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sábado, 23 de agosto de 2014

IRAQUE: Relatório de Situação, SITREP − 16-19/8/2014, Mindfriedo: Batalha pela Barragem de Mosul

Nosso profundo agradecimento ao Saker que permite que esses Relatórios de Situação (SITREP ou RELSIT) sejam publicados aqui, e por ele sempre combater o bom combate. Que Deus continue a inspirá-lo. Farei o possível para redigir SITREPs ou RELSITs mais frequentes.

ISIS-ISIL - Mapa da atual situação (22/8/2014)

  • 16/8/2014: Autoridades curdas planejam rearmar suas forças com equipamento pesado, mais moderno.

  • 16/8/2014: Mohammad Ali al-Hakim, Ministro de Relações Exteriores do Iraque à ONU pede que todas as nações do mundo declarem o ISILorganização terrorista e trabalhem coletivamente contra ela.

  • 16/8/2014: Aviões norte-americanos estão atirando contra alvos do ISIL em torno da barragem de Mosul, no que será operação conjunta Iraque-Peshmerga [1] curda em assalto por terra para tentar recapturar a barragem tomada pelo ISIL. Acredita-se que o ISIL não bombardeou a barragem nem abriu comportas, o que teria inundado as próprias áreas onde eles estão. A barragem exige manutenção constante e acredita-se que tenha sido gravemente danificada durante o curto tempo em que esteve sob controle do ISIL.

  • 16/8/2014: Walter Steinmeier, ministro de Relações Exteriores da Alemanha chega a Bagdá para coordenar a entrega de ajuda humanitária. Deve visitar também o Curdistão Iraquiano.

  • 16/8/2014: Três homens que se acredita que sejam de milícias xiitas foram mortos e 10 foram feridos num ataque de bomba junto à estrada no sul de Samarra.

  • 16/8/2014: A Força Aérea Iraquiana bombardeou um comboio de 30 veículos de combatentes rebeldes/ISIL próximo da Barragem de Mosul.

  • 16/8/2014: Ataques aéreos iraquianos contra uma reunião de rebeldes ISIL em Qaim, oeste de Anbar; os seguintes altos comandantes do ISIL foram notificados mortos: Abu Mohammed al-Shami, Abu Fatima Moroccan, Sami Mahlawi , Abu Anas al-Samarrai, Omar al-Shishani , Ahmed Awad e Abu Mohammed al-Adnani.

  • 16/8/2014: Em outro ataque em Jurk al-Sakher, norte de Babil morreram 22 rebeldes do ISIL, inclusive sete estrangeiros.

  • 16/8/2014: Malik al-Arak, líder do ISIL foi morto por foguete teleguiado em ataque pelas forças de segurança do Iraque em Latifiya, ao sul de Bagdá. Dois terroristas do ISIL que o acompanhavam também foram mortos.

  • 17/8/2014: As forças Peshmerga continuam a avançar em direção à barragem de Mosul, ajudadas pela força aérea dos EUA. Forças curdas combatem nas áreas de Baqofa e Babera e avançam em direção a Tilkaif , al-Qwesat e Wank.
Curdistão Iraquiano - Região Autônoma

  • 17/8/2014: Os Peshmergas também receberam armamento avançado de países ocidentais para combater o ISIL. Os Peshmerga estão preparando assalto na região de Sinjar e reganharam território do qual haviam fugido.

  • 17/8/2014: O Comando Central dos EUA (CENTCOM) anuncia que realizou nove ataques aéreos perto da barragem de Mosul e perto de Erbil que “destruíram ou danificaram quatro carros blindados de transporte de pessoal, sete veículos blindados, Humvees e um outro tipo de veículo blindado”. Os ataques aéreos foram realizados por jatos pilotados presencialmente e por drones.

  • 17/8/2014: Um grande assalto contra a cidade de Dhuluiya, Salah id Din, por combatentes do ISIL foi neutralizado pela força policial local e por combatentes tribais pró-governo e anti-ISIL. Três policiais foram feridos e há notícias de que 12 combatentes do ISIL foram mortos.

