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quarta-feira, 2 de abril de 2014

Enquanto políticos gastam fortunas de dinheiro público em hospitais particulares para se tratar, o povo perece com um dos piores sistemas públicos de saúde do mundo

Publicado por Silvag1 em 2 abril, as 21 : 38 PM Print
Enquanto políticos gastam fortunas de dinheiro público em hospitais particulares para se tratar, o povo perece com um dos piores sistemas públicos de saúde do mundo
Enquanto milhões de brasileiros que dependem do SUS padecem a míngua com o caos no sistema público de saúde, deputados, senadores, presidente e ex-presidentes gastam verdadeiras fortunas de dinheiro público se tratando nos melhores e mais caros hospitais particulares do país.
A Câmara dos Deputados, através do Presidente da Câmara Henrique Alves (PMDB-RN), acabou com o limite de gastos dos deputados com saúde. Agora os deputados podem gastar o que quiserem com saúde nos mais caros hospitais particulares do país.O senado de Renan Calheiros (PMDB-AL) não fica atrás, senadores, ex-senadores e seus familiares se tratam nos mais conceituados hospitais do país. Em 7 meses foram quase R$ 78 milhões em despesas médicas bancadas pelos mesmos brasileiros que se tratam no SUS. Enquanto a nata da política brasileira, que teoricamente representa os interesses da sociedade tem o melhor atendimento médico que se pode encontrar no país, aqueles que os colocaram no poder e bancam estas despesas perecem dependendo de um dos piores sistemas públicos de saúde do mundo.
Presidente da República atual e ex-presidentes também, todos se tratam no Sirio Libanês, sempre as custas do contribuinte. Dinheiro não é problema, quando a caixinha estiver vazia é só aumentar os impostos e fica tudo certo.
Veja o brilhante comentário de Rachel Sheherazade sobre o assunto:



 Redação
Revolta Brasil
http://www.revoltabrasil.com.br/saude/3068-enquanto-politicos-gastam-fortunas-de-dinheiro-publico-em-hospitais-particulares-para-se-tartar-o-povo-perece-com-um-dos-piores-sistemas-publicos-de-saude-do-mundo.html

Montes Claros registra tremor de terra de 3,2 graus

Horas antes do terremoto no Chile, Montes Claros, em Minas Gerais, registrou tremor de 3,2 graus
Segundo o Corpo de Bombeiros, não houve graves consequências em decorrência dos abalos sentidos pelos moradores

MONTES CLAROS (MG) - Um terremoto de pequenas proporções assustou moradores de Montes Claros, ao Norte de Minas Gerais, horas antes de um tremor de de 8,2 graus de magnitude matar seis pessoas e deixar três gravemente feriadas no extremo Norte do Chile, às 20h46m desta terça-feira. Na cidade mineira, o abalo aconteceu por volta das 13h, e durou poucos segundos.


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Segundo informações do G1, o Observatório Sismológico de Brasília (Obsis) detectou um tremor de terra de magnitude de 3,2 na região, tendo o epicentro acontecido próximo à cidade mineira. O Corpo de Bombeiros registrou cerca de 30 ligações referentes a tremores. Segundo o órgão, não houve graves consequências em decorrência dos abalos sentidos pelos moradores.

De acordo com a Universidade de Brasília (UnB), o tremor foi detectado por três estações que estão instaladas em Itacarambi, na Região Norte do estado, Governador Valadares, na Região do Rio Doce, e Caldas Novas, em Goiás. Em Montes Claros, também há uma estação, porém ela não transmite dados on-line. Os resultados registrados por ela serão divulgado posteriormente.

O jornal O Estado de Minas informou que Montes Claros já registrou uma sequência de tremores nos últimos três anos. O mais forte deles - de 4,2 de magnitude, ocorrido em 19 de maio de 2012. Em março de 2013, foi divulgado relatório, que confirmou a causa dos sismos: trata-se de uma falha geológica de três quilômetros de extensão, situada a cerca 1,5 a 2 quilômetros de profundidade.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/ciencia/horas-antes-do-terremoto-no-chile-montes-claros-em-minas-gerais-registrou-tremor-de-32-graus-12065503#ixzz2xlpsqN9r 


http://issoeofim.blogspot.com.br/2014/04/montes-claros-registra-tremor-de-terra.html

Estranho Fenômeno É Filmado no Céu

Imagens de um fenômeno ocorrido ao lado do Sol foram capturadas por uma câmera em Indiana,EUA. Ele ocorreu em um dia claro, sem presença de nuvens e em local aberto.

A origem do fenômeno não pode ser percebida nas imagens, mas a espécie de raio parece sair doSol.

Isso indicaria a ocorrência de uma erupção solar tão forte que foi possível ver à olho nu desde aTerra - mas não existem informações sobre um evento desta magnitude em toda a história. Raios cósmicos também poderiam explicar o fenômeno.

Outra hipótese é o choque de duas frentes que começaram a formar uma nuvem, mas neste caso a nuvem teria permanecido no céu.


