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sábado, 14 de fevereiro de 2015

Rússia realiza sub treinos nucleares sob Polo Norte

Como o gelo derrete, as nações e militares estão de olho no Ártico, na esperança de que eles possam reivindicar seus recursos.
on.aol.com
Rússia não é apenas a intensificar a sua presença militar na Ucrânia, a superpotência apenas realizado exercícios navais com seus submarinos nucleares sob o Pólo Norte . Se preparando para 3ª Guerra Mundial  , que é o que muitos temem, o que poderia ser o ponto? Mas, em vez de se preparar para uma terceira guerra mundial, as autoridades russas dizem que as manobras foram realizadas para reforçar a sua posição no que diz respeita ao Ártico , agora altamente valorizado por muitos especialistas que dizem haver  recursos na região que detém uma imensa riqueza das jazidas de petróleo e gás.
Business Insider informou (via Yahoo News) 09 de fevereiro que as unidades nucleares russas realizado exercícios nas águas internacionais sob o Pólo Norte no fim de semana  em fevereiro. E embora eles podem ter sido realizados sem o conhecimento do mundo, as autoridades russas não tinha nenhum problema de anunciar que suas forças navais tinha sido até sob a calota polar setentrional uma vez que os exercícios estavam completos.
Autoridades ocidentais acreditam que as manobras foram uma resposta ao reforço da OTAN de suas forças ao longo das fronteiras da Rússia na Europa Oriental. Mas as autoridades militares russas dizem o contrário.
"Em particular, focada em risco e detecção de ameaças, mas também sobre o lançamento de mísseis e as manobras de navegação, reconhecimento de gelo, submergindo e emergindo de gelo, usando torpedos para minar gelo e muitas outras questões", Vadim Serga, capitão do Norte Frota da Rússia, foi citado em uma tradução fornecida por Newsweek .
Mas enquanto alguns estão preocupados com o aumento das tensões e movimentos que poderiam muito bem fornecer o ramp-up da 3ª Guerra Mundial, as reivindicações da Rússia para o Ártico são posicionamentos que falam em direção a uma abordagem de longo prazo. A nação economicamente estagnada tornou-se cada vez mais controversa sobre o Ártico, fazendo seus pedidos, juntamente com várias outras nações para o fundo do mar Ártico.Especialistas geológicas em os EUA estima que mais de 15 por cento do óleo restante da Terra, 30 por cento de seu gás natural, e 20 por cento de seu gás natural liquefeito são armazenados em reservatórios abaixo do fundo do mar no Ártico.
A Rússia também está financiando a construção principal em toda a região do Ártico, incluindo dez estações do Ártico de busca e salvamento, 16 portos de águas profundas, 13 campos de pouso, e dez estações de radar de defesa aérea ao longo da costa do Ártico extensa do país. A Rússia também planeja construir uma base de reconhecimento zangão militar apenas 420 milhas de distância do Alaska, tendo construção já iniciada de uma base militar Arctica das operações de 30 quilômetros de distância da fronteira da Finlândia.
Notícias dos exercícios dos submarino nucleares russos vem poucos dias depois de caças Typhoon britânicos escoltado dois bombardeiros russos de longo que voavam com seus  transponders desligados assustadoramente perto de o espaço aéreo britânico. Segundo a BBC News , o Foreign Office britânico admitiu que os bombardeiros nunca realmente entrou no espaço aéreo do Reino Unido, eles representavam "parte de um padrão crescente de operações fora de área" pela Rússia.
A Rede de Liderança Europeia, um think tank com sede em Londres, divulgou um relatório em novembro, onde revelou que a NATO tinha admitido que seus caças haviam feito mais de 100 interceptações  com aviões militares russos a partir de Outubro de 2014, que refletiu um aumento de três vezes comparado a  2013. O relatório concluiu que tal  escalada em encontros aumentou o potencial de confrontos que poderia facilmente sair do controle , levando a um possível conflito militar.
EXAMINER
Via: http://noticia-final.blogspot.com.br/2015/02/russia-realiza-sub-treinos-nucleares.html

Marco Antonio Villa - Brasil não aguenta mais quatro anos de Dilma


Cientistas criam lentes de contato com 'efeito de binóculo'

As lentes são um pouco mais grossas do que as comuns e possuem um pequeno 'telescópio' (Divulgação/VEJA.com)

Voltada para pessoas que sofrem de degeneração macular relacionada à idade, as lentes podem aumentar uma imagem em quase três vezes

Cientistas americanos e suíços criaram uma lente de contato capaz de ampliar objetos num piscar de olhos — literalmente. O objetivo do acessório, além de corrigir problemas de visão como fazem as lentes comuns, é ajudar pessoas com problemas oftalmológicos mais sérios. 