  • 17/8/2014: Há notícias de que combatentes do ISIL estão-se reagrupando em Tikrit e preparando trincheiras, antecipando um ataque do exército iraquiano.

  • 17/8/2014: A Aliança Nacional e seu candidato a primeiro-ministro nomeou uma comissão de negociação que se reunirá com outros blocos políticos para acelerar a formação do novo governo. A Coalizão Estado de Direito reitera que Haider Al Abadi negociará a formação do governo com outros blocos; que considerará demandas cabíveis nos termos da Constituição do Iraque e rejeitará as que contrariem dispositivos constitucionais.

  • 17/8/2014: Os cinco principais partidos políticos curdos formam uma equipe conjunta de negociação para discutir a formação do governo em Bagdá.

  • 17/8/2014: Kisho Amo Selo, sobrevivente do massacre/genocídio em Kojo, diz que, depois de dez dias de cerco, quando se esperava que a população se convertesse ao islamismo, o ISIL entrou na cidade e assassinou centenas de jovens iazidis, homens e rapazes, e levou 500 mulheres e meninas para Tal Afar.

  • 17/8/2014: Ghayeb Sarhan Sahlab, líder do ISIL, é morto em ataques aéreos na província de Salah al Din.

  • 17/8/2014: As forças de segurança iraquianas dizem que retomaram o controle de uma refinaria em Haditha, com ajuda da Força Aérea.
Abu Bakr al-Baghdadi


  • 17/8/2014: O comandante supremo do ISIL, Abu Bakr Al Baghdadi foi alvo de um ataque por drone dos EUA junto à fronteira Iraque-Síria, mas sobreviveu.

  • 18/8/2014: Políticos curdos têm falado sobre a indicação de Haider Al Abadi ao posto de primeiro-ministro, como uma oportunidade de ouro para o Iraque. Agora, os três grupos étnicos podem sentar juntos e negociar

  • 18/8/2014: Em movimento inesperado, o ISIL libertou 300 refugiados iazidis de Sinjar e autorizou-os a voltar à montanha Sinjar [não é “monte”, é montanha].

  • 18/8/2014: O ISIL executa Abu Jafar Naqshbandi, ex-oficial do exército e líder no grupo “Naqshabandi Order”, e o irmão dele, em Jalawla, por se terem recusado a seguir ordens do ISIL.

  • 18/8/2014: Apesar do colapso já quase total da resistência, as forças Peshmergaestão avançando com cautela na direção da cidade de Tilkaif ao sul da Barragem Mosul. Os que lutam na vanguarda frente à morte [obrigado pela colaboração do leitor-comentarista (ver nota 1)] temem carros-bomba ou dispositivos explosivos implantados na estrada.

  • 19/8/2014: Forças aéreas dos EUA atacam às costas do ISIL perto da Barragem de Mosul, abrindo caminho para que as forças Peshmerga assumam o controle sobre o complexo. O ISIL havia levado para lá um engenheiro de nacionalidade líbia para operar a Barragem.

  • 19/8/2014: O ISIL decidiu retirar suas forças que estavam sendo duramente atacadas por bombardeio sustentado e acurado. Mas o ISIL minou a área e deixou armadilhas para as forças Peshmerga, em residências, prédios públicos e até em corpos de combatentes mortos do ISIL.
Distâncias relativas das localidades atacadas - Iraque

  • 19/8/2014: As forças do ISIL começaram a ruir dia 17/8/2014. Pode-se dizer que, de modo geral, abandonaram as áreas de Tilkaif, Khorsapad, Bashiqa e Bartalah e fugiram para a cidade de Mosul.

  • 19/8/2014: A ONU decidiu entregar suprimentos para meio milhão de refugiados iraquianos. A ajuda incluirá tendas, alimento e água e medicamentos básicos. A maior parte da ajuda será embarcada pela Turquia e Jordânia. São as mesmas rotas pelas quais o ISIL chegou à região.

  • 19/8/2014: O sul do Iraque flutua num oceano de petróleo. A Lukoil russa despachou um navio-tanque do campo Qurna 2 Oeste, que se estima que contenha 13 bilhões de barris de petróleo. O Império da Ganância e da Arrogância jamais permitirá que o sul xiita tenha paz, ou que prospere.