21dedezembro2012.blogspot.com.br/2014/04/estranho-fenomeno-e-filmado-no-ceu.html


http://issoeofim.blogspot.com.br/2014/04/estranho-fenomeno-e-filmado-no-ceu.html





Tremor de terra assusta moradores em Paramoti, Ceará

Postado  Relatos Mundiais
Os abalos foram sentidos por volta das 5h30 e 6 horas de terça-feira (1) deixando a população de Paramoti assustada. Segundo informações de moradores da cidade, essa não é a primeira vez que esse fenômeno é registrado no município.

No ano passado, na mesma data, também foram sentidos abalos sísmicos na região. Em 1997, foram registrados dois tremores de magnitudes 2.3, e 2.0 no dia 16 de fevereiro.
O epicentro encontra-se dentro do município de Pentecoste, a uma distância de 18 quilômetros a nordeste de Paramoti, sendo que esta cidade fica mais próxima do epicentro que a de Pentecoste. Exatamente há um ano após outro registro, que à época teve magnitude 1.9, os Paramotienses acordaram na manhã de terça-feira (1) com um novo impacto.
A trepidação mexeu, especialmente, com os telhados das residências como da aposentada Maria Nezinha Almeida de Souza,causando abalos em casas localizadas na área central. 
"Foi um forte estrondo, eu estava em casa e o percebi exatamente às 5h45 da manhã", relata o engenheiro agrônomo, Paulo Mariz. O Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN), a Defesa Civil do Ceará e o Observatório Sismológico da Universidade de Brasília vão acompanhar o ocorrido de ontem.

Se confirmado, este será o quinto tremor de terra em Paramoti, desde 1997. Naquele ano, no dia 16 de fevereiro, foram registrados tremores de magnitudes 2.3 e 2.0. Em 2012, aconteceu outro de magnitude 2.1. O último, ano passado, aconteceu por volta das nove da manhã de Primeiro de abril e teve o epicentro próximo à zona urbana do município.

Apreensão

Por conta disso, a apreensão se instalou no meio da população. ''Dessa vez, além de mais fortes, os abalos foram quase consecutivos. "Eu estava deitado na rede, já pronto para levantar, mas de repente foi o tamborete andando sozinho, a rede balançando, as telha tremendo e vindo aquele vulto por debaixo do chão. Olhe que tem tempo que moro aqui e nunca tinha visto um negócio daquele", narra o agricultor Francisco Nascimento de Sousa, morador do bairro do Alto da Bela Vista no centro da cidade.

"Deu um balanço tão forte que o jarro de planta se mexeu, parecia que o chão vinha andando e subindo com a gente. Caiu fragmentos das telhas e uns pedacinho de paredes'', disse o agricultor Francisco Nascimento.

Ontem no Mercado Público da cidade, ponto de concentração, ninguém falava em outra coisa, se não nos tremores de terra ocorrido na manhã de terça-feira.

Alguns moradores, que não chegaram a perceber a trepidação, não queriam acreditar por se tratar de primeiro de abril, dia dedicado a mentira.

A estudante Maria de Sousa Alves que andava de bicicleta pelas ruas da cidade, disse não ter sentido o tremor porque estava dormindo. O Comerciante Francisco José Santos falou a Reportagem que se encontrava em seu comércio no Mercado Público da cidade, quando viu as garrafas da prateleira tremerem. ''Pensei que fosse um rato tentando fugir, por ter notado a minha presença. Passaram alguns segundo e tudo começou novamente'', conta.

Quem viajava de moto, ficou assustado. É o caso da professora Verônica Sales de Andrade que vinha da comunidade de Água Boa. Ela disse ter sido surpreendida pela trepidação. "Pensei que tinha sido o pneu da moto que havia furado, era uma tremedeira só. Foi preciso parar o transporte depois do susto'', contou a educadora.

Telhado

A aposentada Francisca Santos Sousa, que mora no Centro, diz que ouviu o barulho, mas, a princípio, não pensou que fosse um tremor. "Estava acordada quando aconteceu, imaginei ser um trovão apenas, mas ouvi um barulho como se as telhas se mexessem, depois conversei com os vizinhos e eles disseram o que houve", afirma.

O funcionário público Valentim Neto, residente no bairro Vicente Farias, comenta que, embora não tenha se assustado, ao perceber o telhado balançar, imaginou: "É um tremor", resume. Para o desempregado Antonio Benedito Gomes, tudo pareceu uma explosão. "Nas outras vezes que houve tremor em Paramoti não percebi, mas dessa vez sim".

O supervisor regional da Defesa Civil do Estado, Francisco Brandão, informou que até a manhã de ontem ainda não havia como determinar a magnitude do tremor. "Podemos apenas afirmar que não houve danos, apenas sustos", disse.

