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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

RÚSSIA TESTA MÍSSIL NUCLEAR INTERCONTINENTAL

A Rússia testou nesta quarta-feira (10) um míssil nuclear intercontinental capaz de proporcionar um ataque nuclear 100 vezes mais forte que a explosão que devastou a cidade japonesa de Hiroshima em 1945.

Seu novo míssil Bulava, lançado por submarino, é uma arma de 12 metros de comprimento. Um Bulava pesa 36,8 toneladas e pode viajar por 8 mil quilômetros transportando 10 ogivas nucleares.
A arma, que deve ser o principal trunfo das forças nucleares russas até o fim da década, teve seu desenvolvimento atrasado por conta de uma série de testes mal sucedidos.

O comandante naval, almirante Viktor Chirkov, disse que o lançamento teste do Bulava havia sido feito no Mar Branco, afirmando que o míssil atingiu seu alvo no extremo oriente da Rússia.
"Em outubro e novembro deste ano, a frota naval irá conduzir mais dois lançamentos com dois cruzeiros equipados com mísseis balísticos", disse Chirkov segundo a agência Interfax.

Poder de dissuasão
Depois do teste, o presidente russo, Vladimir Putin, disse que a Rússia deve manter seu poder de dissuasão nuclear para fazer frente ao que chamou de crescente ameaça de segurança.

Com os laços com o Ocidente fragilizados por conta da crise na Ucrânia, Putin também assumiu o controle de uma comissão que supervisiona a indústria de defesa e fez um pedido para que a Rússia se torne menos dependente de equipamentos importados do Ocidente.

O presidente russo afirmou que a Otan está usando a retórica sobre a crise na Ucrânia para "se ressuscitar" e apontou que a Rússia havia alertado repetidas vezes que teria que responder a tais medidas.

"Precisamos de uma avaliação completa e confiável sobre as potenciais ameaças à segurança militar da Rússia. Para cada uma dessas ameaças, uma resposta adequada e suficiente deve ser encontrada", disse Putin em reunião com autoridades de defesa no Kremlin.

"Primeiramente, estamos falando de criar uma série racional de capacidades de ataque, incluindo a manutenção da solução garantida da tarefa de dissuasão nuclear", afirmou.

O presidente disse que a Rússia deve garantir o desenvolvimento de armas de alta precisão nos próximos anos, embora também tenha dito que "alguém pode estar querendo começar uma nova corrida armamentista. Não iremos participar disso, é claro".

A Rússia deve gastar 20 trilhões de rublos (US$ 536,81 bilhões) na modernização de seu Exército, que ainda hoje depende largamente de armas e de tecnologia da era soviética.

Putin reiterou que Moscou encontraria maneiras de substituir as importações da indústria de defesa perdidas por conta de sanções impostas pela União Europeia e pelos Estados Unidos devido à crise na Ucrânia.

"Não estamos planejando suspender intencionalmente a cooperação com nossos parceiros estrangeiros (mas) a nossa indústria deveria ser capaz de produzir equipamentos criticamente importantes, componentes e materiais", afirmou.


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