  • 19/8/2014: O exército iraquiano limpou duas áreas ao norte de Bagdá: al-Thaar e Tal Tasa, de qualquer presença do ISIL.

  • 19/8/2014: Milícias xiitas, um longo caminho a percorrer: O Exército do Iraque lançou ataque contra Tikrit, hoje cedo. O exército está sendo apoiado por milícias xiitas e combatentes xiitas voluntários e por combatentes de tribos locais.

  • 19/8/2014: Feroz resistência das forças do ISIL obrigaram o exército a retirar-se, depois de sofrer uma morte e cinco feridos. O exército perdeu suas posições no sul de Tikrit e teve de retirar-se ainda mais para o sul. Falta de efetiva cobertura por ar está sendo referida como uma das razões do fracasso dessa ação. O exército iraquiano têm dito que os líderes internos do ISIL já deixaram Tikrit.

  • 19/8/2014: As forças do ISIL retiraram-se do distrito de Al-Alam, a leste de Tikrit. O ISIL também minou essa área (há dispositivos explosivos improvisados distribuídos por todas as principais estradas em Tikrit), principalmente as vias centrais da cidade.

  • 19/8/2014: Abu Mohammed al- Adnani, porta-voz do ISIL, e Saeed Arif, da Frente Al-Nusra, estão com os nomes nas listas de sanções dos EUA. É lista farsesca, que inclui também russos e iranianos. Enquanto isso, os EUA já confirmaram que o ISIL está usando carros blindados norte-americanos, para transporte de pessoal, que incluem modificações feitas pelos israelenses. Os veículos foram projetados para resistir a explosão de dispositivos explosivos improvisados e de minas, e para resistir a tiros de armas de fogo pequenas usadas pelos ISIL contra os curdos e outros grupos rebeldes na Síria. O ISIL também está usando artilharia fabricada nos EUA.
Barack Obama

  • 19/8/2014: Obama pediu que os iraquianos formem um governo de unidade e não se mostrou mais complacente, agora que os EUA estão bombardeando o ISIL. Os EUA executaram 68 ataques aéreos desde o dia 8/8/2014, para, principalmente, ajudar os curdos no norte.

  • 19/8/2014: Wasit, no sul do Iraque, recebeu 21 mil refugiados de Mosul. Acredita-se que a maioria seja xiita.

  • 19/8/2014: Todo nosso amor aos curdos. A Suécia emitiu declaração em que apoia o Curdistão Iraquiano em sua luta contra o terrorismo e apoia os refugiados curdos. Massoud Barzani agradeceu a declaração sueca e repetiu que os curdos precisam de mais armas e de armas melhores, em sua luta contra “o terrorismo”.

  • 19/8/2014: A Grã-Bretanha é afeto só. Stewart Rory, presidente da Comissão de Defesa do Parlamento Britânico reuniu-se com Massoud Barzani e apresentou-lhes saudações e lembranças de David Cameron.

  • 19/8/2014: Ibrahim al-Jaafari da Aliança Nacional Xiita reuniu-se com Saleh al-Mutlaq do partido sunita al-Arabiya para discutir a formação do governo e o status dos refugiados no Iraque.

  • 19/8/2014: Três bandeiras do ISIL apareceram hasteadas em estacas e postes de luz no distrito de Dhi Qar, sudeste de Najaf.

  • 19/8/2014: As contas do governo, para o dia de hoje: 33 combatentes do ISIL mortos em ataques aéreos em Babil. 22 combatentes do ISIL mortos em ataque da artilharia do Exército do Iraque, em suas posições em Fallujah.

  • 19/8/2014: As contas dos EUA, para o dia de hoje: 17 combatentes do ISIL mortos em ataques aéreos ao norte de Mosul.

Tema relacionado:

  • 18/8/2014: Está circulando um vídeo em que se vê um japonês preso por terroristas do ISIL na Síria, sendo espancado por seus captores. Que Deus o proteja.