Fonte: Diário Do Nordeste

http://relatosmundiais.blogspot.com.br/2014/04/tremor-de-terra-assusta-moradores-em.html

Mosteiro do século VI é desenterrado em Israel

Os restos de um mosteiro de 1.500 anos de idade com mosaicos intactos cobrindo o chão foram desenterrados no sul de Israel, conforme anunciado pela Autoridade de Antiguidades de Israel.
Mosteiro do século VI é desenterrado em Israel
O complexo bizantino – que foi descoberto perto de Hura, aldeia beduína no deserto do norte de Negev – mede 20 por 35 metros. Ele é organizado em um eixo Leste-Oeste, característica comum em igrejas bizantinas, e uma sala de oração e outra de jantar são decoradas com mosaicos elaborados que mostram padrões geométricos, folhas, flores, cestas, jarros e pássaros.
Os mosaicos mantiveram as suas cores vibrantes de azul, vermelho, amarelo e verde ao longo dos séculos. As decorações do chão incluem inscrições em grego e na língua siríaca, que contêm informações bastante úteis para os historiadores: Os nomes dos abades do mosteiro – Eliyahu, Nonus, Salomão e Ilrion – e as datas em que cada andar foi construído durante a segunda metade do século VI dC.
O mosteiro também possuía quatro salas de serviço na ala oeste, que eram pavimentadas com mosaicos brancos. Os arqueólogos encontraram jarros de cerâmica, panelas, tigelas, vasos de vidro e moedas espalhadas pelas ruínas.
A descoberta foi feita durante uma escavação de salvamento em uma estrada do sul de Israel. Autoridades israelenses dizem que planejam reformar o mosteiro para projeto agrícola e turismo.


http://misteriosdomundo.com/mosteiro-seculo-vi-e-desenterrado-em-israel

Geoengenharia: como a tecnologia pode permitir a manipulação climática

Espelhos espaciais capazes de refletir radiação, mangueiras voadoras com jatos de aerossol de sulfato e árvores artificiais que absorvem CO2 são as apostas da ciência no controle do clima global Por Ramon Voltolini
Geoengenharia: como a tecnologia pode permitir a manipulação climática
Conheça os tipos CDR e SRM de geoengenharia. (Fonte da imagem:Reprodução/Redicecreations)
Pode parecer papo de um apaixonado por livros ou filmes de ficção científica, mas o controle do clima por mãos humanas pode estar prestes a se tornar realidade. Enviar radiação solar de volta às estrelas, fertilizar plantas marinhas com ferro ou fazer com que tubos gigantes voem pelos céus despejando aerossol de sulfato por toda atmosfera são algumas das ousadas propostas da geoengenharia – ciência que consiste no estudo de técnicas que podem possibilitar o controle das condições climáticas da Terra pelo homem.
Fato é que o contundente fenômeno do aquecimento global tem feitos as mentes de cientistas mundo afora “transpirar”. E desta vez, ideias que vão para além da criação de chuvas ou nevascas artificiais fazem parte do “plano B”: como conter a absorção de radiação pela Terra? É possível absorver o gás carbônico presente na atmosfera? Espelhos espaciais gigantes, tubos voadores de 20 km e outros mirabolantes projetos protagonizam hoje pesquisas que ganham cada vez mais solidez.

Uma ciência nascida às pressas

O mundo já está familiarizado com o efeito estufa – um dos principais “culpados” pelo aquecimento global. Mas quais tipos de medidas podem conter as altas de temperatura? Em 2009, cientistas chineses do Beijing Weather Modification Office fizeram com que 16 toneladas de neve caíssem a partir do lançamento de foguetes carregados com prata ionizada.
Geoengenharia: como a tecnologia pode permitir a manipulação climática
Um aumento de 0,5 ºC na temperatura global foi registrado em 2012. (Fonte da imagem: Reprodução/Mises)
Este efeito, conhecido como “cloud-seeding”, é capaz de reduzir o estrago provocado por granizos, aumentar, naturalmente, a frequência de chuvas e dispersar também neblina por cidades. Atualmente, ao menos 20 países conduzem projetos relacionados ao cloud-seeding – somente nos EUA, 10 estados chefiam mais de 60 programas do tipo. Mas o quão eficaz a criação de chuvas artificias é?
Em 2003, uma pesquisa realizada pela Academia Nacional de Ciências dos EUA concluiu que não há provas concretas sobre a eficiência do cloud-seeding. De acordo com Michael Garstang, professor da universidade de Virginia, “tudo permanece como um leque de evidências definitivas”. Bruce Boe, especialista da Weather Modification Inc., empresa privada especializada em climatologia dos EUA, diz que “o processo não é capaz de aumentar a precipitação em cerca de 50% dos casos”.
Trocando em miúdos, significa dizer que os pesquisadores concordam em reconhecer a eficácia baixa do cloud-seeding no combate ao aquecimento global. Novas ferramentas e instrumentos têm sido usados pelos persistentes cientistas do clima, é verdade – na China, de 32 a 35 mil pessoas são empregadas pela indústria de controle climático. Ainda assim, o surgimento de técnicas mais ousadas mostrou-se necessário.

