indústria novamente. Nunca iriam a um jantar pago pela indústria novamente. Ninguém gosta de ser enganado e quando você descobre que está sendo enganado você fica com raiva. E eles não estavam com raiva de nós e sim dos fabricantes de remédios.

A grande maioria dos médicos quer fazer o melhor para os seus pacientes. Existem alguns que fazem qualquer coisa por dinheiro. Mas eles são a minoria. A maioria quer fazer o melhor para os pacientes. Mas eles não se dão conta de que as fontes das informações que recebem são contaminadas, que estão sendo manipulados pela indústria de diversas maneiras.

Que a indústria controla a informação sobre remédios apresentados em encontros médicos, em publicações médicas, em toda fonte de informação da qual eles dependem. E não gostam quando descobrem isso.

Viomundo  Como é possível mudar tudo isso se a indústria controla a pesquisa e o desenvolvimento de novos remédios, os testes em humanos, tem um dos maiores lobbies no Congresso e assim controla as leis escritas a respeito dela. Como escapar dessa situação?

AFB – Acho que é preciso promover mudanças em várias frentes. Algumas coisas mudaram um bocado, nos EUA, nos últimos cinco a dez anos. Ainda existe muito a fazer, mas acho que boa parte é expor os problemas.

Trabalhos como o da ProPublica divulgando na internet os pagamentos para médicos, de forma simples e acessível. A divulgação obrigatória [do que os médicos recebem da indústria] é importante. Mas não é suficiente.

Algumas mudanças tem que vir da profissão médica mesmo. Ela tem que recusar a relação com a indústria em nível individual ou no nível das sociedades médicas que aceitam dinheiro da indústria. As sociedades médicas têm que parar de receber dinheiro.

Os médicos têm que recusar presentes e temos que tirar todas as pessoas que tenham qualquer conflito de interesse com a indústria farmacêutica dos órgãos decisórios sobre riscos e benefícios de remédios.

Tem que haver reformas legislativas também. Você mencionou a pesquisa, que é muito importante. Nos EUA, há 30 anos, o Instituto Nacional de Saúde financiava 70% de todas as pesquisas biomédicas. Agora, é a indústria que financia 70% das pesquisas biomédicas. Isso é um problema.
Precisamos de mais financiamento do governo. Testes financiados pelo governo às vezes descobrem que remédios antigos são melhores do que os novos. A indústria nunca vai financiar esse tipo de estudo. A indústria financia vários estudos e só publica aqueles dos quais gosta, o que faz sentido de um ponto de vista de negócios.

Viomundo – Sim. Mas não faz o menor sentido para a minha saúde.

AFB – Exato. Existe um movimento internacional para obrigar as empresas a divulgarem as informações de testes em humanos. Se não publicarem, têm que disponibilizar os dados para que outros pesquisadores possam publicá-los, o que é ótimo!

Isso vem do ativismo da comunidade da saúde. Mas algo tem que ser feito pela comunidade médica. Quando vamos à comunidade médica com nossas apresentações, quando lhes explicamos, em geral reagem bem.

Eles vão eliminar essas relações se acharem que são más para os pacientes. Então, parte da solução é a educação e também divulgação obrigatória, exposição, legislação, regulamentação… são várias frentes.

Fonte:Vi o Mundo: Indústria Farmacêutica Expande Diagnósticos e Inventa Novas Doenças
Blog Pharmedout

Via: http://www.somerice.com/2015/03/industria-farmaceutica-expande.html

EMPRESA PRIVADA COLOCA DEFCON STATUS EM 3!

