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terça-feira, 27 de maio de 2014

Ministério Público Federal entra com ação contra campanha “Todos ganham (Hexa)” promovida pelo governo federal


Publicado por  em 27 maio

O Ministério Público Federal propôs Ação Pública contra a campanha “Todos ganham (Hexa)” promovida em todas as mídias pelo governo federal, segundo o MPF a campanha é acompanhada de mensagens subliminares, vendendo a ideia de que a Copa só trará benefícios para o país e que o governo fez tudo que prometeu, investimentos públicos que seriam realizados em infraestrutura urbana e serviços públicos prometidos, muitos ainda nem ficaram prontos, outros foram substituídos por serviços de menor impacto além de alguns que foram simplesmente cancelados.
O MPF observa que houve desorganização e falta de planejamento. Desde 2007, quando o Brasil foi escolhido para sediar a Copa do Mundo, até o mês de maio deste ano, o governo não havia cumprindo nem metade do que se comprometeu a fazer. Além disso, segundo dados do Senado Federal, os custos para a Copa no Brasil chegaram a R$ 40 bilhões, enquanto a soma do total investido nas últimas três edições do evento (Japão/Coreia, Alemanha e África do Sul) não passou de US$ 30 bilhões.
De acordo com o procurador Ailton Benedito, autor da ação, além da mensagem não traduzir a realidade, também atinge o inconsciente coletivo, de forma subliminar, uma vez que insinua que o governo cumpriu com tudo que foi prometido e que a organização do evento transcorreu sem problemas. (Diário do Poder)
O MPF destaca ainda -  “tempo suficiente para executar planos de investimento que efetivamente investissem e corrigissem as mazelas da infraestrutura e dos serviços públicos, principalmente nas cidades-sede. No entanto, segundo levantamento realizado pelo jornal Folha de São Paulo no início deste mês de maio, o país tinha concluído menos da metade daquilo que se comprometeu fazer”.
Na ação, com pedido de liminar, o MPF pede para que a campanha seja retirada de todas as mídias imediatamente e pede também para que o governo seja proibido de fazer qualquer campanha para a Copa que não tenha fim exclusivamente educativo, informativo ou de orientação social. Pede ainda que a União pague multa diária de R$ 5 milhões e multa diária pessoal de R$ 1 milhão aos agentes do governo, caso descumpra a determinação.
Veja os 3 vídeos da campanha:

Especialistas criticam situação alarmante da demora no tratamento de pessoas com câncer pelo SUS


Publicado por  em 27 maio

Lei 12.732/2012 garante ao paciente diagnosticado com câncer iniciar o tratamento pelo SUS em no máximo 60 dias após a constatação da doença. Essa lei entrou em vigor a mais de um ano, no entanto não tem apresentado a eficácia que os pacientes tanto esperam, conforme relatado em audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), são cerca de 90 mil pacientes (considerando apenas os que constam em registro, podendo ser muito mais que isso) que ainda não tiveram acesso ao tratamento por radioterapia, e pacientes que deveriam ser tratados em até 60 dias ainda tem que aguardar muito mais tempo para iniciar o tratamento, cerca de 113 dias.
Esse é “apenas” mais um problema, a exemplo de tantos outros no SUS, o sistema de saúde público sucateado do Brasil, o sistema de saúde ao qual o brasileiro membro do povão, que não tem condições de se tratar em hospitais particulares acaba muitas vezes passando do tempo de se tratar e perecendo, tudo por causa do SUS que é referencia mundial conforme palavras do senhor Lula, um SUS sucateado, digno de vergonha nacional, de revolta e fruto do descaso de governantes, que não se preocupam como deveriam em entregar serviços de qualidade ao seu patrão (povo) que o colocou lá pra administrar uma cidade, um estado,  um país.
Assista mais essa triste realidade e pense bem antes de votar, compartilhe, faça sua parte em prol de um futuro melhor para o Brasil. A conscientização é o primeiro passo!