Testada por cinco pessoas, as lentes são um pouco mais grossas do que as comuns e possuem um pequeno “telescópio” que funciona como se o usuário olhasse através de um binóculo. Para ativá-la, é preciso utilizar óculos especiais e piscar o olho direito. Para voltar ao normal, basta piscar o esquerdo.

A tecnologia é especialmente útil para pessoas com degeneração macular relacionada à idade (DMRI), uma condição que causa um ponto cego no centro do campo de visão. A lente é capaz de aumentar os objetos em 2,8 vezes, o suficiente para que as pessoas consigam ler textos e reconhecer rostos.

A pesquisa para a criação da lente, realizada na École Polytechnique Fédérale de Lausanne (EPFL), na Suíça, é financiada pelo Pentágono, a sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, com o objetivo de ajudar soldados.

O trabalho foi apresentado na conferência anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, que ocorre na Califórnia até o dia 16 de fevereiro. Mais etapas serão necessárias antes que as lentes estejam disponíveis para o público.



FONTE: REVISTA VEJA
Via: http://ufos-wilson.blogspot.com.br/2015/02/cientistas-criam-lentes-de-contato-com.html

Rússia realiza manobra sem precedentes de suas forças nucleares.

Cerca de 9.000 militares e 1.000 peças de armas fazem parte de exercícios militares que começaram as tropas de mísseis de designação estratégica da Rússia.
A tropa de mísseis de designação estratégica que formam parte das forças nucleares da Rússia começaram manobras de grande escala em doze regiões do país, informa RIA Novosti, citando um comunicado do Ministério da Defesa russo.
Em exercícios militares, que começaram em 12 de fevereiro, as tropas de mais de 30 regimentos de mísseis estratégicos foram envolvidas. A principal tarefa das forças que realizam as manobras é a resposta rápida ao ataque de um inimigo em potencial.
Estima-se que 9.000 militares e 1.000 peças de armamento participaram nos exercícios, nos quais os mísseis intercontinental Topol-M e Yars ICBMs foram utilizados. 
Fonte:
Via: http://www.somerice.com/2015/02/russia-realiza-manobra-sem-precedentes.html

Ucrânia: “O acordo inútil que todos tanto queriam”