Empresa de monitoramento de segurança mundial elevou ontem as condições de uma ameaça nuclear aos EUA para 3, condição de prontidão nuclear!
A condição de prontidão defesa ( DEFCON ) é um estado de alerta usado pelos Forças Armadas dos Estados Unidos, classificados em 5 códigos, sendo o 5  o mais baixo estado de prontidão e o 1 como guerra nuclear iminente, conforme a tabela abaixo, extraído do site Wikipédia:
Já a Defcon Warning System, é uma empresa privada que monitora os acontecimentos mundiais e avalia as ameaças nucleares contra os Estados Unidos por entidades nacionais. Não é filiado a nenhum órgão do governo e não representa o estado de alerta de qualquer ramo militar. O público deve fazer suas próprias avaliações e não confiar no sistema de aviso DEFCON para qualquer planejamento estratégico. Em todos os momentos, os cidadãos são convidados a aprender quais as medidas a tomar em caso de um ataque nuclear.
Vejamos o relatório publicado no site da empresa Defconhttp://www.defconwarningsystem.com/
Este é o sistema DEFCON Warning. Estado de alerta para 01:51 segunda - feira, 16 março de 2015. Condição Amarelo. DEFCON 3. Condição Amarelo. DEFCON 3. Condição Amarelo. DEFCON 3.
Atualmente não há ameaças nucleares iminentes contra os Estados Unidos, neste momento, no entanto, a situação está fluindo consideravelmente e pode mudar rapidamente.
Nós continuamos a monitorar o tráfego de rádio militar incomum e preocupante, incluindo o que parecem ser compromissos com atores hostis. Além disso, os relatórios de rádio monitorados indicar um alerta de base aumentada e envolvimento da Força Aérea canadense.
Ressalta-se que não podemos confirmar o que realmente está acontecendo, e não temos nenhuma palavra oficial sobre os acontecimentos. Temos de reagir às informações na mão.
Vamos continuar a atualizar informações.
Conforme foi diagnosticada pela empresa Defcon, nossa equipe também conseguiu rastrear informações estranhas em rádios militares em ondas curtas, tanto dos EUA quanto da Rússia. Mas acreditamos ser parte de treinamentos de ambos os lados, conforme foi divulgada na mídia.
Qualquer informação traremos aqui no SEMPRE GUERRA!

RÚSSIA ENVIA 20 NAVIOS DE GUERRA NO BÁLTICO, ASSINA TRATADO COM OSSÉTIA DO SUL E TENSÕES EM TRANSNÍSTRIA!

Russia continua um dos maiores jogos de guerra da sua história recente, envia mais de 20 navios no tabuleiro do Báltico, assina integração com a Ossétia do Sul e ameaça de guerra na Transnístria, região separatista da Moldávia, parceira da Ucrânia e Romênia!
SPUTNIK - Mais de 20 navios de guerra russos saíram ao mar Báltico para manobras
Mais de 20 navios da Frota do Báltico saíram ao mar para manobras de defesa aérea e antissubmarina, disse na quarta-feira o serviço da imprensa do Distrito Militar Ocidental da Rússia.
“No mar, os navios da Frota do Báltico se reuniram em vários grupos táticos e estão prontos para executar a missão colocada — praticar a defesa aérea e antissubmarina e proteção contra minas. Os navios realizam disparos de mísseis contra vários tipos de alvos simulados, marítimos e aéreos”, se diz no comunicado.
Os grupos integram corvetas do projeto 20380, submarinos diesel-elétricos, navios leves antissubmarino equipados com mísseis, dragadores de minas, bem como vários navios auxiliares da frota.
Os exercícios de prontidão da Frota do Norte, das unidades do Distrito Militar Ocidental e das tropas paraquedistas começou em 16 de março e vão durar até 21 de março.
DW - Rússia assina tratado com Ossétia do Sul
A Rússia reforçou nesta quarta-feira (18/03) seu controle sobre a Ossétia do Sul, região separatista da Geórgia. O líder da região, Leonid Tibilov, e o presidente russo, Vladimir Putin, assinaram o chamado Tratado de Aliança e Integração, apesar da condenação por parte do Ocidente.
Segundo o pacto, a Rússia passa ser oficialmente responsável pela defesa da Ossétia do Sul. Milhares de soldados russos estão estacionados na república autodeclarada desde uma guerra contra a Geórgia em 2008.
Autoridades da Geórgia condenaram o tratado – semelhante ao que foi firmado entre Moscou e o enclave separatista da Abkázia no ano passado –, considerando-o uma anexação de facto de seu território por parte da Rússia. As regiões da Ossétia do Sul e da Abkázia se separaram da Geórgia após guerras civis nos anos 1990, depois do fim da União Soviética.
SPUTNIK - Ucrânia quer ressuscitar conflito na Transnístria e provocar a Rússia?
O presidente ucraniano Pyotr Poroshenko anunciou planos de descongelar o conflito na Transnístria, uma região de população maioritariamente russa e ucraniana que no início dos anos noventa do século passado declarou sua independência da Moldávia.
Segundo relata a Interfax, esta declaração foi feita na coletiva de imprensa conjunta com o seu homólogo romeno Klaus Iohannis.
Segundo as palavras do presidente ucraniano, ele já chegou a um acordo com o lado romeno sobre a coordenação de ações quanto à Transnístria – “para contribuir para a descongelação deste conflito, para ajudar a Moldávia independente e soberana a restabelecer sua integridade territorial e reintegrar a região transnistriana”.
Não se especificam os meios como a Ucrânia e Romênia alcançarão este objetivo. 
Geograficamente, a Transnístria fica situada entre a Ucrânia e a Moldávia.
Lavrov destaca necessidade de acabar com bloqueio ao Leste da Ucrânia
Na altura, o conflito armado entre independentistas transnistrianos e o exército moldavo foi parado com a ajuda de contingentes russos. A República Transnistriana conseguiu manter a independência da Moldávia mas não recebeu reconhecimento internacional. 
Na zona do conflito congelado têm forças de paz, inclusive militares moldavos, russos e transnistrianos. Os políticos moldavos apelaram repetidamente para a retirada das tropas russas, considerando sua presença como ocupação mas Rússia e Transnístria negaram estas acusações frisando que militares russos são garantes da paz nesta região.
Assim, parece que, se a Ucrânia quiser descongelar o conflito transnistriano para ajudar a Moldávia a restabelecer o controle sobre este território, terá que enfrentar os militares russos do contingente de paz. Tomando em conta o conflito com as milícias independentistas em Donbass no leste da Ucrânia, que somente agora começa a ser regularizado, a decisão de Kiev de envolver-se no conflito transnistriano seria uma ideia puramente precipitada. 