Motivação é o que não falta

Bill Gates tem se mostrado interessado em pesquisas sobre manipulação climática nos últimos anos (o figurão já doou US$ 4,5 milhões a instituições de pesquisas em geoengenharia). E a boa vontade do executivo parece ter sido inspirada por um relatório datado de 2009: de acordo com o centro de pesquisas inglês Royal Society, se o gelo da Groelândia derreter, o nível do mar poderá aumentar em pouco mais de 7 metros – cidades como Londres e Los Angeles ficariam completamente submersas.
Geoengenharia: como a tecnologia pode permitir a manipulação climática
Controlar a emissão de gases estufa não é o suficiente. (Fonte da imagem:Reprodução/Bgjnejr)
O cenário mostra-se ainda mais quente a partir de outra constatação feita pela Royal Society: até 2050, a emissão de gases estufa deverá ser reduzida em 50%. Acontece, porém, que um aumento de 1,4% na liberação de CO2 foi notado em 2012. E mais: se todo o carbono emitido pelo homem fosse expurgado hoje mesmo, a temperatura de nosso planeta iria continuar a subir durante décadas. “Não sabemos a qual escala de 'invencibilidade' o clima pode chegar”, diz Hugh Hunt, engenheiro da universidade de Cambridge e especialista da SPICE (Injeção Estratosférica de Partículas para a Engenharia Climática - EUA).
Pois assim as evidências falam por si: combater somente a emissão de gases estufa não é o suficiente. Conheça, portanto, o que a geoengenharia tem a dizer sobre o gerenciamento do clima em escala global.

Tipos de geoengenharia

Existem dois conjuntos de técnicas capazes de proporcionar, em teoria, o controle do clima em escala global. A maioria dos projetos que compõe cada uma das metodologias é teórica. Conforme explica Andy Parker, renomado professor da universidade de Cambridge, os modelos idealizados são ainda incipientes. “Podemos fazer muito pouco agora, uma vez que a tecnologia [requerida pelos projetos] não foi desenvolvida para intervir em escala global”.
O Solar Radiation Management (SRM) consiste na adoção de técnicas de reflexão de parte da radiação solar. Grosso modo, a Terra poderia ser resfriada por meio do controle da incidência dos raios solares sobre sua superfície. Mas como fazer isso? Espelhos gigantes em plena órbita, telhados de edificações urbanos com superfície branca, distribuição de aerossol de sulfato pela atmosfera e a adaptação do cloud-seeding são algumas das propostas de SRM.
  • Espelhos gigantes em pleno espaço

Espelhos finos e gigantescos poderiam ser colocados em órbita para refletir parte dos raios solares. O desenvolvimento dessas placas poderia levar décadas e consumiria alguns trilhões de dólares. Os efeitos da reflexão feita pelos espelhos espaciais sobre o clima da Terra são desconhecidos e o processo de acidificação oceânica não seria interrompido.
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Trilhões de dólares e décadas seriam gastos na construção dos espelhos. (Fonte da imagem: Reprodução/Dailymail)
  • Tetos todos brancos

A pintura de branco de partes das edificações urbanas é outra das propostas feitas sob os moldes da SRM. Apesar de ser uma alternativa relativamente barata, pintar os tetos de prédios e até mesmo parte de certas avenidas pode gerar efeitos negativos às cidades: a formação de nuvens e, consequentemente, a queda de chuvas seriam prejudicadas por esta medida.
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Formação de nuvens pode ser prejudicada pela reflexão. (Fonte da imagem:Reprodução/Amazonaws)
  • Plantas refletoras

Algumas plantas terrestres são bastante efetivas na reflexão de raios solares. Mas, mesmo sendo um processo aparentemente simples, grandes áreas de terra precisariam ser consumidas – aumento no preço de alimentos e comprometimento da resistência do solo seriam alguns dos efeitos colaterais provocados pela adoção desta técnica.
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Certos tipos de gramas são efetivos na reflexão de radiação. (Fonte da imagem:Reprodução/Fanpop)
  • Mangueiras voadoras

A distribuição de aerossóis de sulfato pela atmosfera poderia ser feita por mangueiras com 20 km de extensão presas a um enorme balão de gás hélio. A liberação dessa substância propiciaria a reflexão de radiação solar e contribuiria também na formação de nuvens.
Geoengenharia: como a tecnologia pode permitir a manipulação climática
Imagem ilustrativa. (Fonte da imagem: Reprodução/TheGuardian)
  • Nuvens “espelhadas” e spray

A técnica de cloud-seeding poderia ser adaptada: em vez de prezar pela precipitação, esta metodologia ciaria nuvens capazes também de refletir radiação. No lugar de foguetes carregados com prata ionizada, os disparos levariam mais partículas refletoras (como areia e pó) para os céus. Aviões equipados com aerossóis de sulfato poderiam passear pelos ares, despejando ainda a substância química refletora como spray.
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Em detalhe, técnica de cloud-seeding. (Fonte da imagem: Reprodução/Kesq)
  • Frotas marinhas criadoras de nuvens

Imagine uma frota de barcas com o peso total de 3 mil toneladas. Pois esta é outra das ideias que têm por objetivo providenciar o controle climático. A intenção seria navegar pelos mares e espalhar pelo planeta nuvens (nos conformes da técnica de cloud-seeding).
O segundo tipo de geoengenharia é conhecido como Carbon Dioxide Removal (CDR). Este conjunto de técnicas tem como prioridade remover o CO2 da atmosfera através da absorção. Reflorestamento, fertilização de plantas marinhas com ferro e a construção de árvores artificiais são algumas das principais propostas do CDR.
  • Fertilização à base de ferro