Nunca antes na história do Brasil se matou tanta gente

Foram 56 mil homicídios em 2012, o que elevou a média para 29 assassinatos para cada 100 mil habitantes, a pior média desde 1980, quando o índice começou a ser calculado.

white 15 Nunca antes na história do Brasil se matou tanta genteKindle
mapa violencia 2014 Nunca antes na história do Brasil se matou tanta gente
A violência no Brasil tem atingido níveis cada vez mais preocupantes. De acordo com o Mapa da Violência, levantamento baseado no Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, a taxa de homicídios do país é a maior desde 1980, quando 56.337 pessoas foram mortas. De 2011 para 2012, esse número cresceu 7,9%.
O autor do mapa, o sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, diz que o sistema do Ministério da Saúde foi criado em 1979 e que produz dados confiáveis desde 1980. As estatísticas referentes a homicídios em 2012, portanto, são recordes dentro da série histórica do SIM.
— Nossas taxas são 50 a 100 vezes maiores do que a de países como o Japão. Isso marca o quanto ainda temos que percorrer para chegar a uma taxa minimamente civilizada — destaca o sociólogo.
Segundo o sociólogo, embora alguns estados melhorem, outros tropeçam. Apenas cinco conseguiram reduzir o número de homicídios, e três deles – Alagoas, Paraíba e Pernambuco – continuam entre os dez onde as taxas são mais elevadas. São Paulo apresentou alta de 11,3%, mas continua com crédito após diminuir o número em 60% entre 2002 e 2012.
Não se pode dizer que o ano de 2012 seja uma tendência, mas é preocupante. As ações pontuais na área de Segurança Pública estão mostrando seus limites. Sem reformas estruturais que mexam no sistema penitenciário e no modelo obsoleto de Polícia Civil e Militar, não conseguiremos resolver o problema. E aí, sim, a tendência vai ser de alta — afirma Waiselfisz.

Um relatório da ONU já havia alertado a respeito da situação crítica do Brasil. Segundo a divulgação, em 2012, 10% dos homicídios de todo o mundo ocorreram no país. Além disso, na lista da ONG mexicana Conselho Cidadão para Segurança Pública e Justiça AC com as 50 cidades mais perigosas do mundo, é possível encontrar oito municípios brasileiros nas 16 primeiras posições.
http://www.implicante.org/blog/nunca-antes-na-historia-do-brasil-se-matou-tanta-gente/

Cientistas criam Internet de alta velocidade na Lua

Foto: RIA Novosti
Os pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA) estão elaborando, em colaboração com os engenheiros da NASA, uma tecnologia de comunicação a laser, que permite a transferência de uma grande quantidade de dados e vídeo de alta definição da Terra à Lua. O novo projeto será apresentado em uma conferência prevista para junho.

A experiência, no âmbito da qual, durante mais de 30 dias, foi testado a sistema Lunar Laser Communication Demonstration (LLCD), que fornece comunicações de alta velocidade entre os astronautas e estações terrestres, foi realizada no outono de 2013. A conexão de banda larga, estabelecida entre o nosso planeta e seu satélite natural, mostra a taxa de transmissão de 19,44 megabits por segundo.
O LLCD é um sistema a laser combinado, composto por um terminal localizado no Novo México e quatro telescópios de pelo menos 6 polegadas de diâmetro. A informação sob a forma de um invisível impulso de luz infravermelha é enviada para a Lua com cada um deles, aumentando assim a probabilidade de penetração de pelo menos um feixe de luz através da atmosfera, sem distorção, e sua detecção pelo satélite LADEE, que está também equipado com um telescópio que "recolha" as faixas de laser. Em seguida, com ajuda do fotodetector, os impulsos da luz infravermelha se transformam em impulsos elétricos capazes de transmitir informações.
Fonte: http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_05_27/Cientistas-criam-Internet-de-alta-velocidade-na-Lua-9538/

Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_05_27/Cientistas-criam-Internet-de-alta-velocidade-na-Lua-9538/