  • 19/8/2014: Abu Abdullah al-Iraqi, comandante do ISIL, foi morto pelo Exército Sírio em Qalamoun. Acredita-se que seja o responsável por vários atentados com carros bombas e suicidas-bomba no Líbano.

  • 19/8/2014: Daily Star noticiou que o Hezbollah teria planejado a complexa e sofisticada ação que resultou na morte do responsável por muitos ataques em áreas xiitas do Líbano.

  • 19/8/2014: Para conter o revide: O Grande Mufti saudita Sheikh Abdul Aziz al-Sheikh, cego desde os 18 anos, declarou a al- Qaeda e o ISIL os Inimigos n. 1 do Islã.

  • 19/8/2014: Jebran Bassil, ministro libanês de Relações Exteriores declara que os refugiados iraquianos não são bem-vindos ao Líbano e que devem permanecer no Iraque.

  • 19/8/2014: O ISIL distribuiu vídeo em que se assiste à execução do jornalista norte-americano James Foley. Deus amaldiçoa os opressores (ISIL). O ISIL distribuiu vídeo em que ameaça norte-americanos, onde estejam, por atacá-los no Iraque.
James Foley

Redecastorphoto

Israelenses ocupam cargos-chave no governo de EUA

Várias pessoas, com dupla cidadania, israelense-americana, ocupam cargos-chave no governo de Washington, informou na quarta-feira a cadeia iraniana PressTV.

HispanTV- De acordo com o relatório, os israelenses dirigem organismos de alta importância como o Pentágono e o Departamento de Segurança Interna (DHS, por sua sigla em Inglês), além de estar presentes no Senado e Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, desde donde exercem grande influencia nas políticas e decisões do país norte-americano.
Na longa lista desses funcionários se incluem Michael Mukasey, diretor DHS, Richard Perle, ex conselheiro do Pentágono, e Paul Wolfowitz, presidente do Banco Mundial e ex-vice-secretário de Defesa de EUA.
Seus poderes lhes permitem votar nos projetos de lei sobre questões sensíveis como, lançar ataques contra outros países, pressionar as autoridades americanas a vetar qualquer resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (CSNU) contra o regime de Tel Aviv e promover contratos que favorecem o regime usurpador israelense.
Há poucos dias, o jornal israelense Haaretz observou que a ajuda militar total de EUA ao regime israelense excedeu os 100 bilhões de dólares desde seu início em 1962, tornando este regime o maior beneficiário estrangeiro de dólares dos contribuintes em todo o mundo.
Além disso, as autoridades israelenses recebem, há décadas, uma ajuda de cerca de 3 bilhões de dólares por ano, proveniente de impostos pagos pelos cidadãos americanos.
A esta permantente ajuda financeira, é preciso acrescentar um pacote de financiamento de emergência  de 225 milhões aprovado pelo Senado dos Estados Unidos no início deste mês para melhorar seu ineficaz escudo antimísseis “cúpula de ferro”.
Em 2006, o jornal Le Monde divulgou um ensaio intitulado “O lobby israelense e a política externa dos Estados Unidos”, dos professores Stephen Walt, diretor de estudos da Kennedy School of Government, da Universidade Harvard, e John Mearsheimer, professor de ciência política na Universidade de Chicago, que afirmavam que os EUA, com demasiada freqüência, confundem seus interesses com os do Estado judaico, ao ponto de “comprometer sua segurança”.