Jatos da OTAN interceptaram bombardeiros russos com Putin escalando para jogos mortais de gato e rato

Aviões de guerra da OTAN foram acionados para escoltar 11 aviões militares russos em uma tensa tarde da noite em mais um drama de segurança  ao estilo da Guerra Fria  sobre o Mar Báltico.

Jet Força Aérea Italiana Typhoon
 
Typhoon blows in:  aviões de combate da Força Aérea Italiana acionados  para ver in off  a ameaça de Putin
 

Os aviões russos estavam voando com seus transponders in off perto de países da UE  como Lituânia e Letónia em torno de 11:30, foi relatado.
Um porta-voz do Ministério da Defesa lituano disse: "caças-jatos da OTAN foram mexidos para identificar a aeronave.

"Eles identificaram dois aviões de transporte An-26, um avião  An-12 de transporte e um grupo adicional de oito aeronaves, incluindo caças-jatos Su-27 e Su-34 .
Os aviões russos tiveram seus transponders desligados, não tinha fornecido os planos de voo, e recusou-se a estabelecer contato", disse um relatório do Baltic News Service.
  Entende-se os aviões estavam a caminho sobre o Mar Báltico do resto da Rússia para a região enclave do país de Kaliningrado, no Báltico.

Caças Typhoon italianos que servem na missão de policiamento aéreo da OTAN dos países bálticos foram acionados  da base aérea de Siauliai em Lithuiania.
  Um relatório em Riga disse que os aviões de guerra russos "foram detectados perto das águas territoriais da Letónia", o mais recente incidente em ascensão incursões militares próximas aos membros da UE.
A missão de policiamento visa reforçar as defesas da OTAN na Estónia, Letónia e Lituânia, todos os estados anteriormente soviéticos após ser ocupada pelas forças de Stalin durante a Segunda Guerra Mundial.
Os aviões russos não tinham planos de voo e recusam-se a estabelecer contato
O Ministério da Defesa da Lituânia
Grã-Bretanha, também, está ficando tonta pelas ações da força aérea russa nos últimos meses a mais do que em qualquer momento desde a Guerra Fria.
O incidente  tarde da noite veio em uma semana, quando Vladimir Putin - reaparecendo depois de uma ausência misteriosa 10 dias - ordenou vários jogos de guerra intensos para as forças armadas russas.