Ensaios para colocar humanos em animação suspensa irão começar em breve

por MICHELLE STARR | CNET |
Este mês, as primeiras tentativas do mundo em colocar humanos em animação suspensa usando uma nova técnica terá lugar no Hospital Presbiteriano de UPMC em Pittsburgh, Pensilvânia - não para a viagem espacial, mas para salvar vidas. 
A técnica será inicialmente utilizado em 10 pacientes cujas feridas de outra forma seria letal na tentativa de comprar os cirurgiões algum tempo. Ele funciona, como sugerido por ficção, arrefecendo o corpo - mas não pela aplicação de uma mudança de temperatura externa. 
Em vez disso, uma equipe de cirurgiões irá remover todo o sangue do paciente, substituindo-o com uma solução salina fria. Isto irá arrefecer o corpo, diminuindo as suas funções a um impasse e reduzindo a necessidade de oxigênio. Efeitos semelhantes a este têm sido vistos em acidentes: sueca Anna Bågenholmsobreviveram preso sob uma camada de gelo em água gelada por 80 minutos em um acidente de esqui;Japonês Mitsutaka Uchikoshi sobreviveu 24 dias sem comida ou água por entrar num estado de hibernação hipotérmica. 
"Estamos suspendendo a vida, mas nós não gostamos de chamá-lo de animação suspensa porque soa como ficção científica," Doutor Samuel Tisherman, o cirurgião que irá conduzir o julgamento, disse à New Scientist . "Então, nós o chamamos de preservação de emergência e reanimação."

FONTE: INFOWARS.COM



Ensaios para colocar humanos em animação suspensa irá começar em breve 

Vítimas faca e tiro-ferida será colocado em animação suspensa como os primeiros testes em humanos começam com esta técnica de salva-vidas de emergência. 

por Michelle Starr @ Riding_red 
20th Century Fox
Este mês, as primeiras tentativas do mundo em colocar humanos em animação suspensa usando uma nova técnica terá lugar no Hospital Presbiteriano de UPMC em Pittsburgh, Pensilvânia - não para a viagem espacial, mas para salvar vidas.
A técnica será inicialmente utilizado em 10 pacientes cujas feridas de outra forma seria letal na tentativa de comprar os cirurgiões algum tempo. Ele funciona, como sugerido por ficção, arrefecendo o corpo - mas não pela aplicação de uma mudança de temperatura externa.
Em vez disso, uma equipe de cirurgiões irá remover todo o sangue do paciente, substituindo-o com uma solução salina fria. Isto irá arrefecer o corpo, diminuindo as suas funções a um impasse e reduzindo a necessidade de oxigênio. Efeitos semelhantes a este têm sido vistos em acidentes: sueca Anna Bågenholmsobreviveram preso sob uma camada de gelo em água gelada por 80 minutos em um acidente de esqui;Japonês Mitsutaka Uchikoshi sobreviveu 24 dias sem comida ou água por entrar num estado de hibernação hipotérmica.
"Estamos suspendendo a vida, mas nós não gostamos de chamá-lo de animação suspensa porque soa como ficção científica," Doutor Samuel Tisherman, o cirurgião que irá conduzir o julgamento, disse à New Scientist . "Então, nós o chamamos de preservação de emergência e reanimação." A técnica foi desenvolvida pelo Dr. Peter Rhee, que com sucesso conseguiu testá-lo em porcos em 2000 . Em 2006, o Dr. Rhee e seus colegas publicaram os resultados de suas pesquisas subsequentes . Depois de induzir ferimentos fatais nos porcos por suas artérias corte com bisturis, a equipe substituiu o sangue dos porcos com solução salina, que baixou a temperatura do corpo a 10 graus Celsius.
Todos os porcos de controle, cuja temperatura do corpo foi deixado sozinho, morreu. Os porcos que foram aquecidas volta-se a uma velocidade média demonstrou uma taxa de sobrevivência de 90 por cento, embora alguns de seus corações tinha de ser dado um salto (os porcos que foram aquecido lenta e rápida tiveram uma taxa de sobrevivência de 50 e 30 por cento, respectivamente ). Depois, os porcos não demonstrou deficiência física ou cognitiva.
A técnica, portanto, só vai ser usado como uma medida de emergência em pacientes que sofreram parada cardíaca após lesão traumática grave, com sua cavidade torácica aberta e ter perdido pelo menos metade do seu sangue já - lesões que vêem apenas uma taxa de sobrevivência de sete por cento . A taxa de sobrevida destes pacientes, então, ser medido contra um grupo de controle que não recebeu o tratamento antes de mais testes pode começar.


Não é ficção científica bastante ainda - um corpo humano só pode ser colocado com segurança nestas condições por um período máximo de poucas horas -, mas mesmo que isso aumenta a taxa de sobrevivência apenas a pouco, ele vai ser um enorme passo em frente.
Se você quiser saber mais sobre o julgamento, ou optar por sair, pode fazê-lo no site da Care Research aguda .