No informe, os professores afirmaram que a culpa por isso é do “lobby pró-israelense”, grupo que definem como sendo composto de indivíduos e organizações que “trabalham ativamente” para influir sobre a diplomacia americana.
“Outros grupos de interesse conseguiram direcionar a política externa americana no sentido que desejavam, mas nenhum conseguiu distanciá-la tanto daquilo que o interesse nacional americano recomendaria, e, ao mesmo tempo, convencer os americanos de que os interesses dos EUA e de Israel são quase idênticos”, escrevem os dois pesquisadores.
A tese contraria o raciocínio habitual nos EUA, segundo o qual a ameaça terrorista aproximou Israel dos EUA. Para os dois professores, que se incluem na escola “realista” em matéria de política internacional, se os EUA têm um problema com o terrorismo, “é em grande medida porque são aliados de Israel, e não o inverso”.
Desde o fim da Guerra Fria, dizem os dois pesquisadores, Israel deixou de ser um “trunfo estratégico” que ajuda a conter a expansão soviética na região, e passou a ser um “fardo”. Para eles, que se opuseram à guerra no Iraque, o lobby pró-Israel e o governo israelense foram, não o único fator, mas “um elemento crítico” na decisão de derrubar o regime de Saddam Hussein.
É importante lembrar que o chamado “lobby judaico”, “lobby pro-Israel” ou “lobby sionista” não é  composto apenas por indivíduos de origem judaica, o lobby também inclui não judeus, sobretudo protestantes fundamentalistas, nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha. O apoio do fundamentalismo protestante ao sionismo se justifica  com interpretações controvertidas de profecias bíblicas. Algumas correntes evangélicas afirmam que Jesus Cristo voltará à Terra (é a famosa “Segunda Vinda”) somente quando os judeus estiverem reunidos na Terra Santa. Como esses grupos interpretam que esse evento é iminente, eles apóiam os objetivos do sionismo internacional. Os fundamentalistas afirmam que profecias bíblicas apontam para o Milênio, que teria um “governo mundial”, cujo centro seria em Jerusalém. O Estado de Israel seria parte de um “plano divino” e deve ser apoiado pelos cristãos.
Foi a partir da década de 1990 e do governo de George Bush, nos EUA, que o sionismo cristão se converteu em força política significativa, especialmente ao se aliar ao movimento neoconservador (“neocon”).

As três maneiras dos EUA ajudarem o massacre em Gaza

O Portal FORUM publicou no dia 22 de agosto, um artigo de J. S.  Davies, que cita os três elementos da política norte-americana que formam o tripé que permite que esse conflito – com seus massacres e destruição em massa – continuem.
1. Ajuda militarOs EUA forneceram a Israel, no total, cerca de 73 bilhões de dólares em ajuda militar – e atualmente, fornecem 3,1 bilhões de dólares por ano. Segundo a Lei de Assistência Internacional dos EUA (FAA, sigla em inglês) e a Lei de Controle de Exportação de Armas (AECA, sigla em inglês), os EUA são obrigados a suspender ou encerrar qualquer ajuda militar quando armas norte-americanas estão sendo usadas contra civis ou, em outros casos, quando viola a lei humanitária internacional. Todavia, essas leis não foram invocadas ou utilizadas no caso de Israel desde 1982. Após suprir novamente os israelenses com munição durante a atual crise em Gaza, a administração Obama finalmente passou a rever os pedidos de armas de Israel, analisando caso por caso, inclusive segurando um novo envio de mísseis Hellfire para o país aliado. O cumprimento da FAA e da AECA requer a suspensão imediata de auxílio militar até que a violação dessas leis seja investigada por completo.
2. Cobertura diplomáticaDesde 1966, os EUA usaram 83 vezes seu poder de veto no Conselho de Segurança da ONU, mais do que os outros quatro países membros combinados (Rússia, Reino Unido, França, China): 42 desses vetos serviram para “matar” resoluções envolvendo Israel e Palestina – efetivamente protegendo Israel de prestar contas e se submeter às leis internacionais. Israel utilizou dessa imunidade para violar as Convenções de Genebra e outras leis de direitos humanos, para continuar expandindo seus assentamentos ilegais em territórios palestinos ocupados, e também ignorar resoluções do Conselho de Segurança que exigem sua saída imediata deles.
3. Apoio incondicional
Israel é hoje um país rico e desenvolvido, com uma avançada indústria de armas, para que assim pudesse se adaptar para uma eventual quebra de assistência militar norte-americana, mas os apoio diplomático e do Congresso dos EUA é vital para que o governo de Israel possa ignorar a condenação – quase universal – dos outros países sobre seus assentamentos ilegais, abusos de direitos humanos e a ocupação dos territórios. Em 2013, a Assembléia Geral da ONU aprovou 21 resoluções sobre Israel-Palestina – a maioria com uma representação de 165 contra 6, tendo EUA e Israel na minoria. Todavia, o apoio dos EUA confere um falso senso de legitimidade para as políticas de Israel. Esse apoio incondicional encoraja os sucessivos governos israelenses a continuar com uma expansão territorial ilegal que o mundo jamais irá reconhecer, resultando apenas em um conflito infinito com palestinos – assim como o crescente isolamento de Israel para com o resto do mundo.


