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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

8 mitos do sono que atrapalham o descanso

Vários mitos do sono que você provavelmente conhece parecem lógicos quando pensamos neles de forma leve.
No entanto, quando os examinamos melhor e de forma mais aprofunda, a maioria dos mitos que conhecemos está muito longe da verdade.
Pior, se as pessoas acreditarem nesses mitos, poderão ver o seu sono atrapalhado, sendo péssimo para a saúde.
Em função da importância que o sono tem na nossa vida, confira em seguida alguns fatos por trás de mitos de sono comuns.

8. Mudar de lado pode parar o ronco

Uma ideia comum é a de que se você roncar, basta rodar ou mudar de posição (ou fazer isso à pessoa que está a roncar) para parar o barulho. O ronco ocorre quando o fluxo de ar no nariz ou na garganta é interrompido, havendo muitas razões para isso acontecer.
As pessoas podem roncar devido a alergias, sinusite, apnéia do sono, fossas nasais estreitas, álcool, medicamentos, entre outros motivos. É verdade que dormir de costas aumenta a probabilidade do roncar, mas o virar ou mudar de posição nem sempre para o ronco.

7. Pode-se recuperar o sono no fim de semana

Se uma pessoa perder uma ou duas horas de sono, a curto prazo é possível recuperá-las na próxima noite, sem muitos efeitos colaterais. No entanto, não é possível perder uma ou duas horas de sono todos os dias e compensá-las no fim de semana de forma contínua.
Um estudo da Universidade Estadual da Pensilvânia testou essa ideia em 30 pessoas. Os participantes dormiram oito horas durante alguns dias para estabelecer uma base e, em seguida, dormiram apenas seis horas durante seis dias e 10 horas de recuperação do sono durante três dias.
Os pesquisadores concluíram que os dois dias de sono de recuperação aliviaram o cansaço diurno e a inflamação, mas o desempenho da atenção não se recuperou – ou seja, as pessoas eram mais focadas quando dormiam bem todas as noites, em vez de dormir demais aos fins de semana.
Outros estudos também descobriram que a privação crónica de sono (mesmo que leve) reduz o desempenho cognitivo e aumenta problemas de memória, obesidade, doenças do coração e resistência à insulina.

6. Álcool ajuda a dormir melhor

O álcool pode fazer com que as pessoas se sintam sonolentas ou mais relaxadas, por isso é fácil perceber como esse mito nasceu. No entanto, o álcool funciona de maneira diferente dentro do corpo, acabando por prejudica o sono.
Estudos mostram que o álcool pode fazer com que seja mais fácil adormecer, mas, em geral, reduz a qualidade do sono e aumenta a probabilidade de se acordar durante a noite, além de reduzir as fases do sono REM e do sono de ondas lentas.

5. Pessoas mais velhas precisam de menos sono

Apesar das pessoas mais velhas poderem ter um sono mais fragmentado e serem melhores a lidar com o sono curto , as necessidades de sono não mudam muito com a idade. O sono curto nos idosos parece aumentar o acúmulo de placas no cérebro, que estão associadas à doença de Alzheimer.
Seja qual for a idade, se o sono não for tranquilo ou reparador, os especialistas recomendam que as pessoas procurem um médico especialista, já que dormir mal pode ser um sinal de problemas de sono ou de saúde subjacentes que devem ser tratados.

4. Contar carneiros ajuda a dormir

Segundo um estudo da Universidade de Oxford, no Reino Unido, feito com pessoas que sofriam de insónia, contar carneirinhos, em vez de aumentar o sono, na realidade atrasa o sono em comparação com outros métodos.
Os cientistas acham que a monotonia da contagem não é eficaz para impedir que as pessoas tenham outros pensamentos soltos, nem para bloquear sinais ambientais que podem manter as pessoas acordadas.
O que parece funcionar para proporcionar um sono rápido é visualizar uma cena relaxante. Os participantes adormeceram, em média, 20 minutos mais cedo usando uma tática da visualização em relação à contagem de objetos, ou a não fazer nada.

3. Somente idosos e obesos têm apnéia do sono

A síndrome da apnéia obstrutiva do sono (SAOS) é uma condição que se tem tornado cada vez mais conhecida entre as pessoas. No entanto, muitas pessoas acreditam que só os idosos e indivíduos com excesso de peso sofrem com a doença.
De acordo com um estudo da Universidade Católica de Brasília (UCB), 2% a 4% da população adulta de meia idade sofre de SAOS. De igual forma, estima-se que o diagnóstico não é realizado em 82% dos homens e 93% das mulheres portadoras da condição.
No geral, homens com mais de 40 anos estão em maior risco e alguns estudos sugerem que peso é um fator de risco para a SAOS, mas muitos outros estudos não chegaram a tal conclusão. A única coisa que sabemos com certeza, é que a apnéia do sono pode ocorrer em qualquer pessoa e idade.

2. Ler um livro ou ver TV faz relaxar e adormecer

Algumas pesquisas já mostraram que os televisores contribuem para problemas de sono por causa da luz e das distrações. Se você ler num tablet, laptop ou smartphone, os mesmos fatores podem roubar o seu sono.
Especialistas em sono geralmente recomendam que as pessoas não se deitem até sentirem de fato sono. O ideal é associar o menor número de atividades possíveis à cama. Em vez disso, leia ou assista TV noutro espaço até que você esteja pronto para dormir.

1. Insónia é causada por pensamentos preocupantes e stress

A insónia tem muitas causas, incluindo tensão psicológica, maus hábitos (ou hábitos inconsistentes) de sono, dor física, síndrome das pernas inquietas, apnéia do sono, entre outros. A Academia Americana de Medicina do Sono sugere que as pessoas procurem ajuda quando a insónia persistir.
A condição pode ser tratada com técnicas de relaxamento cognitivas, medicamentos ou pelo tratamento de condições subjacentes que podem estar a causar os problemas de sono. É importante dar atenção ao assunto, já que dormir bem é essencial para a saúde. 

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