FONTE:
http://translate.google.com/translate?depth=1&hl=en&rurl=translate.google.com&tl=pt-BR&u=http://www.infowars.com/ 

http://illuminatielitemaldita.blogspot.com.br/2014/05/ensaios-para-colocar-humanos-em.html

Cinco mortos em primeiro surto de Ebola na Serra Leoa

Cinco pessoas morreram em surto primeiro confirmado de Serra Leoa do vírus Ebola, de acordo com o número de mortos Mundial da Saúde organization.The da epidemia na África Ocidental chega a 190, apesar das reivindicações dos funcionários regionais que tem sido mantida sob controle.

"Eu posso confirmar categoricamente que a doença Ebola se concretizou", disse o funcionário do ministério da saúde Amara Jambai na segunda-feira.
"Informações preliminares recebidas do campo indica que um caso confirmado por laboratório e cinco mortes comunidade têm sido relatados a partir da Chefia de Koindu ", a Organização Mundial de Saúde (OMS) também disse em um comunicado em seu site.
Esta chefia faz fronteira com o atual hotspot  da doença  do vírus Ebola Guéckédou na Guiné.
Vários casos suspeitos de Ebola, uma febre hemorrágica com uma taxa de letalidade de até 90 por cento, foram registradas mais cedo em Serra Leoa, mas eles deram negativo.
A OMS já implantou seis especialistas internacionais para a área com insumos e reagentes essenciais.
No entanto, a Agência de saúde observou que ainda não recomendar qualquer viagem ou restrições comerciais ser aplicada a Serra Leoa.
Um total de 190 mortes já foram registradas na África Ocidental, incluindo a vizinha Guiné e Libéria, desde o início do ano.

Os profissionais de saúde caminhe num centro de isolamento para as pessoas infectadas com o vírus Ebola no Hospital Donka em Conacri em 14 de Abril 2014 (AFP Photo)
Os profissionais de saúde caminhe num centro de isolamento para as pessoas infectadas com o vírus Ebola no Hospital Donka em Conacri em 14 de Abril 2014 (AFP Photo)

  O surto do Oeste Africano começou em fevereiro de um canto remoto da Guiné se espalhando para a capital, Conakry, habitada por 2 milhões de pessoas.  Um total de 258 casos clínicos foram registrados na Guiné desde que o surto foi identificado pela primeira vez como Ebola. Estas incluem 174 mortes - 95 confirmados, 57 prováveis ​​e 57 suspeitas, segundo a OMS.  O vírus então se espalhar ainda mais para a vizinha Libéria, onde ele supostamente matou 11 pessoas.
Em março, as autoridades guineenses alegaram que tinha parado o surto se espalhe para além sudeste remota do país.
"A epidemia não está se espalhando para outras regiões", o ministro da Saúde guineense Remy Lamah à Reuters por telefone em 26 de março. "Equipamentos médicos foram enviados em", disse ele.  "MSF está nos ajudando a controlar o surto." Ebola foi mais comumente encontrado na África Central, incluindo a República Democrática do Congo e Gabão, e em Uganda e Sudão do Sul, no entanto, as últimas pesquisas mostram que não foi introduzido a partir desta região, indicando uma nova cepa do vírus.
Não existe cura ou uma vacina para o vírus Ebola, uma vez que é uma das doenças mais virulentas do mundo. A infecção é transmitida por contato direto com o sangue, fluidos corporais e tecidos de animais infectados ou pessoas.

http://rt.com/news/161576-sierra-leone-ebola-outbreak/
http://undhorizontenews2.blogspot.com.br/2014/05/ebola-atacando.html

A Copa da Esperança e a Copa do Medo

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Arnaldo Jabor

Meu avô chegou em casa chorando. As ruas estavam desertas e o silêncio era total. Isso, no dia 16 de julho de 1950, quando o Brasil perdeu para o Uruguai. Lembro de meu avô dizendo que só se ouviam os sapatos. Os chinelos, até pés descalços desciam as rampas do Maracanã, e, vez por outra, alguém soluçava. Eu era pequeno e não entendia bem aquele desespero que excitava a criançada — ver adultos chorando! Muitos anos depois o Nelson Rodrigues me disse a mesma coisa: só os sapatos falavam. Mas, por que isso aconteceu?