A fertilização com ferro de determinadas plantas marinhas pode aumentar a absorção de CO2. Acredita-se que o mineral é capaz de estimular o crescimento de pequenas plantas que, por conseguinte, consumiriam mais gás carbônico. À medida em que os vegetais marinhos fossem morrendo, grande parte do CO2 acabaria por se solidificar nas profundezas dos grandes oceanos.
Geoengenharia: como a tecnologia pode permitir a manipulação climática
Fertilização oceânica é uma das técnicas já feitas. (Fonte da imagem:Reprodução/CBC)
  • "Cozinhar carvão"

O processo de nome biochar consiste no uso de “carvão cozido” para a absorção de CO2 do solo. Poços construídos com base nesta técnica podem "roubar" gás carbônico durante milhares de anos. O problema? O método biochar mostra-se pouco efetivo quando pensado em escala global.
Geoengenharia: como a tecnologia pode permitir a manipulação climática
A técnica biochar faz com que o CO2 do solo seja absorvido. (Fonte da imagem:Reprodução/Cerpch)
  • Árvores artificiais e reflorestamento

Máquinas capazes de absorver CO2 da atmosfera são também outra das alternativas CDR. Mas milhões de árvores artificiais deveriam ser construídas mundo afora para que um efeito global pudesse ser notado em... Milhões de anos. O reflorestamento, naturalmente, é ainda tópico fortemente considerado pela comunidade científica.
Geoengenharia: como a tecnologia pode permitir a manipulação climática
Milhões de máquinas deveriam ser construídas. (Fonte da imagem:Reprodução/Inhabitat)
  • Adição de alcalino aos oceanos

Despejar calcário (um alcalino) pelos oceanos faria com que as águas conseguissem absorver CO2. Mas alterar a composição química dos mares é prejudicial a certas espécies de animais.

Controle de técnicas e efeitos incertos

Pesquisas sobre geoengenharia ainda caminham a passos curtos. Mas os especialistas  reconhecem: o efeito provocado pela adoção de procedimentos de resfriamento global é ainda desconhecido. Bloquear a entrada de raios solares é uma saída arriscada, diga-se de passagem. Prova disso foi a erupção do vulcão de Mount Pinatubo, nas Filipinas, em 1991.
Ao evitar a chegada de raios de sol à terra, toda a cinza gerada pelo fenômeno natural resfriou, em somente 2 anos, 0,5 ºC a temperatura de todo o planeta. “Se você começar a evitar a entrada de radiação, a temperatura vai cair rapidamente”, alerta ainda Parker.
Geoengenharia: como a tecnologia pode permitir a manipulação climática
Os efeitos colaterais de manipulações climáticas são desconhecidos. (Fonte da imagem: Reprodução/Samtaztic)
Grande parte das propostas de SRM e CDR para manipulação climática é ainda mera idealização – efetivamente, pouca coisa foi de fato feita ou sequer testada. As limitações técnicas que impedem o desenvolvimento de algumas propostas justificam, por exemplo, o não desenvolvimento de espelhos gigantes espaciais.
A fertilização com ferro de plantas marinhas tem sido feita por cientistas, deve-se dizer. Contudo, os resultados deste processo só poderão ser notados dentro de décadas. A manipulação climática poderá se tornar prática corriqueira ou tudo não passa de um bem fundamentado e fantástico "placebo científico"?

Fonte: http://www.tecmundo.com.br/ciencia/53102-geoengenharia-como-a-tecnologia-pode-permitir-a-manipulacao-climatica.htm#ixzz2xkboFfwo

http://illuminatielitemaldita.blogspot.com.br/2014/04/geoengenharia-como-tecnologia-pode.html

NUTRICÍDIO: Alimentos que nos chegam ao prato não foram feitos para comer

E se o seu organismo não reconhecer aquilo que você come como um alimento? Defende-se, inflama-se, fica doente. É o que fazem muitos dos produtos que levamos à boca. Cristina Sales, médica e especialista em alimentação, garante que na origem da maioria das doenças que afectam o homem do século XXI está o que comemos e o modo como o fazemos. É que os alimentos são veículos de comunicação: dizem às células como devem comportar-se.

Precisamos de mudar a forma como nos alimentamos?
É obrigatório que o façamos porque a alimentação que a população dos países ocidentais, incluindo Portugal, passou a fazer nos últimos cinquenta anos é o que está na origem da maior parte das doenças endócrinas, metabólicas, autoimunes, degenerativas e alérgicas. As novas epidemias devem-se sobretudo aos estilos de vida e à alimentação que fazemos desde o pós-guerra.
A alimentação é decisiva para a saúde e o bem-estar mas está a provocar doenças e a aumentar a mortalidade precoce?
A geração dos nossos filhos terá uma esperança de vida mais reduzida do que a nossa por causa dos estilos de vida e da alimentação. Primeiro, os produtos altamente processados pela indústria alimentar conduzem a uma desnutrição em nutrientes fundamentais e ingerimos uma grande quantidade de calorias vazias. Segundo, são muito diferentes dos alimentos originais e o organismo não sabe lidar com eles, não os reconhece como alimentos. Depois, há uma sobrecarga tóxica inerente à alimentação que provém dos agroquímicos (da produção), dos conservantes, corantes e adoçantes que são adicionados para preservar os produtos durante mais tempo e para os manter bonitinhos.