HispanTV: ask / NCL / MSF
FORUM: Por Nicolas J. S.  Davies, em Alternet | Tradução: Vinicius Gomes

Via:  http://noticia-final.blogspot.com.br/2014/08/israelenses-ocupam-cargos-chave-no.html

O COMANDANTE DO EXÉRCITO OBSTRUI A COMISSÃO DA VERDADE.

ONU: número de mortos em guerra civil síria alcança 191.000

Associated Press
  

Nesta foto fornecida por um grupo de ativistas anti-Bashar Assad Edlib News Network (ENN), que foi autenticada com base em seu conteúdo e outros relatórios AP, os manifestantes anti-governamentais sírias carregam faixas e uma bandeira gigante revolução síria durante uma manifestação em Idlib província, no norte da Síria, sexta - feira, 22 de agosto de 2014 O número de mortos três anos de Syria & # 39; s guerra civil aumentou para mais de 191 mil pessoas, as Nações Unidas nesta sexta-feira. (AP Photo / Edlib News Network ENN)
Os dados , que cobrem o período de março de 2011 a abril de 2014, é o primeiro emitido pelo escritório de direitos humanos da ONU desde julho de 2013, quando documentou mais de 100 mil mortos.
  O elevado número de mortes é um reflexo da brutalidade do conflito da Síria, que se transformou em uma complexa, guerra multi-camadas, onde várias facções lutam uns contra os outros.
Ele também reflete a recente onda de ataques mortais pela al-Qaeda-separatista grupo Estado Islâmico alvo grupos militantes rivais, rebeldes principais apoiados pelo ocidente sírios e milicianos curdos no norte da Síria, que tenta eliminar adversários e consolidar seu domínio sobre o território e os recursos .
  Navi Pillay, alta autoridade de direitos humanos da ONU que supervisiona o escritório com sede em Genebra, disse que os novos valores são muito mais altas porque incluem mortes adicionais em comparação com anos anteriores, bem como mortes desde o último relatório.  O número exato de mortes confirmadas é 191.369, disse Pillay.
  "Como o relatório explica, tragicamente, é provavelmente uma subestimação do número total de pessoas mortas durante os três primeiros anos desse conflito mortífero", disse ela.
  Homens compõem  85 por cento das vítimas, as mulheres de mais de 9 por cento, enquanto o sexo era desconhecido nos restantes casos.
  Os registros mostram, pelo menos, 8.800 crianças vítimas, embora a idade da maioria das vítimas é desconhecido.
Os números são baseados em informações do Centro Sírio de Estatística e Investigação, a Rede Síria para os Direitos Humanos, o Centro de Documentação violações, o governo sírio eo Observatório Sírio para os Direitos Humanos.
Pillay criticou a "paralisia" do mundo sobre os combates na Síria, que "caiu fora do radar internacional" em face de tantos outros conflitos armados em todo o mundo.  Seu porta-voz, Rupert Colville, disse a jornalistas que ela estava se referindo principalmente ao impasse no Conselho de Segurança da ONU.
A Rússia tem sido um dos principais aliados do presidente sírio Bashar Assad e usou seu poder de veto quatro vezes no Conselho de Segurança de 15 nações para evitar sanções internacionais contra a Síria.
Em janeiro, o escritório de Pillay disse que parou de atualizar o número de mortos, culpando a falta de organização do acesso no terreno na Síria e sua incapacidade de verificar o material de origem.  Colville disse que os novos números foram divulgados agora porque as Nações Unidas melhorou a sua confiança na forma como a análise é feita.
Na quinta-feira, o Observatório Sírio para os Direitos Humanos disse que o número de mortes chegou a 180 mil.
O impensável poderia acontecer? Ou seja, a união do Ocidente com Assad contra ISIS? 