A guerra tinha acabado, a Fifa nos escolhera para a sede da Copa porque a Europa estava ainda muito combalida pela guerra. Tivemos de construir o Maracanã, que o prefeito Mendes de Morais inaugurou como se fosse o símbolo de um Brasil novo — o maior estádio do mundo. Getúlio Vargas já era candidato a presidente democraticamente eleito e tínhamos a sensação de que deixaríamos de ser um país de vira-latas para um presente que nos apontava o futuro.

O governo Dutra tinha gasto a maior parte de nossas altas reservas do pós-guerra em importações americanas. Inteiramente submissos ao desejo dos gringos, nos enchemos de produtos inúteis: meias de náilon, chicletes de bola, bolinhas de gude coloridas com que jogávamos, ioiôs, carros importados, o novo clima do cinema americano, dos musicais da Metro, o sonho de alegria e orgulho que pedimos emprestado aos Estados Unidos.

Com ingênua esperança de modernidade, achávamos que nossa vez tinha chegado. E fomos ao jogo para ver nossa independência. Tínhamos certeza absoluta da vitória. Os jornais já fotografavam os jogadores do “scratch” como campeões invencíveis. Tínhamos ganho tudo. Apenas um empate com a Suíça, sete a um contra a Suécia, seis a um contra a “fúria” espanhola.

O estádio estava cheio de ex-vira-latas, de ex-perdedores; como diria Nelson Rodrigues, todos éramos patrióticos granadeiros bigodudos e dragões da independência, Napoleões antes de Waterloo. Não queríamos apena uma vitória, mas a salvação. Só a taça aplacaria nossa impotência diante da eterna zona brasileira. Queríamos berrar ao mundo: “Viram? Nós somos maravilhosos!”

Precisando de somente um empate, a seleção brasileira abriu o marcador com Friaça aos dois minutos do segundo tempo, mas o Uruguai conseguiu a virada com gols de Schiaffino e Ghiggia. Claro que foi um terrível lance de azar, mas, para nós, o mundo acabou. No estádio mudo, sentia-se a respiração custosa de 200 mil pessoas. Ouvia-se a dor. Foi uma mutação no país.

Não estávamos preparados para perder! Essa era a verdade. E a certeza onipotente leva à desgraça. Traz a morte súbita, a guilhotina. Sem medo, ninguém ganha. Só o pavor ancestral cria uma tropa de javalis profissionais para o triunfo, só o pânico nos faz rezar e vencer, só Deus explica as vitórias esmagadoras, pois nenhum time vence sem a medalhinha no pescoço e sem ave-marias. Isso é o óbvio, mas foi ignorado. E, quando o óbvio é desprezado, ficamos expostos ao sobrenatural, ao mistério do destino.

Um amigo meu, já falecido, Paulo Perdigão, escreveu um livro essencial para entender o país naquela época: a “Anatomia de uma derrota”, onde ele cria uma frase que nos explicava em 1950 e que nos explica até hoje: o Brasil seria outro país se tivéssemos ganho “aquela” Copa, “naquele” ano. “Talvez não tivesse havido a morte de Getúlio nem a ditadura militar.

Foi uma derrota atribuída ao atraso do país e que reavivou o tradicional pessimismo da ideologia nacional: éramos inferiores por um destino ingrato. Tal certeza acarretou nos brasileiros a angústia de sentir que a nação tinha morrido no gramado do Maracanã...”. E aí ele escreveu a frase rasgada de dor: “Nunca mais seremos campeões do mundo de 1950!”.

Esta sentença nos persegue até hoje. Talvez nunca mais tenhamos o peito cheio de fé como naquele ano remoto.

Lá, sonhávamos com um futuro para o país. Agora, tentamos limpar nosso presente. Somos hoje uma nação de humilhados e ofendidos, debaixo da chuva de mentiras políticas, violência e crimes sem punição. Descobrimos que o país é dominado por ladrões de galinha, por batedores de carteira e traficantes. E mais grave: a solidariedade natural, quase “instintiva” das pessoas está acabando. Já há uma grande violência do povo contra si mesmo.

Garotos decapitam outros numa prisão, ônibus são queimados por nada, meninas em fogo, presos massacrados, crianças assassinadas por pais e mães, uma revolta sem rumo, um rancor geral contra tudo. Repito: estamos vivendo uma mutação histórica.

Há uma africanização de nossa desgraça, com o perigo de ser irreversível. E não era assim — sempre vivemos o suspense e a esperança de que algo ia mudar para melhor.