Devo dizer que estou simultaneamente assustado e às gargalhadas com a reação totalmente descabida de muitos comentaristas ao que se pode chamar de Acordo “Minsk-2” [ing. “Mink-2 Agreement” (M2A)]. Aparentemente todos esqueceram todos os instrumentos de análise e agora se armam de declarações hiperbólicas, vociferantes, mas vazias. Lendo alguns dos comentários registrados nesse blog, pode-se perdoar qualquer um que pense que, sabe-se lá como, a guerra na Ucrânia acabou e o Império Anglo-Sionista, ajudado por Putin, Surkov e um exército de anônimos, mas sinistros oligarcas gregos, acaba de infligir golpe terrível, mortal, contra o sonho novorrusso.
Mas... o que está acontecendo por aqui? Enlouqueceram todos?
O que está acontecendo explica-se, pelo menos em parte, porque se pode ler qualquer coisa, e também o contrário, nesse acordo (voltarei a isso, adiante) e também porque a imprensa-empresa ocidental existe para apresentar todos e quaisquer acordos como triunfo da potência, da diplomacia e das sanções do “ocidente”. Não passa de total, completo nonsense, é claro, mas é o que encontra quem se exponha à imprensa-empresa. Assim sendo, deixemos de lado as “declarações” e usemos o cérebro para realmente *pensar*.
Primeiro, devo relembrar aos presentes que a Junta golpista na Ucrânia até hoje rompeu todos os acordos que assinou. Todos, sem faltar um. E não há absolutamente motivo algum para acreditar que dessa vez será diferente.
Segundo, Poroshenko pode prometer o que bem entenda, mas o verdadeiro poder na “Ucrânia independente” é Tio Sam & a gangue de “Maidanitas” que Tio Sam sustenta.
Terceiro, por que, diabos, alguém imagina que Merkel e Hollande sentiram de repente uma poderosa pulsão para “coçar aquela coceira diplomática” lá deles, e decidiram intervir? Teria a aquela pulsão repentina algo a ver com um local chamado Debaltsevo? Se sim, o que dispõe o Acordo Minsk-2 sobre Debaltsevo? Acertou quem disse *NADA*.
Quarto, o acordo sequer foi assinado por Poroshenko. Quem assinou foi Kuchma, pela Ucrânia.
Quinto, releiam o item abaixo (11)acordo
(11) Restaurar o total controle pelo governo ucraniano sobre a fronteira do país em toda a zona de conflito, que tem de começar no primeiro dia depois da eleição local e terminar depois da plena regulação política (eleições políticas particularmente nos Oblasts de Donetsk e Luhansk baseadas na lei da Ucrânia e reforma Constitucional) ao final de 2015, como condição para o cumprimento do item 11 – em consultas e de acordo com representantes nos Oblasts de Donetsk e Lugansk, no quadro do Grupo de Contato Trilateral.
Putin, Hollande, Merkel e Porô; lunch em Minsk
Estão vendo o que eu vejo? Esqueçam que a fronteira só voltará ao controle de Kiev depois de “algo” acontecer. Concentrem-se no “algo” propriamente dito: além de eleições... uma reforma constitucional em consultas e de acordo com líderes novorrussos! Alguém aí acredita seriamente que o Parlamento Ucraniano participará em coisa alguma que se pareça, mesmo de longe, com o que aí se lê? Liashko? Farion? Tsiagnibok e Iarosh, todos trabalhando unidos com os “morenos subumanos” do Donbass, para mudar a Constituição da Ucrânia? Nunca acontecerá!
Até aqui, em resumo, já temos que o Acordo Minsk-2
 foi assinado por alguém sem autoridade;
 em nome de uma Junta golpista que não tem poder algum;
 nada diz sobre a principal razão que levou ao encontro em Minsk; e
 contém “disposições” claramente impossíveis.
O que mais, então, contém o texto brilhantíssimo? Na verdade há uma pequena seção do documento que contém um elemento realista: o cessar-fogo seguido da retirada das armas pesadas. Aí está. É o que se aproveita. O resto é completo nonsense. Vejam, item a item:
#(5): eleições locais organizadas pela Junta e novorrussos juntos. Nonsense.
#(5): eleições, se tudo isso aí acontecer antes. Dado que nada disso jamais acontecerá, nunca haverá eleição alguma.
#(7): perdões e anistias. Anistia geral para todos os crimes de guerra (incluindo o ataque contra o avião malaio MH-17 e o “churrasco” de Odessa). Repugnante.
#(8): troca de “todos por todos”. Problema, só, que muitos prisioneiros foram mortos nas mãos da Junta, há muito tempo.
#(9): assistência humanitária. Item oco: a ajuda já está chegando.
#(10): pagamento de pensões: a Junta não tem dinheiro. Nunca acontecerá.