Ocidente estaria prestes a unir forças com o presidente Assad em face do Estado Islâmico
Co-operação secreta pode sinalizar o início de uma aliança impensável
Forças islâmicas estão lutando  em seu caminho para a Síria ocidental a partir de bases mais a leste, antecipando a possibilidade de intervenção militar dos EUA para impedir seu avanço.  Se Isis, que adotou próprio Estado islâmico, ameaça tomar todo ou parte de Aleppo, estabelecer o domínio completo sobre os rebeldes anti-governo, os EUA podem ser compelidos a agir publicamente ou secretamente em conjunto com o presidente Bashar al-Assad, a quem ele tem tentado deslocar.
Os EUA já secretamente auxiliam o governo Assad, passando  a inteligência sobre a localização exata de líderes jihadistas através do BND, o serviço de inteligência alemão, uma fonte disse ao The Independent.  Isto pode explicar porque aeronaves sírias e artilharia foram capazes de vez em quando  direcionar com precisão os comandantes rebeldes e sede.
Tropas sírias estão envolvidas em uma batalha feroz para manter Tabqa uma  base aérea na província de Raqqa, sua queda  que abriria o caminho para Hama, a quarta maior cidade da Síria.
  Mais ao norte, Isis conquistou território crucial que traz pra perto de cortar as linhas de abastecimento dos rebeldes entre Aleppo e a fronteira turca. O califado declarado por Isis em 29 de junho já controla com rigor o terço oriental da Síria, além de um quarto do Iraque. Estende-se desde Jalawla, uma cidade 20 milhas do Irã, que o exército iraquiano e a força curda Peshmerga estão tentando recapturar, até  as cidades a 30 quilômetros ao norte de Aleppo.