São alimentos para ver…

Os produtos que nos chegam ao prato foram feitos para vender e não para comer. Não têm nada que ver com os alimentos que ingerimos e que nos fizeram viver e sobreviver ao longo de milhões de anos. Esta mudança ocorreu tão depressa que o organismo não está adaptado para gerir, digerir e assimilar estes produtos, pelo contrário, vê-os como substâncias estranhas e reage, inflamando-se.
Como é que podemos livrar-nos dessa teia?
As escolhas alimentares são condicionadas pela publicidade, as pessoas não são ensinadas a escolher. Quem é que é ensinado a consumir maçãs ou laranjas? Ninguém. A informação que passa de forma subliminar através dos anúncios da TV e dos jornais é que se deve beber sumo de maçã e de laranja. Mas se alguém ler os rótulos das embalagens verifica que contém imenso açúcar, frutose, acidificantes, etc., e o que falta é a maçã e a laranja. É preciso informar, ensinar e consciencializar a população.
A atitude da indústria alimentar tem de mudar?
No global sim, mas também depende do que a indústria faz. A conservação de alimentos através da congelação, por exemplo, é perfeita. Os legumes congelados são uma ótima opção, por vezes mais económica, e chegam ao consumidor mais frescos e com mais nutrientes do que os que são mantidos durante cinco ou seis dias nas cadeias de distribuição. Já quando falamos de alimentos que têm de levar uma quantidade enorme de aditivos para serem consumidos – é o caso das carnes de muito má qualidade e dos aproveitamentos que se fazem dos restos dos mariscos – é diferente. Sempre que tivermos de dobrar a língua muitas vezes para conseguir ler o que está escrito nos rótulos é porque não é comida. Não compre. Será qualquer coisa que do ponto de vista nutricional, químico e metabólico está muito longe do alimento original.
Está a falar de alimentos que duram ad eternum?
Por exemplo. Como é que duram? Fizeram-se estudos com hambúrgueres e batatas fritas – uns feitos em casa, com carne picada, e batatas que foram descascadas, outros com produtos processados e embalados – e verificou-se que ao fim de trinta ou quarenta dias alguns hambúrgueres se mantinham iguaizinhos. Não se degradaram, ao contrário dos que foram feitos em casa, que estavam estragados três dias depois. Ora alguém acha que uma coisa daquelas pode ser comida?
Quando ingerimos produtos desse tipo como é que o organismo reage?
Defende-se e inflama-se ou agarra naquelas coisas que não considera importantes e arruma-as nos depósitos de lixo, que são as células gordas. Estas, além de serem o nosso reservatório de energia, são também o depósito de substâncias tóxicas que o organismo não metaboliza ou não utiliza para impedir que entrem nos circuitos mais nobres. Esta acumulação de lixo cria bloqueios bioquímicos e alterações metabólicas que impedem as células de trabalhar em condições. Hoje ninguém sabe que consequências é que isto tem para o cérebro e o sistema imunitário e para o bom trabalho hepático e digestivo. Os circuitos da toxicidade são cruzados – se uma pessoa come de vez em quando um gelado, um iogurte, umas bolachas ou um sumo que tem um determinado corante é uma coisa, mas se o faz com regularidade, ao fim de seis meses já ultrapassou as doses suportáveis e entra em sobrecarga tóxica.
E o que é que acontece?
Veja-se o ácido fosfórico, um aditivo que está presente em alimentos de consumo diário, como os cereais de pequeno-almoço e os refrigerantes. Quem ingere estes produtos todos os dias, além de ficar com o sistema acidificado e perder cálcio (uma compensação do organismo que depois predispõe à osteoporose), também fica numa excitação – o ácido fosfórico é um estimulante cerebral e é óbvio que uma criança que de manhã come um prato de cereais chega à escola e não para quieta. O ácido fosfórico altera o comportamento e em determinadas concentrações é neurotóxico.
Como é que os alimentos atuam no organismo? 
Os alimentos servem para construir tecido, osso, órgãos, etc., e para nos darem energia, mas o que as ciências da nutrição têm vindo a mostrar é que os alimentos são essencialmente moduladores do comportamento celular – são informadores das células, dizem-lhes como devem funcionar. Imagine que tem um prato com uma determinada quantidade de proteínas (peixe ou carne) e outra de hidratos de carbono. Só a proporção entre a quantidade de carne e batatas ingeridas vai informar o organismo da necessidade de produzir uma hormona ou outra, neste caso insulina (que é a hormona do armazenamento) ou glucagon (a hormona do desarmazenamento).
Explique lá melhor…
Se comer mais proteínas do que hidratos de carbono vai produzir mais glucagon e induzir o metabolismo a ir buscar gordura acumulada para disponibilizar às células, ou seja, vai desarmazenar. Mas se comer mais arroz, massa ou batatas vai dar uma ordem em sentido contrário, vai dizer que é precisa mais insulina e vai acumular gordura.