#(12): retirada de todas as forças estrangeiras. Nonsense: as forças dos países da OTAN que lá estão lá continuarão; os que não estão (cerca de 9 mil soldados russos) não podem “sair”, porque, para começar, nunca lá entraram.
#(13): reforma Constitucional. Nunca acontecerá.
#(13): reforma Constitucional incluindo a criação de unidades de Milícia Popular. \o/ \o/ [rindo muito!] – Aparentemente, esse será o novo nome das Forças Armadas da Novorrússia
#(13): Criação de “grupos de trabalho”. ‘Tá bom. Certo. Vão sonhando.
Ukies (azul) cercados por novorrussos (vermelho) em Debaltsevo
(clique na imagem para aumentar)
Fato é que o mais interessante sobre Minsk-2 não é o que ele diz, mas o que NÃO diz:
 nem uma palavra sobre Debaltsevo;
 nem uma palavra sobre a junta realmente sentar, algum dia, para negociar com as autoridades novorrussas;
 nem uma palavra sobre o futuro status da Ucrânia;
 nem uma palavra sobre a economia da Ucrânia (que continua em queda livre);
 nem uma palavra sobre forças de paz (indispensáveis para que qualquer cessar-fogo seja efetivo);
 nem uma palavra sobre o fato de que os novorrussos não são “terroristas”, mas combatentes que lutam pela independência nacional. Poroshenko nunca falou diretamente com eles.
É possível que essas questões tenham sido de fato discutidas, mas essa parte das discussões não será divulgada para o grande público. Deve haver cláusulas secretas no Acordo Minsk-2.
Contudo, é perfeitamente provável, também que essas questões tenham sido discutidas, sem que se chegasse a qualquer tipo de acordo; por isso, foram deixadas de lado, sem que se fale delas.
Mas se nada de realmente importante foi decidido, por que tantos participaram tão ‘publicamente’ desse exercício? Fácil: porque todos os presentes arrancaram alguma coisinha desse acordo (assumindo-se que o que apareceu no Acordo Minsk-2 seja realmente implementado):
1) Os novorrussos:
 uma pausa nos ataques de terroristas da Junta, contra cidades novorrussas;
 o reconhecimento da linha de contato;
 garantia de que o Voentorg permanece aberto (controle da fronteira);
 tempo para mobilizar e treinar seus planejados 100 mil combatentes extras;
 o reconhecimento por todas as partes (inclusive pelos europeus), de que merecem status especial.
 Poroshenko:
 apoio visível e simbólico a líderes mundiais;
 suspensão no avanço das tropas novorrussas;
 uma vaga esperança de que as forças da Junta, sitiadas em Debaltsevo, serão autorizadas a escapar de lá;
 dinheiro do FMI (nem perto de suficiente, mas melhor que nada).
3) Merkel e Hollande:
 a ilusão de que haveria política externa relevante, na União Europeia;
 a esperança (que provavelmente dará em nada) de conseguir deter os norte-americanos pirados;
 a esperança de aplacar a guerra econômica com a Rússia (Mistrals?)
 Putin:
 o direito de controlar a fronteira, até que se façam reformas constitucionais, quer dizer, ad aeternum
 o reconhecimento de que, sem ele, nenhuma solução pode ser encontrada; 
c) esperança de algum suavizamento nas sanções.
Petro Poroshenko "pensa" que governa...
Todos obtiveram o que queriam e saíram de lá com um sorriso nos lábios. Bom para eles, mas nada disso muda coisa alguma na direção de resolver o conflito ou implica sequer o começo de alguma solução.
A realidade é que nada aconteceu em Minsk, nada, pelo menos, que tivesse qualquer importância. Os novorrussos venceram a mais recente batalha (outra vez), e podem sair de lá numa posição de força; e conseguiram que a Junta prometesse suspender o bombardeamento ensandecido. E dado que Debaltsevo sequer foi mencionada, parece-me que as forças da Junta que estão sitiadas naquela região serão autorizadas a sair de lá com o rabo entre as pernas, deixando para trás todas as armas. Significa que o caldeirão de Debaltsevo será controlado pela Novorrússia.
Putin obteve reconhecimento político e a esperança, pelo menos, de que não virão novas sanções (lembrem que, depois de Minsk-1, a União Europeia imediatamente impôs novas sanções contra a Rússia). Os europeus também arrancaram seu bocadinho, sobretudo melhoria no campo das Relações Públicas. O grande perdedor, definitivamente, é Poroshenko que, agora, tem a missão impossível de “vender” o acordo Minsk-2 a um Parlamento totalmente ensandecido (o qual, por falar dele, está atualmente apreciando um projeto de lei apresentado pelo partido de Poroshenko, que converte em crime qualquer desmentido da “agressão russa” contra a Ucrânia).
Conclusão:
Como num jogo de xadrez, o tempo é fator crítico. O acordo Minsk-2 deu a todos um pouco de tempo, mas o conflito voltará, e a única coisa que porá fim a esse conflito será o duplo colapso, da economia e das forças armadas da Ucrânia – que, me parece, acontecerá nesse verão. Até lá, o conflito permanecerá mais ou menos “congelado”, e só acreditarei que a Junta retirou seus armamentos pesados se/quando eu vir a coisa acontecer. Além do quê, lembrem, se pode combater muito bem com tanques, morteiros e infantaria.
O Banderastão nazista e a Novorrússia são projetos civilizacionais completamente diferentes, que não podem e jamais conviverão sob um mesmo teto. Sim, por razões táticas, pode ser necessário fingir que seja possível, mas a realidade é que não é e jamais será. O único modo de manter a Novorrússia dentro da Ucrânia é desnazificar a Ucrânia. E até que seja desnazificada, a Novorrússia não voltará a ser parte da Ucrânia.
Nazis do Banderastão (Ukies) desfilam em Kiev
Esse é fato muito duro, que ninguém no ocidente está disposto a aceitar. Em Kiev, eles entendem perfeitamente que é assim, mas a “solução” deles é esvaziar a Novorrússia, com “limpeza étnica” de todos os novorrussos, para entregar esse muito necessário Lebensraum à Raça Superior do oeste da Ucrânia. E, isso, a Rússia nunca admitirá que aconteça. Assim, só restam dois resultados possíveis: a União Europeia cede, e a Ucrânia é desnazificada; ou os EUA iniciam guerra total contra a Rússia, em tentativa alucinada para impedir que se confirme o outro resultado.
Mais duas coisas que quero mencionar aqui:
Em termos puramente militares, a retirada de armamento pesado é vantagem integral para a Novorrússia. Não esqueçam que Kiev usou esses sistemas para tentar aterrorizar a população de novorrussos, e os novorrussos usavam a própria artilharia para tentar desarmar a artilharia da Junta. Os novorrussos não poderiam nunca usar a própria artilharia para atacar, porque estão lutando para libertar o próprio país e não querem assassinar os próprios civis.
Assim sendo, em outras palavras, se os dois lados realmente retirarem seus armamentos pesados, a Junta golpista perderá uma capacidade crucial; e os novorrussos perderão uma capacidade praticamente sem qualquer serventia.
Resposta curta à turma do “Putin entregou o jogo”: pessoal, tenho ignorado até aqui a repetição hipnotizada de vocês, que só fazem repetir slogans de “Putin afinou”, “Putin apunhalou a Novorrússia pelas costas” etc.. Um fato é incontestável: ninguém aí jamais encontrou um dado, uma evidência, um argumento, um, que fosse, baseado em pensamento racional, lógico, e análise coerente, que comprovasse o que vocês pensam que sabem. Repetir mantras é ótimo para os yoguis, mas, cá no meu blog, não faz vocês parecerem nem um pouco mais espertos. Deixo que postem as bobagens de vocês aqui, porque “por que não?”, mas, por favor, não tomem minha atitude como sinal de qualquer respeito pelo nonsense que vocês cospem.
A principal razão pela qual não respondo e desmonto os “argumentos” de vocês é que o tempo, que nunca falha, acabará com vocês mais completa e irremissivelmente do que eu jamais conseguiria. E será mais duro de engolir, para vocês, se forem desmoralizados não por argumentos meus, mas por fatos em campo (como aconteceu com os que viviam a cacarejar que Putin traíra Assad e a Síria quando, como vocês diziam, “tirou-lhes a única arma de contenção contra as armas nucleares israelenses”).
Seja como for, se precisam manter ativado o mantra de hipnotizar que tanto apreciam, saibam que, aqui, o mantra só os faz parecer mais idiotas a cada dia. E, considerando que há por aí alguns blogs, embora menos, a cada dia, que “pensam” (digamos), como vocês, considerem a possibilidade de “comentar” naqueles blogs, não no meu. São blogs nos quais vocês serão aplaudidos de pé a qualquer slogan de repetição que repitam, sobretudo se vocês os enunciarem em tom muito-macho, absolutamente sem nuances, chapados. Por que vocês insistem em sofrer aqui, quando há esses “paraísos de consenso” por aí? Pensem, pelo menos, em mudarem-se para lá, OK? :-)
Por agora, é isso. Estarei na estrada amanhã até o fim do dia. Recebam esse postado como um “open thread” e um “até logo”, até sábado, se Deus quiser. Saudações.
The Saker 
PS:charge enviada por um amigo(coragem, pessoal, venceremos!)
Redecastorphoto
Via: http://noticia-final.blogspot.com.br/2015/02/ucrania-o-acordo-inutil-que-todos-tanto.html

