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terça-feira, 23 de dezembro de 2014

5 fatos estranhos sobre o Natal

O Natal é uma época de paz e tradição. Mas você sabia que há muitos fatos estranhos sobre o Natal? Conheça aqui alguns deles.

Em época de festas de final de ano, não falta gente para dizer que devemos lembrar do “real significado” do Natal.
Porém, será que essas pessoas sabem o tipo de tradição que estamos perpetuando quando nos reunimos ao redor da árvore ou quando colocamos presentes dentro de uma meia?
Estas são práticas que remontam a milhares de anos – muito antes do cristianismo ter entrado nessa mistura. Tradições pagãs, ou não cristãs, aparecem neste feriado, uma consequência de líderes da igreja primitiva fundindo celebrações do nascimento de Jesus com festivais pré-existentes.
Desde então, as tradições de Natal têm se deformado ao longo do tempo, chegando ao seu estado atual, que remota pouco mais de um século atrás.

5. Os primeiros cristãos tinham um gosto por pagãos

Segundo Ronald Hutton, historiador da Universidade de Bristol, no Reino Unido, é um erro dizer que as nossas tradições de Natal modernas vêm diretamente do paganismo pré-cristão. No entanto, é igualmente errado acreditar que o Natal é um fenômeno moderno.
Conforme os cristãos espalharam a sua religião na Europa nos primeiros séculos depois de Cristo, eles encontraram pessoas que viviam com uma variedade de credos religiosos locais e regionais. Missionários cristãos aglomeravam todas essas pessoas juntas sob o termo genérico “pagão”.
O termo está relacionado com a palavra latina que significa “campo”, explica Philip Shaw, pesquisador de línguas germânicas e inglês antigo na Universidade de Leicester, também no Reino Unido. Esta conexão linguística faz sentido porque o cristianismo europeu primitivo foi um fenômeno urbano, enquanto o paganismo persistiu por mais tempo em áreas rústicas.
Os primeiros cristãos queriam converter pagãos, mas também ficaram fascinados com suas tradições. “Os cristãos desse período são bastante interessados no paganismo”, disse. “Obviamente é algo que eles achavam que era uma coisa ruim, mas também é algo que achavam que vale a pena lembrar. É o que seus antepassados fizeram”.
Talvez seja por isso que as tradições pagãs permaneceram mesmo com o cristianismo se tornando majoritário. A árvore de Natal é uma invenção alemã do século XVII, mas deriva claramente da prática pagã de trazer vegetação dentro de casa para decoração no meio do inverno – como sabemos, no hemisfério norte, 25 de dezembro é uma data gelada.
O moderno Papai Noel é um descendente direto do Pai Natal da Inglaterra, que não era originalmente um doador de presentes. No entanto, o Pai Natal e as suas outras variações europeias são encarnações modernas de ideias pagãs antigas sobre espíritos que viajavam pelo céu no meio do inverno.

4. Todos nós queremos o brilho do Natal

Mas por que essa fixação em festar no meio do inverno do hemisfério norte (onde teria surgido a tradição), afinal? Segundo os historiadores, é um momento natural para uma celebração. Em uma sociedade agrícola, o trabalho de colheita é feito para o ano, e nesta época não há mais nada a ser feito nos campos.
“É um momento em que você tem algum tempo para se dedicar a sua vida religiosa”, conta Shaw. “Mas também é um período em que, francamente, todo mundo precisa se animar”. Os dias escuros que culminam com o dia mais curto do ano – o solstício de inverno – podem ser iluminados com festas e decorações.
“Se acontecer de você viver em uma região na qual o inverno traz uma escuridão impressionante, frio e fome, então o desejo de ter uma festa no coração dele para não enlouquecer ou cair em depressão profunda é muito, muito forte”, disse.
“Mesmo agora, quando solstício não significa tanto assim, porque você pode se livrar da escuridão com o toque de um interruptor de luz elétrica, mesmo agora esta é uma temporada muito poderosa”, concorda Stephen Nissenbaum, autor do finalista do Prêmio Pulitzer “The Battle for Christmas”.
3. A Igreja demorou a abraçar Natal
Apesar da expansão do cristianismo, levou centenas de anos para que os festivais de inverno se tornarem o Natal. A Bíblia não dá nenhuma referência a quando Jesus nasceu, o que não era um problema para os primeiros cristãos. “Nunca lhes ocorreu que eles precisavam para comemorar seu aniversário”, explica Nissenbaum.
Com nenhuma diretiva bíblica para fazê-lo e nenhuma menção da data correta nos Evangelhos, não foi até o quarto século que os líderes da igreja em Roma abraçaram o feriado. Neste momento, muitas pessoas se voltaram para uma crença que a Igreja considerava herética: que Jesus nunca tivesse existido como homem, mas como uma espécie de entidade espiritual.
“Se você quer mostrar que Jesus foi um verdadeiro ser humano como qualquer outro ser humano, e não apenas alguém que apareceu como um holograma, então qual a melhor maneira de pensar nele nascendo de uma forma humana normal, humilde do que comemorar o seu aniversário?”, diz Nissenbaum.
Festivais de inverno, com as suas raízes pagãs, já eram amplamente celebrados e a data tinha um agradável ajuste filosófico com a comemoração do alongamento dos dias após o solstício de inverno (que cai em 21 de dezembro deste ano).

2. Os Puritanos odiavam o feriado

Mas, se a Igreja Católica passou gradualmente a abraçar o Natal, a Reforma Protestante deu um belo soco de direita no feriado. No século XVI, o Natal se tornou uma vítima desta ruptura da igreja, com reformistas protestantes o considerando pouco melhor do que o paganismo.
De acordo com Nissenbaum, isso provavelmente tinha algo a ver com o “estridente, turbulento e às vezes obsceno jeito” em que o Natal era comemorado. Na Inglaterra, sob o governo de Oliver Cromwell, Natal e dias de outros santos foram proibidos, e na Nova Inglaterra foi ilegal celebrar o Natal por cerca de 25 anos em 1600.

1. Os presentes são uma tradição nova (e surpreendentemente controversa)

Embora a oferta de presentes possa parecer inextricavelmente ligada ao Natal, esta prática costumava acontecer no dia de Ano Novo. “Eles eram uma benção para as pessoas se sentirem bem com o final do ano”, conta Hutton. Não foi até a era vitoriana, em 1800, que os presentes se deslocaram para o Natal.
De acordo com a Royal Collection, filhos da rainha Vitória receberam presentes na véspera de Natal em 1850, incluindo uma espada e armadura. Em 1841, Victoria deu a seu marido, o príncipe Albert, um retrato em miniatura dela com 7 anos de idade; em 1859, ela lhe deu um livro de poesias.
Toda essa oferta de presentes, junto com a aceitação secular do Natal, deixou alguns grupos religiosos enfurecidos, disse Nissenbaum. O consumismo de compras de Natal parece, para alguns, contradizer o objetivo religioso de comemorar o nascimento de Jesus Cristo.
Em alguns aspectos, pondera Nissenbaum, gastos excessivos são o equivalente moderno do orgias e bebedeiras que horrorizavam os puritanos. “Sempre houve um empurra e puxa, e isso toma diferentes formas”, explica.


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