Isso parece ter acabado. É possível que tenhamos caído de um “terceiro mundo” para um “quarto mundo”. O quarto mundo é a paralisação das possibilidades. Quem vai resolver o drama brasileiro? As informações criam apenas perplexidade e medo mas, como agir? Não há uma ideologia que dê conta do recado.


O mais claro sinal de que vivemos uma mutação histórica é esta Copa do Medo. Há o suspense de saber se haverá um vexame internacional que já nos ameaça. Será péssimo para tudo, para economia, transações políticas, se ficar visível com clareza sinistra nossa incompetência endêmica, secular. Nunca pensei em ver isso. O amor pelo futebol parecia-me indestrutível. O governo pensava assim também, com o luxo dos gastos para o grande circo. E as placas nas ruas se sucedem: “Abaixo a Copa!”, “Queremos uma vida padrão Fifa!”.

Como vão jogar nossos craques? Com que cabeça? Será possível ganharmos com este baixo astral, com a gritaria de manifestantes invadindo os estádios? Haverá espírito esportivo que apague essa tristeza?

Antes, nas copas do mundo éramos a pátria de chuteiras. Hoje somos chuteiras sem pátria.


Arnaldo Jabor é Cineasta e Jornalista. Originalmente publicado em O Globo e no Estadão em 27 de maio de 2014.