Ministério Público investiga “máfia” do vazamento de água da Sabesp

Com este texto, inauguramos a série de reportagens sobre a verdadeira história da crise de falta de água em São Paulo. É o quarto projeto financiado pelos leitores do DCM através de crowdfunding no site Catarse. O repórter Pedro Zambarda de Araújo está apurando o caso. Fique ligado.
Uma denúncia é investigada no Ministério Público do Estado de São Paulo desde novembro de 2014. O autor é ex-funcionário da Sabesp na Unidade Norte e hoje atua como prestador de serviços de uma empresa ligada às terceirizadas de seu antigo emprego. “Esta é uma prática usual na empresa, de forma que os nomes de ex-funcionários não aparecem nos contratos”, diz o documento.
“Várias ações fraudulentas são praticadas em licitações de companhias de saneamento, como Dae, Saae, Sabesp e tais ações são de conhecimento geral de empresas e pessoas que atuam nesse mercado”. De acordo com o ex-funcionário, é inusitado como a polícia, a mídia e o ministério público não tiveram ciência de tais eventos, que ele define como uma formação de máfias de empresas marcadas nos setores de controle de perdas de água, esgoto, serviços de manutenção, métodos não destrutivos e equipamentos.
“As empresas que não compõem o grupo da máfia só ganham licitações onde não são exigidos profissionais nível 2 e 3, pois a certificação de nível 1 é a que coloca menos dificuldade. Mas considerando que o grupo direciona 90% das licitações com ajuda de superintendentes e do diretor Paulo Massato, que é amigo pessoal dos diretores dessas empresas, a certificação nível 1 não adianta para companhias iniciantes”, frisa a denúncia entregue ao ministério público.
Paulo Massato Yoshimoto foi o homem que admitiu em uma gravação vazada que a situação de abastecimento da capital paulista é de “agonia” se as chuvas de 2015 repetirem o clima seco de 2014. “Saiam de São Paulo porque aqui não vai ter água”, sugere numa reunião.
A denúncia anônima liga Massato a uma associação com integrantes de empresas que venceram 38 licitações dentro da Sabesp em pesquisa de vazamentos, um dos maiores problemas na queda do nível do Sistema Cantareira atualmente, com a diminuição da pressão hídrica que aumenta o desperdício de um recurso que está se tornando escasso.
O grupo, acusado no documento como uma máfia, uma formação de cartel de empresas selecionadas, chama-se Associação Brasileira de Ensaios Não Destrutivos (ABENDI).
O que há de errado dentro da associação?
A ABENDI se define, em seu site oficial, como “uma entidade técnico-científica, sem fins econômicos, de direito privado, fundada em 1979, com a finalidade de difundir as atividades de Ensaios Não Destrutivos (END) e Inspeção, preservando a vida das pessoas e o meio ambiente”. Na internet, não há informações de quem ocupa a diretoria e os principais cargos da associação.
O documento anônimo enviado ao ministério público aponta que nove membros da comissão da ABENDI são diretores de empresas vencedoras das licitações contra vazamentos da Sabesp. Da BBL Bureau Brasileiro temos Nicolau Sevciuc e Rodrigo Augusti, enquanto Carlos César Gurnier representa a Sanit Engenharia e Serviços. No arquivo estão também Carlos José Teixeira Berenhauser, da Enops Engenheria; Eduardo Augusto Ribeiro Bulhões Filho, da B&B Engenharia; João Augusto Sanches Alves, da Opertec Engenharia; Ramon Velloso de Oliveira, da Cobrape Companhia Brasileira de Projetos e Empreendimentos; Renato Gomes Dias, da Estudos Técnicos e Projetos ETEP; e, por fim, Rubem da Costa Júnior, da Restor Manutenção de Equipamentos Eletromecânicas.
A reportagem do DCM apurou na internet o currículo de cada um dos engenheiros. Todas as empresas listadas pelo documento foram vencedoras das licitações de pesquisas para vazamentos de águas da Sabesp, o que tiraria a independência da ABENDI como órgão regulador ou de inspeção.
No caso do escândalo da Petrobras, por exemplo, ela recebe auditoria da PricewaterhouseCoopers (PwC) e também é regulada pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). Nenhuma destas instituições possui membros com o nível de conflito de interesses que envolve a ABENDI e a Sabesp até o momento.
