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quarta-feira, 28 de maio de 2014

Aos poucos, a “copa das copas” vira a “copa do caos”

Maio de 2014 já é o mês em que o Google mais acusa ocorrências do termo "greve" em suas buscas. Há pouco engajamento nas ruas em prol do evento, diferentemente dos protestos, que aos poucos voltam a reprisar o junho de 2014.

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À medida em que a Copa do Mundo se aproxima, o caos vai tomando conta do país e isso preocupa os organizadores. Alguns atrasos fizeram a Fifa tomar a frente e começar a tocar obras em estádios mais problemáticosnenhum aeroporto da Infraero ficará 100% pronto para a competição; e o Itaquerão, onde ocorrerá o primeiro jogo, será entregue inacabado. Mas esses são só alguns dos problemas enfrentados a poucos dias do início do evento.
Várias classes têm aproveitado a proximidade da competição para fazer paralisações. De acordo com o Google Trends, maio de 2014 foi o mês em que mais se falou em greve na história do sistema de busca. E se trata de um assunto recorrente em todos os estados da federação.
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Problemas na vizinhança

Não é para menos. Só para citar alguns exemplos, funcionários do IBGErodoviários de Salvadorservidores municipais de São Paulo e motoristas de ônibus do Rio pararam suas atividades. Mas o que mais preocupa é a segurança. Com medo de que isso prejudique o andamento da Copa, o governo planeja entrar com ações na Justiça Federal para tentar barrar os grevistas.
São duas as principais frentes que serão adotadas na Copa: o governo vai entrar com ações judiciais contra as paralisações, medida que hoje cabe aos Estados, e quer cobrar de líderes de greve que arquem com os custos de eventual emprego da Força Nacional para garantir a ordem pública.
As recentes greves em estados como Bahia e Pernambuco deram uma amostra do que pode ocorrer caso haja paralisações durante a Copa. As cenas de saque e depredação assustaram jornalistas estrangeiros, que demonstraram preocupação a esse respeito durante entrevista com ministros do governo sobre a questão.
Até em países vizinho há ameaças de greve visando a realização da Copa do Mundo. No Peru, trabalhadores exigem melhores salários das companhias aéreas ou cruzarão os braços durante o evento, impedindo a saída para o Brasil de pelo menos 300 voos programados para o período. Mas a paralização pode afetar inclusive outros voos que não saiam de aeroportos peruanos, mas precisem passar por eles em seu trajeto. A atitude vem influenciado funcionários da TAM, associados ao mesmo conglomerado, a fazer ameaças semelhantes.

Superfaturamento

A competição também segue sendo assolada por denúncias de corrupção. Antes mesmo do início do evento, o Tribunal de Contas do Distrito Federal apontou superfaturamento de R$ 431 milhões na construção do Estádio Mané Garrincha, em Brasília, que teve um custo total de R$ 1,6 bilhão.
A reforma do Mané Garrincha começou a ser posta em prática em julho de 2010 e, pouco tempo depois, a Controladoria Geral da União (CGU) deu início à auditoria nas primeiras planilhas do projeto. De cara, a CGU encontrou preços unitários contratados com valor acima de mercado. De uma amostra de R$ 383,1 milhões, os auditores constataram um sobrepreço de R$ 43 milhões — 11,2% do montante.
Como a arena não foi financiada pelo BNDES, e sim com recursos do governo do Distrito Federal, a CGU acabou se afastando do monitoramento das obras, mas fez alguns outros apontamentos no início da construção.
A investigação detectou “alocação excessiva de mão de obra” na instalação de equipamentos, como o ar-condicionado multi-sistem. Seriam necessárias 455 horas de trabalho para a instalação, mas o preço unitário da empresa contratada considerou 3.048 horas, conforme a CGU. Além disso, existiam “discrepâncias” entre a especificação de serviços no memorial descritivo e na planilha licitatória.

Hotéis inacabados

Outro problema enfrentado é o atraso na entrega de hotéis que receberam financiamento do BNDES. No Rio de Janeiro, dos nove empreendimentos aprovados pelo programa ProCopa Turismo, apenas três foram concluídos no prazo.
Os outros seis hotéis, que ofereceriam 2.045 novos quartos, estão com obras atrasadas ou paralisadas. Alguns deles podem ser entregues só em 2016, às vésperas dos Jogos Olímpicos. Os repasses destinados a projetos que não ficaram prontos a tempo representam 86% dos R$ 404,4 milhões que o banco público já liberou para ampliar o número de vagas na cidade.
O Gran Mercure Riocentro, vizinho ao centro internacional de mídia, onde a Fifa havia orientado as empresas credenciadas a instalar suas equipes, não ficará pronto, o que obrigou os jornalistas a buscar novas acomodações. A reforma do Hotel Glória, por sua vez, foi abandonada – mesmo depois de receber R$ 50 milhões – após os problemas do empresário Eike Batista.
Embora o portal do governo afirme que o ProCopa destina-se a financiar a “construção, a reforma, a ampliação e a modernização da rede hoteleira para a Copa”, o BNDES afirmou que a conclusão das obras antes do início do evento não foi condição para os empréstimos.

Tiro no pé


Desde o início, a vinda da Copa do Mundo ao Brasil causa polêmica. Conquistada após o país se apresentar como único candidato, só ganhou alguma simpatia popular quando o governo confirmou as cidades sedes meses depois. Nas eleições de 2010, chegou a contar alguns pontos a favor da situação, sendo ela vendida como uma grande vitória do bom momento proporcionado pelo petismo. À medida em que a data da realização se aproxima, no entanto, o evento vem se mostrando um enorme transtorno para todos os envolvidos. A mídia espontânea que, imaginava-se, justificaria todo o alto investimento público tende a se transformar em propaganda negativa. Fato é que, a 15 dias do evento, há pouco engajamento nas ruas em prol da festa, ruas estas tomadas por protestos. Bilhões de reais jogados fora depois, a “Copa das Copas”, ao lado da derrocada da Petrobras, pode ser crucial para a queda do atual governo nas eleições de outubro. Na falta de argumentos, há que venha a público “defender-se” dizendo que “o que tinha pra ser roubado, já foi“. Que os brasileiros lembrem-se disso diante das urnas.
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