Siga este Blog

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Voo Kogalymavia 9268: a bomba israelo-saudita

Afinal o avião russo desintegrado no Sinai teve um acidente ou foi vítima dum atentado?

O voo Kogalymavia 9268 (KGL 9268/7K-9268) era operado pela companhia aérea russa Kogalymavia e que caiu no norte de Sinai no passado 31 de Outubro de 2015 às 04:13 UTC, após a decolagem do Aeroporto Internacional de Sharm el-Sheikh, tendo como destino o Aeroporto de Pulkovo. 

A aeronave, um Airbus A321-231, transportava 217 passageiros e sete tripulantes: todos a bordo eram turistas, 219 eram russos, quatro eram ucranianos, e um era bielorrusso. Não houve sobreviventes.

Em 16 de Novembro de 2001, enquanto era operada pela Middle East Airlines, a aeronave tinha sofrido um tailstrike (a extremidade traseira do meio atingiu a pista) no Cairo, depois foi reparado e voltou em serviço em 2002; isso nas primeiras horas após o último acidente, fez pensar a um colapso estrutural, devido a uma reparação inadequada. Todavia, nos dias seguintes emergiram novos detalhes e agora o cenário parece bem diferente.
A bomba saudita
Segundo a inteligência dos EUA, a destruição do avião russo foi provocada por uma bomba do ISIS, isso enquanto a Rússia não faz declarações acerca do assunto.

Mais interessante ainda é o artigo de Veterans Today, que merece particular atenção porque assinado pelos dois administradores do site, Gordon Duff e Jim W. Dean, com um colaborador em Damasco, Nahed o Husaini. Gordon Duff é um ex-oficial dos Marines, com bastante experiência em operações secretas, com comprovados contactos nos serviços de intelligence e fortes amizades nos serviços secretos da Síria e, provavelmente, moscovitas.

O artigo é muito explícito:
Uma fonte dos serviços russos acaba de confirmar que o governo não tornará públicas as suas primeiras descobertas sobre o A321 precipitado no Sinai. No entanto, a inteligência tem firmemente indicado a Arábia Saudita como responsável do ataque que matou 244 pessoas. Com a total cumplicidade dos serviços egípcios. A fonte disse: "Metade dos egípcios trabalham para Israel, a outra metade para a Arábia Saudita. O Egipto não tem um verdadeiro serviço secreto, tem apenas espiões estrangeiros assalariados".
Nem é possível esquecer o resultado das investigações no local: isso fornece pistas que mais uma vez indicam os sauditas, juntamente com outros serviços secretos, muitos sofisticados e para os quais a Península do Sinai é uma espécie de quintal. Não é difícil entender de quem estamos a falar, pois não?

A razão está contida no vídeo difundido alegadamente pelo ISIS poucas horas após o acidente:
O vídeo era acompanhado pela reivindicação da paternidade do atentado: segundo o ISIS, tinha sido o mesmo Estado Islâmico a abater o avião com um míssil. Isso representava um absurdo, pois o ISIS não dispõe da tecnologia suficiente para atingir um avião que voa a mais de 10.000 metros de altitude nos céus do Sinai, pelo que o vídeo foi liquidado como um falso.

E isso foi um erro. Porque analisando as imagens é possível perceber que o vídeo é real, no sentido que mostra a queda dum avião comercial em chamas após uma explosão: é mesmo o Kogalymavia 9268. Só que não foi atingido por um míssil, explodiu no ar. Obviamente, este facto tem importantes implicações. Significa que quem gravou as imagens (mais provavelmente um grupo de indivíduos) se encontrava na área onde transitava o voo russo, à espera do momento exato da explosão. A equipe que capturou o vídeo sabia com antecedência a hora e a zona onde o avião teria explodido.