O MP cobrou explicações das oito empresas acusadas de possuírem conflitos de interesses dentro da ABENDI. Carlos Berenhauser, engenheiro da Enops e um dos acusados, respondeu que “participa como membro do comitê setorial de saneamento, mas isso não lhe confere nenhum poder de influência nos resultados das provas desenvolvidos pela entidade para qualificação de profissionais”.
Outras empresas disseram que não participam de nenhum conluio ou cartel, e reafirmaram que cumpriram os objetivos das licitações. Uma nona empresa, chamada Jobs Engenharia e Serviços, afirmou em documento que já foi recusada três vezes pela ABENDI e venceu apenas um dos pregões, defendendo a atuação da associação.
Se a empresa de um dos membros de sua comissão vence a licitação, existirão interesses econômicos em jogo maiores do que os critérios técnicos para lidar com a redução de perdas de água dentro da Sabesp. Esta irregularidade grave se conecta com um escândalo maior dentro da própria empresa de capital misto que é controlada pelo governo do estado de São Paulo.
Contratos de R$ 1,1 bilhão sob investigação
A Sabesp instaurou um Programa de Redução de Perdas da Sabesp, entre 2008 e 2012, sob o custo de R$ 1,1 bilhão em contratos. A atitude foi resultado de alertas desde 2003 que apontavam para uma estiagem forte na região sudeste e uma previsão catastrófica para 2010. A informação foi veiculada no jornal Folha de S.Paulo e não se concretizou naquele ano, mas está para acontecer em 2015.
Por este motivo, a empresa lançou este plano de manutenção de suas reservas hídricas e fez um investimento monetário em quatro anos. O problema é que o programa foi implementado financeiramente e a Sabesp continua a desperdiçar 36% de toda a água captada nos mananciais em seus canos. Parte das vegetações também foi devastada, o que aumentou os efeitos da maior estiagem na região sudeste brasileira dos últimos 45 anos.
Em 2013 foram perdidos 924,8 bilhões de litros, quantidade equivalente à capacidade máxima do sistema Cantareira, que atualmente está em 5% do seu volume morto. Para ter uma idéia, 623 bilhões de litros de água seriam suficientes para abastecer uma cidade com 685 mil habitantes, como Osasco, o sexto município mais populoso de São Paulo. As perdas de 2014 estão estimadas em uma quantidade maior, mas os dados não estão fechados.
A revista Carta Capital informou que o ministério público passou a investigar a Sabesp em maio de 2014, para verificar onde foi parar o investimento bilionário que deveria estancar perdas hídricas e aumentar a eficiência do serviço. A investigação segue até agora.
A empresa foi privatizada ao longo do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso e abriu capital em 2002 na bolsa de Nova York. Mesmo com a falta de água crescendo em São Paulo, a Sabesp é uma das maiores pagadoras de dividendos dos últimos seis anos, com rendimento em média de 4,9% ao ano em 2013. O sistema Cantareira é responsável por 73,2% da receita bruta operacional, o que revela uma total incapacidade da companhia em pagar bem os seus investidores privados e não retardar uma crise anunciada na sua maior reserva hídrica.
O encontro entre dois escândalos
O Ministério Público fez uma denúncia formal contra 25 pessoas acusadas de participação em fraudes de licitações no Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) da cidade de Sorocaba e em outros locais no Brasil, que não são abastecidos pela Sabesp. A operação foi batizada de Águas Claras, iniciada em 2012 e deu origem a um inquérito de 60 volumes entregue em janeiro de 2014.
A suposta fraude dentro da Saae ocorria na forma de pagamento de propinas entre as empresas, segundo a investigação. Uma empresa chamada Allsan teria coordenado os desvios com outras 29 desde 2007, resultando em outro rombo de R$ 1 bi. A Polícia Civil participou ativamente na apuração das denúncias.
As empresas citadas na Operação Águas Claras são sete que compõem a ABENDI: Enops, Sanit, Restor, BBL, Opertec, Cobrape e Etep. Na mesma investigação entram também OPH, Sanesi Engenharia, Ercon Engenharia e Enorsul Saneamento. Por fim, a empresa Job Engenharia, que se defendeu do Ministério Público em um documento, também consta na investigação de Sorocaba. Há gravações telefônicas registradas na investigação com acusados acertando a combinação de preços para vencer licitações.