Mas se as pessoas forem ativas podem queimar essa energia…
Isso é outra coisa, o que importa reter é que na proporção hidratos de carbono/proteínas a quantidade de açúcar que chega aos sensores do tubo digestivo aciona imediatamente uma ordem de libertação de glucagon ou de insulina. Se a indicação é libertar glucagon, o organismo vai usar a gordura acumulada, se a ordem for para libertar insulina, o organismo vai armazenar gordura. Isto é pura informação.
Quem quer perder peso tem de saber isso, certo?
Se a pessoa tiver consciência da informação que dá ao corpo tem muito mais capacidade para o modular. Outro exemplo. A leptina, a hormona que sinaliza o apetite, que depende sobretudo do ritmo solar. Ora, uma pessoa equilibrada, que durma de noite e trabalhe de dia, produz mais leptina de manhã (e tem apetite) e ao fim do dia produz menor quantidade (o apetite diminui). Se uma pessoa comer muito à noite estraga este equilíbrio e a certa altura está sempre com fome porque inutilizou os sensores da leptina. Nós somos mamíferos e de noite, quando dormimos, não precisamos de comer. O nosso corpo tem a sabedoria para sinalizar o apetite em função da hora do dia – comer muito à noite estraga essa sinalização, faz ter apetite a toda a hora.
A alimentação é bioquímica?
Os alimentos são veículos de comunicação. Se fizer uma refeição de gordura saturada – uma sopa com um chouriço e depois um cozido à portuguesa – dá um sinal à cárdia (esfíncter entre o estômago e o esófago) para alargar e é assim que ocorrer o refluxo gastroesofágico e aparece a azia. A gordura saturada é um sinal que se dá à cárdia para se manter aberta. Se no dia seguinte a mesma pessoa só comer azeite ou gorduras de peixe não terá azia. Sabe porquê? É que o azeite ajuda a fechar a cárdia. Este é outro exemplo que ilustra a importância do conhecimento. Pessoas mais esclarecidas fazem escolhas mais acertadas.
A forma como nos alimentamos dita o comportamento das células?
Quando ingeridas, as gorduras saturadas e as gorduras ómega 6 (provenientes essencialmente dos animais e dos cereais, sobretudo da soja) são a estrutura a partir da qual as células fazem substâncias pró-inflamatórias. As gorduras ómega 3 – provenientes das algas e dos peixes – são as que permitem que as células produzam substâncias anti-inflamatórias. Se uma pessoa tem uma doença inflamatória (por exemplo, uma alergia, artrite ou doença autoimune) e come muita gordura saturada, esta vai funcionar como substrato para a fogueira e agravar o processo inflamatório da doença que já tem. Ao contrário, se a pessoa ingerir gorduras ómega 3, vai ser capaz de construir extintores de incêndio para que as suas células produzam anti-inflamatórios.
Há outros exemplos?
Se uma pessoa tem tendência depressiva porque não consegue produzir serotonina em quantidade suficiente, deve comer os alimentos que têm os aminoácidos precursores da serotonina – a carne de peru, por exemplo, é extremamente rica em triptofano, que é um precursor da serotonina. Se a pessoa souber isto, no outono, quando o tempo fica mais escuro, porque é que não há de comer mais carne de peru em vez de carne de vaca?
A alimentação e o processo digestivo podem agravar ou controlar certas doenças?
Sim, se uma pessoa tem uma predisposição genética para a diabetes, Alzheimer, etc., a doença só vai manifestar-se se o gene for ativado. Mas o que as pessoas precisam de saber é que os genes também podem ser desativados – é a modulação genética através da nutrigenética. Como? O que ativa ou suprime a expressão dos genes é a presença de determinados fitoquímicos, substâncias que também se encontram nos alimentos.
Podemos dizer que há alimentos anti-inflamatórios?
Claramente. Os que têm ómega 3 – sardinha, cavala e os peixes das águas frias do Norte. Algumas substâncias vegetais dos legumes (tomate), frutos (quivi) e especiarias (a curcuma, que confere a cor amarela ao caril) também têm efeito modulador de alguns genes pró-inflamatórios. Mas alimentos anti-inflamatórios devem ser consumidos, independentemente de se ter doença ou não. Hoje sabe-se que um cérebro com Alzheimer já está inflamado vinte anos antes da manifestação da doença. Todas as doenças degenerativas começam com processos inflamatórias, as autoimunes também. Não conhecemos é as causas.
Há substâncias que devem mesmo ser eliminadas da alimentação?
Os aditivos químicos. Falo das substâncias químicas que não são alimentos, que são usadas pela indústria alimentar e podem ser geradoras de inflamação em contacto com o organismo. A vida corrente não nos permite evitar todos os aditivos, mas se estivermos despertos para esta realidade teremos mais atenção, faremos escolhas mais saudáveis e ingerimos menores quantidades.
E as gorduras?