Então as possibilidades duas:
  1. a bomba foi acionada remotamente
  2. a bomba foi colocada no aeroporto de Sharm el-Sheikh pronta para explodir uma vez o avião ter atingido uma determinada altitude (ou velocidade) ou com um timer; em ambos os casos, foi precisa uma equipa no aeroporto em contacto com a equipa de gravação para avisar de eventuais atrasos na partida.
Portanto, para explodir a bomba na mesma área da equipe de vídeo tem sido necessário um certo grau de sofisticação. Isso é confirmado também pela qualidade das imagens.
Arábia & C.
O alegado vídeo do ISIS quer para dar a impressão de ter sido realizado com um aparelho simples, como um smartphone. Mas é claro que nem os smartphonesmais caros podem capturar a explosão de um avião que voa a 10.000 metros de altitude. É preciso ter uma verdadeiras câmara, posicionada num tripé para utilizar o zoom.

Veterans Today tentou localizar o ponto onde pode ter sido posicionado o grupo da gravação. Para o efeito, tem obtido os dados do radar com base na velocidade, altitude e algoritmos de desaceleração e tem analisado o lugar do impacto. A pesquisa indica como provável ponto de filmagem um local dentro de cerca de 24 milhas (a partir dos restos do avião): um uadi (o leito seco dum pequeno rio) que tem ligação directa com a rodovia utilizada como via de infiltração na Jordânia. Trata-se dum percurso usado constantemente por grupos de operações especiais que trabalham com os terroristas do Sinai. Falamos, portanto, de serviços israelitas e sauditas.

A seguir, Veterans Today concentrou-se no grupo que, uma vez gravada a cena e antes do alarme geral fechar as fronteiras, fugiu. Há duas passagens na fronteira israelita, duas aberturas na grade que vigia os confins pouco quilómetro a Leste. Todavia, há muito pouco tráfego nestas zonas e teria sido relativamente simples identificar os culpados. Portanto, é mais provável que o grupo tenha seguido até o porto jordano de Aqaba, numa estrada cheia de tráfego pesado (onde há também uma curta passagem de barco) no meio do qual é fácil confundir-se. E Aqaba é a versão moderna do Café de Rick no filme Casablanca, transbordando de espiões muito ativos: CIA, sauditas, israelitas. Entre o lugar do acidente e Aqaba, a distância não ultrapassa os 60 km em linha recta.

Um indício de que esta reconstrução pode ser a mais acertada é a notícia, divulgada logo no início, segundo a qual o piloto tinha relatado dificuldades técnicas para solicitar uma aterragem no Cairo. A notícia, totalmente falsa, teve como finalidade dar tempo à equipa de vídeo (talvez os mesmos a accionar o controlo remoto) para fugir sem levantar suspeitas. A fonte de falsa notícia? Al Jazeera TV do Qatar, o regime que financia pesadamente o ISIS e que utiliza a sua televisão como fachada para os seus serviços.
É bastante claro que os sauditas podem ter sido os autores do atentado mas também é óbvio que não podem ter actuado sem o conhecimento de israel, não tão perto da fronteira dele. Portanto é preciso entender qual a razão: e aqui abre-se a caixa de Pandora, porque venenos e razões não faltam.

A data do ataque indica que o objectivo pode ter sido provocar o fracasso da reunião de Viena, um sucesso diplomático do ponto de vista de Putin. Mas o massacre de civis pode também ter sido uma simples retaliação contra as escolhas da Rússia em apoiar o Síria. E nem podemos esquecer os Estados Unidos, que ao mesmo tempo combatem o ISIS (sem muita convicção) econtinuam a fornecer armas ao Estado Islâmico no Iraque, como não se cansa de denunciar o governo iraquiano mesmo nestes dias.

Assim, uma outra página "gloriosa" tem sido escrita no Oriente Médio. Mais uma vez, civis inocentes (dos quais 24 eram crianças) pagam um jogo de guerra no qual encontramos de tudo um pouco: geopolítica, terrorismo, petróleo, sionismo, imperialismo americano e Rússia.

Entretanto, Putin não fala. E quando Putin não fala, diz muitas coisas que é melhor ouvir com atenção.


Ipse dixit.

Fontes: no texto (em inglês).

Via: http://informacaoincorrecta.blogspot.com.br/2015/11/voo-kogalymavia-9268-bomba-israelo.html
NÃO DEIXE DE CLICAR NOS ANÚNCIOS DESTE, VOCÊ ESTARA AJUDANDO A PERMANENCIA DO MESMO. OBRIGADO