An Iraqi Kurdish Peshmerga fighter taking position on the front line in Bashiqa, north-east of Mosul Um combatente Peshmerga curdo iraquiano a tomar posição na linha de frente em Bashiqa, nordeste de Mosul . A questão de uma eventual ação militar dos EUA na Síria, com ataques aéreos, saltou para o topo da agenda política na quinta-feira, quando o presidente do Joint Chiefs da Casa Civil, em Washington, o general Martin Dempsey, disse: "Podem eles [Isis] ser derrotados sem abordar esta parte da organização que reside na Síria?  A resposta é não. "
Ele ressaltou que ele não estava prevendo que os EUA tinham a intenção de tomar uma ação militar na Síria, mas  que os EUA estão muito conscientes de que Isis pode sobreviver indefinidamente se tem um grande porto seguro na Síria.
Chas Freeman, ex-embaixador dos EUA na Arábia Saudita, disse ao The Independent que o general Dempsey foi apontando que Isis fica na fronteira Iraque-Síria e deve haver uma política consistente para ele em ambos os lados da divisão.
  Geral Dempsey "não especifica as implicações disso, mas, para mim, eles apontam no sentido de colaborar com Assad. Também pode implicar a partilha de informações com os adversários do Isis, mesmo aqueles de quem nós somos alienados.  Coisas mais estranhas têm acontecido no Oriente Médio. "
  Sr. Freeman, que é aposentado, acrescentou que não tinha conhecimento sobre a possibilidade de compartilhamento de informações com o governo do presidente Assad estava sendo considerado.
  No momento, a questão mais urgente na Síria não é a eliminação de Isis, mas impedindo a sua expansão após uma série de vitórias em julho e agosto.
  Em primeiro lugar, ele expulsou Jabhat al-Nusra, a filial síria de al-Qaeda, desde a província rica em petróleo de Deir Ezzor, no Eufrates. Em seguida, ele invadiu duas bases de  exército importantes da Síria , detida pela Divisão 17, na província de Raqqa e um segundo o Regimento 121 na província de Hasakah onde o comandante do regimento  foi morto.
  Síria tem maiores oportunidades de Isis em termos de expansão do que o Iraque, porque o movimento chama o seu apoio da comunidade sunita: 60 por cento dos sírios são sunitas, em comparação com 20 por cento no Iraque.
A política dos EUA, a Grã-Bretanha e seus aliados na região, nos últimos três anos tem sido a de apoiar os rebeldes sírios "moderados" que deveriam lutar com Isis e outros jihadistas, assim contra o governo Assad em Damasco.
 Mas o rebelde Exército Sírio Livre, apoiado pelo Ocidente está cada vez mais fraco e marginalizado, enquanto os grupos jihadistas radicais como a Jabhat al-Nusra, Ahrar al-Sham e a Frente Islâmica têm sido incapazes de deter o assalto do mais radical Isis.
Frente Islâmica está tentando desesperadamente manter sua fortaleza na cidade de Marea perto de Aleppo contra uma ofensiva inesperada do Isis, que começou em 13 de agosto e está a fazer progressos.  Isis está ocupando cargos na província de Aleppo e mais a oeste na província de Idlib antes de sua guerra civil com outros grupos rebeldes que começara no início de 2014, quando se realizou um levantamento, interpretado na época como uma retirada, mas, na realidade, era uma concentração de suas forças de combate para uso no Iraque e na Síria.
Apesar de terem sofrido uma série de derrotas graves nas mãos de Isis, as forças do governo sírio foram capazes de recuperar os campos de gás do al-Shaer perto de Palmyra, em julho e ainda estão tentando segurar a ase aérea de Tabqa , onde eles afirmam ter matado muitos militantes Isis, incluindo um ativista conhecido como Abu Moussa.
Tal como acontece com outros ataques Isis em redutos do governo na Síria, este foi anunciado por dois ataques suicidas.  No geral, o exército sírio tem se mostrado muito mais eficaz no combate com Isis que o exército iraquiano, que ainda não marcou um único sucesso contra eles. Uma série de ataques do exército iraquiano contra Tikrit ao norte de Bagdá, o mais recente desta semana, todos fracassaram.
Os ataques aéreos não são a única maneira pela qual os EUA, a Grã-Bretanha e seus aliados entre os países vizinhos poderão enfraquecer e isolar Isis, mas ao fazê-lo necessariamente prejudica outros grupos rebeldes. A chave para o crescimento de Isis e, em particular, a importação de milhares de combatentes estrangeiros tem sido a utilização da Turquia como um ponto de entrada.
 
  Determinado a se livrar do presidente Assad, o primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan manteve fronteira de 550 quilômetros da Turquia com a Síria aberta, dando aos jihadistas, incluindo Isis, um porto seguro ao longo dos últimos três anos. Os turcos estão dizendo agora  ao Isis que já não é bem-vindo, mas Ancara não mudou nada para fechar a fronteira com a implantação  de  tropas em grande número.
A reviravolta completa pelos EUA, Grã-Bretanha e seus aliados nas suas relações com o governo Assad é improvável, porque isso significaria admitir que o apoio passado para a rebelião sunita havia contribuído para o crescimento do califado.
Sr. Freeman diz que ele duvida que "os intervencionistas liberais e neoconservadores que haviam perseguido mudança de regime na Síria foram capazes de inverter o curso.  Fazê-lo será obrigá-los a admitir que eram responsáveis consideráveis para legitimar a violência sem sentido, que resultou na morte de 190 mil sírios ".
Ele acrescentou que não acha que seria possível derrubar Isis por um ataque direto e que seria melhor para refreá-lo e esperar por ele para ser destruído por seus próprios instintos autodestrutivos.
  "Eu não posso ver como ele pode ser isolado, sem a cooperação da Síria, bem como da Arábia Saudita e os outros árabes do Golfo, Irã, Rússia e Turquia."
Por outro lado, dadas as divisões em Washington e ódios no Oriente Médio, um tal grau de cooperação é improvável a emergir como uma política declarada.
  
O Jihadis Retorno: Isis  e a nova  Revolta  sunita "por Patrick Cockburn, publicado pela ou livros, está disponível emorbooks.com

http://www.independent.co.uk

Via: http://undhorizontenews2.blogspot.com.br/2014/08/e-por-falar-em-siria-uma-realidade_23.html
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