As gorduras ómegas 6, que se encontram nas margarinas e nos óleos e que são provenientes da soja, do milho e do amendoim, são claramente pró-inflamatórias. Precisamos de ómega 6 no organismo, mas em quantidades muito reduzidas. O problema é que a cadeia alimentar atual é geradora de uma alimentação extraordinariamente rica em ómega 6 e pobre em ómega 3. Basta pensar que, dantes, as galinhas e as vacas comiam erva, agora comem rações provenientes da soja; os peixes comiam algas, agora comem rações também com soja. Os produtos alimentares que usamos são essencialmente da linha produtora de ómega 6.
Nos supermercados temos centenas de alimentos à escolha. Precisamos de tanta coisa?
Não precisamos de tantos produtos alimentares, necessitamos é de maior diversidade alimentar. Essas centenas ou milhares de produtos que vemos nas prateleiras são provenientes de quatro ou cinco alimentos – cereais, lácteos, açúcares e gorduras – e da indústria de processamento. Se olharmos para a quantidade de legumes, frutos, oleaginosas e peixe que as pessoas comem no dia a dia verificamos que não há variedade alimentar, as pessoas comem quase sempre o mesmo. Já pensou na variedade de saladas que é possível fazer? Mas se perguntar a alguém qual é a que come diz-lhe alface e tomate.
No supermercado fazemos escolhas condicionadas pela publicidade e o marketing. Como podemos fugir a isso?
Só vai mudar com a informação dos cidadãos. Nos países do Norte da Europa, onde a população é muito mais esclarecida, não encontramos nos supermercados esta quantidade enorme de alimentos-lixo – basta verificar que o espaço ocupado por refrigerantes, cereais de pequeno-almoço e óleos alimentares é muito reduzido. Exatamente o oposto do que se passa em Portugal.
A crise económica e as dificuldades das famílias podem piorar ainda mais a alimentação dos portugueses?
Também pode acontecer o contrário. Numa altura em que todos sentimos uma necessidade absoluta de gerir muito bem os orçamentos familiares, devemos fazer listas de compras de forma racional. E antes de comprar certos produtos alimentares, é obrigatório perguntar: «Preciso mesmo disto? Vale a pena? Faz-me ficar mais forte, vital, inteligente? Tem mais nutrientes?» Ocasionalmente, podemos comprar os tais alimentos que não comportam nenhum valor acrescentado mas que agradam ao paladar, mas isso é num dia de festa.
De que produtos podemos e devemos mesmo prescindir quando vamos às compras?
Devemos tirar os refrigerantes, cereais com açúcar, pastelaria, óleos e margarinas – para cozinhar devemos usar o azeite, só azeite. Todos os refrigerantes são um estrago de dinheiro – as pessoas devem beber água. Os cereais com açúcar (os de pequeno-almoço e as bolachas) também são prescindíveis – devemos escolher cereais completos, integrais, que até são mais baratos. Compare-se o preço de uma caixa de cereais de pequeno-almoço com o de um pacote de flocos de aveia, que são altamente nutritivos. A aveia é muito mais barata e muito nutritiva.
Mas comprar carne magra e peixe gordo, frutos e hortaliças é muito mais dispendioso…
Mas há estratégias que podem ser implementadas. Uma é comprar carne de melhor qualidade e comer menos quantidade e menos vezes. É preferível comer carne três vezes por semana em vez de comer carne gorda todos os dias. Além disso, toda a gente ganha se fizer uma alimentação vegetariana dois dias da semana e em vez da carne comer, por exemplo, arroz de feijão ou grão-de-bico com massa. Se se acrescentar hortaliças, ervas aromáticas e azeite, podemos dizer que são refeições perfeitas. Menos carne, mas de melhor qualidade; mais peixe (incluindo cavala e sardinhas, frescas ou em conserva de azeite) e ovos (podem ser consumidos três ou quatro por semana) são opções a privilegiar.
Não retira massa, arroz ou batatas ao seu carrinho de compras?
Não, mas reduzo as quantidades ingeridas. No prato devemos ter pequenas porções de massa, arroz ou batatas e maior quantidade de hortaliças, legumes e leguminosas.
Fala-se muito na responsabilidade social da indústria farmacêutica, que ganha dinheiro à custa do tratamento dos doentes. E quanto à responsabilidade social da indústria alimentar, que ganha dinheiro atirando-nos para a doença?
A indústria alimentar está a fazer maus alimentos, mas a verdade é que as pessoas só compram o que querem. Sei que quanto menor é a informação maior é a permeabilidade ao marketing, mas o caminho também se faz através da informação dos cidadãos e da sua responsabilização. Custa-me imenso ver nas caixas de supermercado que as pessoas aparentemente mais pobres também são as que levam os carrinhos repletos de produtos inúteis e nefastos para a sua saúde. É preciso repensar a política alimentar e inovar.
E se o seu organismo não reconhecer aquilo que você come como um alimento? Defende-se, inflama-se, fica doente. É o que fazem muitos dos produtos que levamos à boca.
Fonte: Notícias Magazine

http://illuminatielitemaldita.blogspot.com.br/2014/04/nutricidio-alimentos-que-nos-chegam-ao.html
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