Isso inclui o estacionamento durante os exercícios de sistemas de mísseis Iskander em Kaliningrado e implantando Tupolev-22 M3 e mísseis portadores estratégicos na Crimeia, que ele aproveitou da Ucrânia há um ano. Frota do Norte da Rusisa foram postas em alerta de combate nesta semana, em um exercício que envolve 38 mil soldados, 41 navios, 15 submarinos e 110 aviões

UND2
Via: http://noticia-final.blogspot.com.br/2015/03/jatos-da-otan-interceptaram.html

“Vamos ter no BNDES um ESCÂNDALO de corrupção ainda MAIOR DO QUE O DA PETROBRAS.”

O procurador mais temido de Goiás diz que o banco do governo será foco de rombos ainda maiores e desabafa: “Não estamos dando conta de defender a República dos ratos que estão corroendo suas estruturas” helio telho (27)
Foto: Renan Accioly/Jornal Opção

É raro achar um político que goste de Helio Telho Corrêa Filho. Eles têm razão de não ter muita afeição pelo procurador da República: além de já passado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) deixando estragos em várias candidaturas com gastos suspeitos nas eleições de 2004 e 2006, ele não costuma “alisar” com a classe. O fato agravante é que ele usa as redes sociais para dizer o que pensa — e geralmente o que ele pensa é o antônimo do que um questionável ocupante de cargo público consideraria um elogio.

Dessa forma, ele consegue a antipatia de partidários de todas as correntes. Ser tido por tanta gente diversa como “persona non grata” não parece lhe incomodar. Pelo contrário: mostra que o alcance de seu rigor com a coisa pública é imparcial e acaba “doendo” em todos. Ao mesmo tempo em que mostra a vigilância necessária aos fatos sombrios demonstrada nas redes sociais, ele tem também um lado reservado: prefere não falar sobre questões pessoais. “Minha vida particular é muito pouco interessante”, desconversa, embora ele mesmo diga que quem o quer destratar o acusa de gostar de aparecer.

Ao receber o Jornal Opção em sua sala, Helio Telho fez questão de puxar alguns temas por conta própria — embora já estivessem também na pauta. O principal alvo foi a necessidade de uma reforma político-eleitoral adequada. “Hoje as lideranças políticas, sociais e religiosas, em sua maioria, vendem o apoio. Há até mesmo uma tabela. E a cada eleição isso está mais caro”, resume.

O escândalo da Petrobrás ganha outro nome pela boca do procurador: “petropina”, uma junção dos termos “petróleo” e “propina”. “A ‘Veja’ foi de uma criatividade sem tamanho usando o termo ‘petrolão’. O que há é a ‘petropina’, a Petrobrás estava prospectando petróleo com propina.” Mas o pior ainda está por vir, diz ele. “Nós ainda vamos ver o maior escândalo de corrupção. E será no BNDES. Se na Petrobrás havia o TCU [Tribunal de Contas da União] investigando e denunciando fraudes, do BNDES nós não temos nada, não sabemos nada”, alerta Helio Telho, que estabelece até um prazo máximo para os novos podres virem à tona: dois anos.
Cezar Santos — Como o sr. analisa o fato de a presidente Dilma Rousseff dizer que a investigação do petróleo — ou “petropina”, como o sr. prefere —, só está acontecendo porque ela mandou?


“A Dilma não mandou investigar coisa nenhuma”
Acho que é uma forma de propaganda por parte dela. Para começar, não foi Dilma quem mandou investigar. Quem está conduzindo essa investigação é o Ministério Público, em parceria com a Polícia Federal. E ela não manda no Ministério Público, que tem independência, autonomia e investiga se a presidente quiser ou não. A decisão de investigar um crime não é da esfera de atribuição dela. É como se eu, na torcida, dizer que o jogador errou o pênalti porque eu mandei. Pode até ser meu desejo, mas isso independe de mim. Ou seja, é propaganda. A Polícia Federal está sob o comando da presidente — e deve estar mesmo —, mas quem está conduzindo essa investigação é o Ministério Público. A polícia está dando o apoio, e não poderia ser diferente, porque o Ministério Público está cumprindo ordens do juiz; logo, a polícia tem de fazer, em cumprimento de seu papel legal.