Drones: ataques da CIA no Paquistão …

Posted by  on May 27, 2014
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Ataques de drones da CIA no Paquistão são realizados por pessoal regular da força aérea dos EUA desde uma Base Aérea no estado de Nevada
Antigos Operadores de drones afirmam em novo vídeo documentário que as missões da CIA são controladas remotamente pelo pessoal do 17 ª Esquadrão de Reconhecimento da USAF que opera a partir de um local seguro em um canto daBase da Força (USAF) Aérea Creech, a 45 milhas de Las Vegas, no deserto de Mojave, estado de Nevada.
Tradução, edição e imagens:  Thoth3126@gmail.com
Ataques de drones da CIA no Paquistão, que já mataram civis, mulheres e crianças, são realizados por pessoal regular da força aérea dos EUA desde uma Base Aérea no estado de Nevada
The Guardian , Chris Woods, Segunda-feira 14 abril de 2014 14:30 BRT
Uma unidade normal da força aérea dos EUA com base no deserto de Nevada é responsável por voar o programa de ataque de drones da CIA  no Paquistãode acordo com um novo documentário em vídeo que foi lançado numa terça-feira, 15 de abril de 2014.
O filme – que levou três anos na sua produção – identifica a unidade que realiza os ataques da CIA em áreas tribais do Paquistão como o 17º Esquadrão de Reconhecimento, que opera a partir de um condomínio seguro em um canto dentro da base da (USAF) força aérea em Creech (Creech Air Force Base), a 45 milhas de Las Vegas no deserto de Mojave, no estado de Nevada.
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Creech Air Force Base, a 45 milhas de Las Vegas no deserto de Mojave, no estado de Nevada.
Vários antigos operadores de drones têm afirmado que o pessoal da unidade convencional da força aérea – em vez de empreiteiros civis – já realizaram missões com Drones Predator fortemente armados da CIA no Paquistão, uma campanha de 10 anos que de acordo com algumas estimativas, já matou mais de 2.400 pessoas (n.t. bugs, insetos … para a CIA e os militares dos EUA).
Hina Shamsi, uma diretora do (ACLU’s National Security Project) Projeto de Segurança Nacional Americana das Liberdades Civis da União, disse que esta organização colocou questões de legalidade e de supervisão sobre o programa da CIA. Um aparelho de força letal em que a CIA e o exército regular dos EUA colaboram seus esforços, que eles já estariam produzindo riscos derrubando os freios e contrapesos que restringem onde e quando uma força letal deve ser usada (para matar), e frustram a responsabilidade democrática, o que não pode ocorrer em segredo.
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The Guardian procurou o Conselho de Segurança Nacional, a CIA e o Pentágono nos EUA para comentar o assunto na semana passada. 
O NSC e a CIA se recusaram a comentar, enquanto que o Pentágono não nos respondeu.
O papel do 17º esquadrão, e do uso de seu pessoal regular da força aérea em programa de assassinato seletivo da CIA, surgiu pela primeira vez durante as entrevistas com dois ex-operadores de aviões, Drones não tripulados das forças especiais para um novo documentário em vídeo, chamado de DRONE.
Brandon Bryant, um ex-operador  de drones Predator dos EUA, disse no filme, que ele decidiu falar depois que altos funcionários da administração Obama deram uma entrevista no ano passado, em que eles disseram que queriam a “transferência” do controle  do programa secreto de  drones da CIA para os militares. Bryant disse que isso era falso porque há muito tempo já era conhecido nos círculos militares que a Força Aérea dos EUA já estava envolvida com o programa da CIA.
“Há uma mentira escondida dentro dessa verdade. E a mentira é que sempre foi a força (USAF) aérea que voou essas missões. A CIA pode ser o cliente, mas a Força Aérea tem sempre conduzido os voos. Uma etiqueta da CIA é apenas uma desculpa para não ter que desistir de qualquer informação. Isso é tudo o que sempre aconteceu”. Referindo-se ao esquadrão 17, outro ex-operador de drones, Michael Haas, acrescentou: “É bem conhecido [entre o pessoal] de que a CIA controla a sua própria missão.” 
Seis outros ex-operadores de drones que trabalharam na mesma unidade, e que têm amplo conhecimento do programa de drones, desde então corroboraram essas reivindicações. Nenhum deles estava preparado para gravar entrevista devido à sensibilidade da questão. Bryant disse que o escrutínio público do programa até agora se concentrou na CIA, em vez de também nos militares, e que era hora de reconhecer o papel das pessoas que tinham vindo a realizar missões em nome de analistas civis da agência.
“Todo mundo fala sobre a CIA no Paquistão, a CIA double-tap, CIA sobre o Iêmen, CIA sobre a Somália. Mas eu não acredito que somente eles merecem o ônus da totalidade de tudo que  esta acontecendo com o programa de drones”, disse ele. ”Eles podem conduzir as missões, eles poderiam dizer que esses são os objetivos – mas eles não comandam os drones em seus voos.”.
Outro antigo operador de drones baseado em Creech disse que os membros do 17 º eram obsessivamente “secretos”. “Eles não saiam com ninguém. Assim que entravam no 17º e se tornavam operacionais (de voos de drones) eles praticamente paravam de falar com a gente. Eles só saiam entre si, no seu próprio grupo, como um aluno de ensino médio, uma gangue ou algo assim.”
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Um cartaz de uma criança apareceu no SOLO do noroeste do Paquistão, para aumentar a conscientização contra os inúmeros ataques de drones que a região sofreu. Os artistas que criaram a imagem esperam que os comandantes militares vão pensar duas vezes antes de disparar depois de ver o retrato. Mais de 200 crianças já teriam morrido na fortemente bombardeada região de Khyber Pukhtoonkhwa de acordo com o site notabugsplat.com. ‘Splat Bug’ (inseto esmagado) é o nome dado pelos militares norte americanos para uma pessoa que tenha sido morta por um drone. Visualizando o corpo através de uma distante imagem granulada de computador dá a impressão de que um “inseto foi esmagado”. (http://notabugsplat.com/)