Os escândalos da Saae e da Sabesp podem ter relação porque envolvem as mesmas empresas e outras companhias relacionadas à ABENDI, que deveria selecionar criteriosamente as companhias responsáveis pela contenção de perdas e tratamento das reservas hídricas. Os dois casos podem somar quantias bilionárias relacionadas com práticas de corrupção por dentro de empresas responsáveis pelo fornecimento de água e saneamento.
Dentro da Sabesp
O DCM entrou em contato com Renê dos Santos, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Sabesp. “Os funcionários pedem contratos que são estabelecidos com empreiteiras e a empresa não é transparente e não nos fornece. Há rumores que são ouvidos dentro da empresa de uma ‘indústria do vazamento’, mas nós, como trabalhadores, não temos acesso aos documentos que poderiam esclarecer sobre a real situação da companhia”, explicou.
“Os rumores de empresas ligadas a diretores da Sabesp existem desde antes da crise hídrica do sistema Cantareira. A falta da água aumentou a pressão em cima dessas denúncias. O que temos são algumas investigações do ministério público, sendo que uma delas envolveu até a equipe de comunicação da Sabesp. Não sei que fim levou isso”, disse o sindicalista. Para ele, a crise é uma oportunidade para tentar reformar a empresa.
O sindicato teme que a Sabesp passe por uma reestruturação forte após o período do Carnaval, o que pode acarretar muitas demissões e poucas contratações. “Essa seria uma ação muito prejudicial para lidar com a crise atual, quando a empresa mais precisa de pessoas para cuidar do abastecimento. Precisamos de mão-de-obra operacional, enquanto os grandões aposentados nunca são mexidos”, disse Renê Santos, que também mencionou atrasos de até 80 dias da companhia para explicar os locais em que falta água ao público por pura falta de transparência.
Renê Santos deu uma pista de quem pode estar fazendo denúncias anônimas ao ministério público e entregando empresas que supostamente participam de conluio e diretores que são complacentes com este tipo de crime. Ele relembrou o áudio de Dilma Pena que vazou em outubro de 2014 revelando que “ordens superiores” impediram a divulgação da situação real das reservas da Cantareira para não prejudicar a reeleição do governador Geraldo Alckmin.
“Essas denúncias anônimas são levantadas geralmente por ex-diretores da Sabesp que de alguma maneira foram desligados de seus cargos. O problema é esse, porque geralmente eles são poupados e têm acesso direto aos documentos. Nós, trabalhadores de baixo, não temos acesso a isso e a Sabesp não tem a abertura que uma empresa pública deveria ter”, completou.
Novas investigações
Em outra apuração separada, o ministério público também irá verificar o investimento de R$ 300 milhões feito pela Sabesp em obras emergenciais nas cotas do volume morto do sistema Cantareira, que secará com a baixa captação da água de chuvas.
Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi aberta na Câmara Municipal de São Paulo em agosto de 2014. O atual presidente da Sabesp e sucessor de Dilma Pena, Jerson Kelman, será convidado para depor sobre o caso.
Os investimentos da Sabesp em pesquisa de vazamentos e medidas emergenciais sem efeitos concretos podem ter gerado um desvio de até R$ 1,4 bilhão, valor que pode ter escoado entre as empresas envolvidas diretamente em todo processo. Se houver ligação entre o escândalo da empresa paulista e a Saae, investigada em Sorocaba, a corrupção pode ultrapassar R$ 2 bi.
Se as investigações apontarem novos fatos, o diretor metropolitano Paulo Massato pode ser convidado novamente para depor. Para verificar o real montante de desvios, a ABENDI e as empresas vencedoras de licitações na área de vazamentos de água precisam ser investigadas de maneira efetiva.
Gílson Sampaio / Diario do Centro do Mundo
Via: http://noticia-final.blogspot.com.br/2015/02/ministerio-publico-investiga-mafia-do.html
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