É possível dizer que, no passado, esse tipo de investigação não chegaria aonde hoje está chegando. Hoje, temos alguns instrumentos legais que não tínhamos antes. O País desenvolveu muito seu papel de investigação criminal, de troca de informações entre órgãos que têm atribuição de investigação, seja criminal ou não, como a CGU, TCU, Ministério Público, a polícia, o Coaf [Conselho de Con­tro­le de Atividades Financeiras]. E temos leis, que foram promulgadas recentemente por exigência internacional — como a nova lei de lavagem de dinheiro, que entrou em vigor em 2012, e a nova lei de organizações criminosas, que entrou em vigor no ano passado. Essas leis estão sendo usadas em larga escala na Operação Lava Jato. Se não tivéssemos essas leis, não chegaríamos aonde os colegas estão chegando.

Se Dilma teve um mérito nessas leis, foi o de apenas as sancionar. Ela poderia tê-las vetado. Ocorre que o Brasil participa de organismos internacionais, como a Organi­zação Mundial do Co­mércio (OMC), a ONU [Orga­ni­za­ção das Nações Unidas], organizações mundiais de combate à corrupção, que recomendam a adoção de medidas como essas, de forma homogênea, no mundo inteiro. E avaliam o Brasil se está cumprindo essas metas. Dão nota, informando se o País foi aprovado ou não. E essas orientações passam pela estratégia nacional de combate à corrupção e lavagem de dinheiro — que é formada por mais de 60 órgãos e entidades privadas e públicas, que analisam e formulam as propostas de alteração legislativa. Isso vai para o Congresso Nacional, que debate o tema e enxerga que, se não forem aprovadas essas medidas, o Brasil corre risco de retaliação. A propósito, corremos o risco de sofrer retaliação internacional por não ter aprovado uma lei que criminaliza o terrorismo e seu financiamento. Isso está sendo avaliado agora e pode jogar a nota do Brasil lá para baixo. Estamos evoluindo, essa é uma fase. Preci­sa­mos evoluir mais, principalmente na questão do processo criminal, do processo de improbidade, porque isso tem de ter um fim. As pessoas condenadas precisam cumprir a pena, senão teremos escândalos cada vez maiores. E já precisamos arrumar um nome para o escândalo do BNDES, quando ele aparecer, senão a “Veja” vai usar a criatividade zero dela antes novamente, para batizá-lo. (risos)


Elder Dias — E há uma previsão de quando isso possa ocorrer?

Não, não há. O sistema não tem um calendário fixo. Vai depender da pauta do tribunal que vai julgar o recurso. Imaginemos que o tribunal diminua ou aumente a pena — nós, do Ministério Público, achamos que a pena dele de 39 anos de cadeia foi pequena, então há recurso para aumentá-la. E depois desse julgamento ainda haverá recursos. Uma infinidade de recursos, enquanto um ministro ou desembargador não constatar que está havendo um abuso de recursos — o que não é nem o caso dele ainda, já que é o primeiro recurso contra as condenações, um direito que todo mundo tem de ter. Se derem a ele mil recursos, ele vai usar os mil recursos, porque a outra opção é ele cumprir 39 anos de cadeia. O problema não é seu advogado recorrer: o problema é o sistema dar a ele mil recursos, isso não pode. Tem de lhe dar esse direito, mas não nessa quantidade.

O recurso tem de ser um instrumento suficiente para que a situação da pessoa condenada seja reavaliada ou confirmada. Afinal, 39 anos de cadeia não são 39 dias, é a metade de uma vida. A sociedade precisa ter a segurança de que essa condenação é uma condenação correta. Para isso existe o recurso, para que o processo seja avaliado por outros magistrados, que estão em um tribunal, portanto mais experientes do que os que estão na instância de primeiro grau. Então, outros analisarão e verificar se está pouco ou muito ou é a pena ideal.