Shamsi disse que as revelações, se for verdade, levantavam “uma série de outras perguntas urgentes sobre o quadro jurídico em que o programa de assassinato seletivo é realizado e a base para o segredo que continua a envolvê-lo.”
Ela acrescentou: Ele (o programa) vai surgir como uma surpresa (????) para a maioria dos norte mericanos se a CIA está dirigindo aparato militar para realizar atividades bélicas A agência deveria atuar na coleta e análise de inteligência estrangeira, não presidindo um aparato militar de matança maciça (de civis)“.
“Nós não sabemos exatamente “SOBRE QUAIS AS REGRAS” que a CIA está operando, mas o que nós sabemos deixa claro que ela não está cumprindo as leis extrajudicial que limitam estritamente uma matança tanto dentro como fora do campo de batalha tradicional. Agora temos que perguntar se o pessoal militar normal também está violando essas leis, bem como, sobre o sigilo que a CIA exerce como espada e escudo sobre as suas atividades de matança.
“As audiências no Congresso no ano passado deixaram embaraçosamente claro que o Congresso não tinha exercido muita supervisão sobre o programa letal da CIA.” Em teoria, a revelação poderia expor o pessoal da Força Aérea a desafios legais baseados na sua participação direta em um programa sobre o qual um relatório especial das Nações Unidas e vários especialistas em direito internacional estão questionando que pode estar violando total ou parcialmente o direito internacional.
Instalado a 45 milhas a noroeste de Las Vegas, no deserto de Mojave,  a Base da Força Aérea Creech tem desempenhado um papel fundamental no programa de drones dos EUA desde a década de 1990. A ala 432d supervisiona quatro esquadrões Predator e Reaper da Força Aérea, que realizam missões de vigilância e ataques aéreos no distante Afeganistão.
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Há um outro grupo, um conjunto muito mais secreto  de unidades dentro da asa chamada 732 Grupo de Operações, que afirma que “emprega aeronaves remotamente pilotadas -DRONES – em teatros de guerra em todo o mundo durante todo o ano”.
Este grupo de operações tem quatro esquadrões de aviões não tripulados, e todos parecem estar ligados com a CIA. O 30th Reconnaissance Squadron que realiza “teste-de-voos” do RQ-170 Sentinel, um drone furtivo (Stealth) da CIA que ganhou as manchetes depois que um foi capturado sobre o Irã em dezembro de 2011Os 22º Reconnaissance e o 867º Squadron ambos utilizam o Drones Reaper, um sucessor mais fortemente bem armado do drone Predator.
Mas é a última das quatro unidades – o 17 º Esquadrão de Reconhecimento – que agora está sob mais escrutínio público. Entende-se que tenha cerca de 300 tripulantes de operadores e opera cerca de 35 drones Predator - o suficiente para se fazer cinco ou seis missões simultâneas durante qualquer período de 24 horas. Esse esquadrão opera a partir de um condomínio no interior da Base Creech, que mesmo visitantes militares VIPs (alta patente) são incapazes de acesso, dizem o ex-pessoal da base. Ex-trabalhadores em Creech dizem que a unidade foi tratada como as “jóias da coroa” do programa de DRONES.
“Eles nem sequer deixam alguém caminhar por ela, eles eram e são muito protetores”, disse Haas, que há dois anos era um operador de drones. Ele também era um instrutor operacional na Base Creech. “Pelo que eu fui capaz de perceber, foi praticamente confirmado que eles estavam voando missões quase exclusivamente no Paquistão com a intenção de ataque letal.”
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Na Célula de Operações, que recebe feeds de vídeo de cada drone “on-line” com operação em andamento na Base Creech, os coordenadores do 17 º esquadrão foram mantidos separados de todos os demais grupos. Estabelecido como um esquadrão de drones regular em 2002, a unidade sofreu a transição para (a CIA) seu novo “cliente”, em 2004, ao mesmo tempo que os ataques de drones da CIA começaram no Paquistão, ex-funcionários disseram.
Os operadores recebem suas ordens de analistas civis da CIA que, em última instância decide se – quando e contra quem – realizar um ataque, de acordo com um ex-comandante de drones de nível médio. A Base de Creech   da força aérea se questionada só confirmaria que o 17º esquadrão estava envolvido em “operações globais”.
“O Grupo de Operações 732 supervisiona as operações globais de quatro esquadrões. O  17º Esquadrão de Reconhecimento, o 22º Esquadrão de Reconhecimento, o 30º Esquadrão de Reconhecimento  e o 867º Esquadrão de Reconhecimento. Estes esquadrões estão ainda ativos … sua missão (seria) é a realização de operações com alta qualidade e com persistência, papel de multi-inteligência, a vigilância e o reconhecimento em apoio às necessidades dos comandantes combatentes”.
Morte
Apesar dos ataques aéreos da agência (CIA) de inteligência ter matado um número de figuras importantes na Al-Qaeda e dos talibãs, a CIA também é acusado por dois investigadores das Nações Unidas de possíveis crimes de guerra em algumas das suas “atividades” no Paquistão. Eles estão investigando o direcionamento de bombardeio e das equipes de resgate de um funeral público (n.t. como mostrado no início do filme Eagle’s Eyes – Controle Total).
• Drone filme de Tonje Schei estréia em 15 de abril.
• Chris Woods é o autor de  Sudden Justice: America’s Secret Drone Wars (Justiça Súbita: Segredos da guerra com Drones da América), que foi publicado no inverno (Dez-Março) nos EUA e na Europa.
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