Reafirmando, então, o problema não é esse, mas ter essa infinidade de recursos. Veja o caso de Luiz Estevão [senador cassado e recentemente com recurso negado pelo STF contra condenação por falsificação de documentos relativos à construção do prédio do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo]. Perderam a conta dos recursos que ele interpôs. Até que ele tentou um último recurso, o qual, se o ministro do STF Dias Toffoli não tivesse obstado e dito que ali havia um abuso de recursos, mais um dia e o caso seria de prescrição. O ministro devolveu o processo e expediu o mandado de prisão. Ou seja, o próprio representante do STF percebeu que estava havendo abuso. Voltando à questão da Constituição de 88, as garantias são demais — o direito do contraditório, o direito à ampla defesa, o direito de acesso à Justiça — o juiz, vendo que tem de cumprir todos esses princípios, fica com séria dificuldade de dizer que está havendo abuso. E então vai permitindo, até chegar ao ponto de alguém dizer que, se permitir mais um recurso, não vai ter mais jeito, porque o processo vai prescrever.

Não defendo acabar com os recursos, claro, mas eles não podem ser infinitos. O STF agora está julgando uma questão agora que é o absurdo dos absurdos. Ocorre o seguinte: o réu foi condenado e o Ministério Público viu a sentença, achou que estava bom e não recorreu. Então, o processo transitou em julgado para a acusação. O réu foi condenado a quatro anos e o crime prescreve em oito. O réu vai recorrendo e os anos vão passando. O MPF quer a execução da pena, mas não pode, porque não transitou em julgado para a defesa, que, claro, vai recorrer até se completarem os oito anos para prescrever o crime. Nossa tese é a seguinte: como o recurso é da defesa e o Ministério Público não recorreu — porque se deu por satisfeito com a pena e quer executá-la, mas não pode —, então a prescrição não pode continuar avançando. Enquanto houver recurso apenas da defesa, o que impede a acusação de executar a pena, essa pena não pode prescrever, senão se dará ao advogado de defesa o poder de escolher se seu cliente poderá ser preso ou não. Ora, se for assim o advogado já decidiu: o cliente não vai cumprir pena. E uma coisa tão óbvia está sendo discutida no STF, porque tem gente que acha que a defesa tem direito de recorrer enquanto também corre a prescrição.

No BNDES vai estourar mais um grande escândalo. O Ministério Público Federal está exigindo acesso a informações sobre empréstimos do BNDES. o TCU quer que o banco encaminhe ao órgão os processos de concessão da JBS-Friboi
[Imagem: mesa-geral.jpg]
"No BNDES vai estourar mais um grande escândalo. O Ministério Público Federal está exigindo acesso a informações sobre empréstimos do BNDES. O TCU quer que o banco encaminhe ao órgão os processos de concessão da JBS-Friboi"

Elder Dias — O sr. acha mesmo que esse escândalo realmente vai aparecer? É uma bomba-relógio, questão de tempo?
Sim. Nos próximos dois anos, talvez até antes. Digo isso porque já existem ações do Ministério Público Federal exigindo acesso a essas informações. Algumas dessas ações já foram julgadas em primeiro grau e nós ganhamos. A Justiça Federal, em Brasília, mandou o BNDES colocar tudo na internet. Houve um recurso interposto e essa decisão não pode ser executada enquanto esse recurso não for julgado. Teve também uma determinação do TCU para que o BNDES encaminhe ao órgão os processos de concessão da JBS-Friboi, mas o BNDES disse não. Agora, o TCU ameaça multar o presidente do BNDES [Luciano Coutinho] se não houver o encaminhamento. Para não ser multado, ele terá de ir ao Supremo Tribunal Federal pedir salvaguarda contra a ação do TCU. Então, o STF vai decidir se o TCU deve ou não ter acesso a isso. O STF provavelmente decidirá que deve ter, porque é dinheiro público e a Corte tem reiteradas decisões no sentido de que não há sigilo bancário quando se trata de dinheiro público. Aplicando essa jurisprudência, quando o TCU perceber o que há ali, a bomba vai estourar.
(...) Editado apenas trecho da entrevista, por ser muito longa 
Fonte: http://www.jornalopcao.com.br/entrevista...des-23280/
 Publicado em: http://forum.antinovaordemmundial.com/
Via: http://ensinamentos-das-pleiades.blogspot.com.br/2015/03/vamos-ter-no-bndes-um-escandalo-de.html
NÃO DEIXE DE CLICAR NOS ANÚNCIOS DESTE, VOCÊ ESTARA AJUDANDO A PERMANENCIA DO MESMO. OBRIGADO

POSTAGENS MAIS VISITADAS

Disso Você Sabia ? no Facebook